Carta Aberta dos Lotéricos à Caixa – Dez 2013
Excelentíssimos Senhores integrantes do Conselho Diretor da Caixa Econômica Federal
Prezados Senhores:
Protocolamos em 18/12/2013 na Matriz da CAIXA em Brasília o documento em anexo que traz um relato minucioso sobre a difícil situação que vive as Empresas Lotéricas controladas pela Caixa, principalmente sobre os problemas de ordem econômica e técnica diante de um modelo de parceria que deveria ter como objetivo o ‘ganha ganha’, no entanto o que vimos é a insatisfação generalizada da categoria.
Decidimos levar o problema para todo o Conselho Diretor para que tenham ciência das dificuldades que enfrenta o setor e que se arrasta e continua sem solução.
Apelamos para o bom senso desta magnifica instituição que é orgulho para os brasileiros e que nós também ajudamos a construir.
Fazemos aqui um apelo velado porque temos certeza que os senhores têm a consciência sobre a importância da Rede Lotérica para todos os brasileiros e infelizmente não estamos se quer sendo ouvidos.
Estabelecemos um prazo para que os senhores tomem conhecimento do teor da correspondência e nos responda satisfatoriamente quanto aos nossos pleitos nela elencados.
Ficaremos no aguardo, e aproveitamos para desejar-lhes um Feliz Natal e um venturoso ano Novo junto aos seus familiares.
Atenciosamente,
***
Carta Aberta enviada à Presidência da CEF
AOS
EXCELENTISSIMOS SENHORES
PRESIDENTE E VICES-PRESIDENTES DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
JORGE HEREDA – PRESIDENTE
JOSÉ HENRIQUE CRUZ – VICE-PRESIDÊNCIA DE VAREJO E ATENDIMENTO
MARCOS ROBERTO VASCONCELOS – VICE-PRESIDÊNCIA DE GESTÃO DE ATIVOS E DE TERCEIROS
RAPHAEL REZENDE NETO – VICE-PRESIDÊNCIA DE CONTROLE E RISCO
MARCIO PERCIVAL ALVES PINTO – VICE-PRESIDENCIA DE FINANÇAS E CONTROLADORIA
FÁBIO FERREIRA CLETO – VICE-PRESIDÊNCIA DE LOTERIAS E FUNDO DE GOVERNO
SERGIO PINHEIRO RODRIGUES – VICE-PRESIDÊNCIA DE GESTÃO DE PESSOAS
JOSÉ URBANO DANTAS – VICE-PRESIDÊNCIA DE HABITAÇÃO
PAULO ROBERTO SANTOS – VICE-PRESIDÊNCIA DE OPERAÇÕES CORPORATIVAS
FÁBIO LENZA – VICE-PRESIDÊNCIA DE NEGÓCIOS EMERGENTES
GEDDEL QUADROS VIEIRA LIMA – VICE-PRESIDÊNCIA CORPORATIVA
JOAQUIM LIMA DE OLIVEIRA – VICE-PRESIDÊNCIA DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
GILBERTO MAGALHÃES OCCHI – VICE-PRESIDÊNCIA DE GOVERNO
BRASILIA – DISTRITO FEDERAL
PREZADOS SENHORES:
Os Sindicatos ao final assinados, legítimos procuradores dos empresários lotéricos nos respectivos estados da federação, vêm manifestar suas angústias, indignações, amarguras, e porque não dizer, suas preocupações com o tamanho abandono que estão passando por parte da parceira CAIXA, não tendo registro em nossa história de mais de 51 anos de parceria desse descaso a qual estão submetidos no presente momento.
Para todos os lados que buscamos saídas, sempre esbarramos nas dificuldades de negociações com a CAIXA; e o pior, dos pleitos feitos, o silêncio tem prevalecido como resposta, enfrentamos caminhos contrários, estes sim, das imposições, da falta de tecnologia, enfim, das aplicações de normas de uma mão só, em desfavor aos interesses dos lotéricos.
Senhores Administradores, essa é a nossa realidade, enfrentamos uma situação extremamente constrangedora e inaceitável, sobretudo no que diz respeito à sustentabilidade do nosso negócio, quando a própria lei nos dá o tão sonhado equilíbrio econômico-financeiro, mas, até então, em nada prevalece porque a Caixa não respeita.
Apenas se empurra com a barriga os problemas e a nossa rede não tem mais forças, nem mesmo para se segurar, e respeitosamente, esse manifesto é um grito de socorro da classe pedindo ajuda, compreensão, enfim, um pedido de restabelecimento de uma verdadeira “parceria”, que fazemos respeitosamente a V. Senhoria, que administra as loterias em nosso país.
O nosso trabalho extravasa os limites do econômico, ele é extremamente social, todavia não significa que temos que trabalhar com prejuízo, nós estamos nos lugares mais longínquos desse país, diminuindo as desigualdades sociais, pagando os benefícios sociais, bancarizando os mais simples.
Nós somos mais do que lotéricos!
Nós somos os braços da CAIXA, nós ajudamos o BRASIL a ser justo e social!
Com os jogos, arrecadamos bilhões de reais, para a manutenção e investimentos em vários programas sociais, secretarias e a própria CAIXA.
Somos trabalhadores fiéis do governo federal, muitas vezes não temos sábados, domingos e até feriados, mas, gozamos, sim, da confiança do povo brasileiro, demonstramos lealdade com as nossas obrigações, aliás, são mais de 51 anos!
Muitas das reivindicações que ora apresentamos são do pleno conhecimento dessa instituição, do contrário, que fiquem consignadas e que recebamos respostas, enfim, mostraremos nossas aspirações, questionamentos e desejos, mais do que justos,de forma clara, pois são situações que nos atormentam no presente momento, e rogamos que sejam vistas com a clareza e o respeito que merecemos por parte de Vossas Senhorias, ficando no aguardo de uma resposta breve, pois os limites de espera, por que não dizer de sobrevivência está se exaurindo.
1. Participação da Categoria e Transparência nas Decisões das Loterias
É sabido e essa CAIXA é conhecedora, que o modelo de governança empresarial moderno preceitua, dentre outros requisitos, a transparência e a participação dos colaboradores nas suas ações e nas suas decisões.
Sendo os empresários lotéricos, a grande força alavancadora dos resultados da instituição CAIXA, vimos solicitar assento nas decisões que envolvam os assuntos pertinentes a nossa atividade, pois bem sabem que conhecemos os dificultadores e os facilitadores de operacionalização das loterias, a qual temos a experiência e a dedicação exclusiva há mais de 51 anos.
Na essência queremos ser os verdadeiros parceiros, na alegria e na dor, dar as mãos e sermos todos felizes, estamos sim, do mesmo lado, e não somente recebendo normas, regras e circulares de uma mão só, que em sua maioria são regidas pelo autoritarismo, da ameaça, do medo, da multa, da suspensão, enfim da imposição.
Sempre respeitamos as ordens e os limites impostos por esta permitente, isso é nossa obrigação, mas, pedimos que nossos direitos sejam levados a termo, pois, no momento praticamente inexistem, vivemos numa verdadeira ditadura, como muitos filiados afirmam, voltamos à escravidão.
Não é retórica, nobre parceira!
Leia com os olhos neutros e verás que seus normativos, contratos, aditivos e circulares, são em sua maioria, altamente impositivos, ameaçadores, não há sequer um espaço de negociação ou de obrigação de sua parte, tudo cabe ao lotérico cumprir, cumprir, e se não cumprir, a punição é imediata.
Nesse sentido, estamos à disposição e rogamos para uma revisão desses normativos e circulares, visando adequá-los a esse novo momento.
Temos a certeza que o nosso pedido de participação nas decisões das atividades das loterias será aceito, isso é modernidade, é partilha de responsabilidade, aliás, casos semelhantes já ocorreram na própria CAIXA, quando o Conselho Curador do FGTS aceitou a participação de trabalhadores fundistas nas decisões sobre o Fundo de Garantia, tornando-o mais democrático e transparente; outro caso análogo, é o fundo de pensão dessa conceituada instituição, a FUNCEF, que democraticamente escolhe representante dos empregados para sua Diretoria, isso é governança empresarial moderna e transparência de ações.
De forma explícita, a nova lei dos lotéricos – Lei No. 12.869/13 – em seu art. 5º, inciso I, é transparente, quando diz: “… A CAIXA… prestará assistência e consultoria, fornecerá orientações e ministrará treinamentos e todas as demais instruções necessárias ao início e à manutenção das atividades do permissionário, bem como à implementação de inovações operacionais indispensáveis ao exercício da atividade e à melhoria na gestão e desempenho empresarial…” (grifamos).
Parceira, vamos abrir esse canal de transigência e democracia empresarial, esse é o melhor caminho, aceite nossa participação efetiva, buscaremos sempre o melhor para nós, isso é uma união que busca interesses comuns, a verdadeira parceria, não queremos nada que fira a lei, nenhum privilégio, apenas possamos dar as mãos, e assim, atingirmos nossos objetivos de forma racional, justa e equilibrada, trazendo lucros e resultados satisfatórios a ambos os lados.
2. Definição da Nova Lei No. 12.869/13 – Lei dos Lotéricos
Com a recente criação do marco regulatório dos lotéricos, sem sombras de dúvidas, referida lei nos trouxe sinais de maior segurança jurídica aos nossos negócios, sobretudo da garantia de que teremos 20 anos de permissão, com mais 20 anos de acréscimo, tudo isso na forma do disposto no parágrafo único do artigo 3º da Lei No. 12.869/13.
Acreditamos que Vossa Senhoria irá honrar esse compromisso, porquanto essa lei marca o início da regulamentação da nossa categoria, sendo assim, estamos iniciando uma nova legislação, onde pelo princípio da isonomia, todos são iguais a partir desse novo marco regulatório, não há o que falar em distinção de tipos de loterias, todas as casas lotéricas são iguais, sendo, inclusive, entendimento de vários legisladores, cujos pareceres estão em poder dessa CAIXA.
Nesse momento vimos pedir uma definição de maneira formal, pois, assim a rede ficará numa situação mais tranquila de trabalho e acalmará toda categoria para seguir em frente nos seus trabalhos, vez que envolve mais da metade da classe que busca esse desiderato, sendo as mais antigas, e também as maiores, representando, 80% a 90% do PIB das lotéricas e que geram os maiores negócios para a CAIXA, e por outra via, muitos empregos estão nessa linha de produção há anos.
Se esse fato novo, proclamação da Lei No. 12.869/13 veio ocorrer agora, portanto, superveniente a publicação do Acórdão do TCU ( processo nº 017.293/2011-1 ), vimos encarecidamente solicitar de Vossa Senhoria uma posição acerca dessa situação que urge uma resposta a toda categoria.
3. Reajustes dos Preços dos Jogos e Tarifas de Serviços
3.1 Preços dos Jogos
Na recente na “Lei dos Lotéricos”, acima descrita, sancionada pela nossa Presidenta, o inciso IV do artigo 3º sofreu um veto, onde trazia em seu teor a correção automática dos jogos, anualmente, desde a criação de cada jogo.
Na verdade, houve uma atecnia na elaboração do inciso vetado (IV), pois o que gostaríamos era tão somente que fosse aberto um canal de discussão no sentido de que fosse revisto os valores das apostas.
Não necessariamente que fosse desde suas criações, pois como afirmamos, existem jogos que estão extremamente defasados, e outros, que merecem ser substituídos e aperfeiçoados, sem jamais, termos a intenção de proporcionar aumento de inflação ou contrariar algum interesse público.
Só lembrando, hoje temos jogos de valores insignificantes, R$ 0,50 (Lotogol), R$0,75 (Quina) e de 1,00 (Dupla Sena), que se quer cobrem os seus custos operacionais.
Para tanto, rogamos sua interpelação junto ao Ministério da Fazenda através da Secretaria de Acompanhamento Econômico – SEAE, para que abra um canal de negociação junto a nossa categoria e a CAIXA, visando estudar essa matéria de forma equilibrada e consensual, trazendo benefícios para todas as partes: governo, com mais repasses; CAIXA, com mais tarifas; jogadores, com prêmios mais vantajosos, por fim, os lotéricos que teriam o reconhecimento dos seus serviços e a volta do equilíbrio econômico – financeiro dos seus custos, hoje extremamente defasados.
DEFASAGEM PERCENTUAL DO EQUILÍBRIO ECONÔMICO FINANCEIRO DO PRODUTO LOTÉRICO
CALCULADO PELO ATUALIZADOR DO BANCO CENTRAL DO BRASIL PELO INPC DO ANO BASE ATÉ 06/2013
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% |
ANO |
R$ |
R$ |
R$ |
R$ |
R$ |
2013 |
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JOGOS |
PAGO |
INÍCIO |
INICIAL |
REAJUSTE |
REAJUSTE |
REAJUSTE |
REAJUSTE |
INPC |
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2003 |
2008 |
2009 |
2011 |
PERÍODO |
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LOTERIA FEDERAL |
23% |
1962 |
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INSTANTÂNEA |
13% |
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DUPLA SENA |
8,61% |
2001 |
1,00 |
X |
X |
X |
X |
122,40% |
|
LOTECA |
8,61% |
2002 |
0,50 |
1,00 |
X |
X |
X |
69,37% |
|
LOTOFÁCIL |
8,61% |
2003 |
1,00 |
X |
X |
1,25 |
X |
26,07% |
|
|
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|
0,50 |
|
|
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|
|
|
1,00 |
||||||||
|
2,00 |
||||||||
|
LOTOMANIA |
8,61% |
1999 |
1,00 |
X |
X |
X |
1,50 |
12,46% |
|
MEGA SENA |
8,61% |
1996 |
1,00 |
1,50 |
1,75 |
2,00 |
X |
26,07% |
|
|
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|
5 = 0,25 |
5 = 0,25 |
|
5 = 0,50 |
5 = 0,75 |
|
|
6 = 0,50 |
6 = 0,50 |
6 = 2,00 |
6 = 3,00 |
|||||
|
7 = 1,00 |
7 = 2,00 |
7 = 5,00 |
7 = 7,50 |
|||||
|
TIMEMANIA |
8,61% |
2008 |
X |
X |
2,00 |
X |
X |
32,94% |
O quadro acima por si demonstra a grande defasagem que passam os jogos, por exemplo, a dupla sena, vem desde sua criação em 2001, sem ter nenhuma majoração, o que é inacreditável.
Vale lembrar que foi destaque na imprensa nacional e satisfação da própria parceira que as loterias da CAIXA arrecadaram R$5,18 bilhões no primeiro semestre deste ano (2013), um acréscimo de 12,43% maior do que as vendas realizadas durante o mesmo período do ano passado, sendo a primeira vez que a instituição ultrapassou a marca dos R$ 5 bilhões.
Fonte: http://www1.caixa.gov.br/imprensa/imprensa_release.asp?codigo=7013035&tipo (10.07.2013)
E os soldados que batalharam por essa grande vitória, quanto ganharam?
Vale registrar, por fim, que em agosto próximo passado foi feito esse pedido a CAIXA e a própria SEAE, sem, contudo, obtermos nenhuma resposta, assim, clamamos por uma brevidade nessa reivindicação.
3.2 Tarifas de Serviços
Em estudos já apresentados à CAIXA, e agora reiterados, demonstramos que nossas tarifas de recebimentos de contas estão extremamente defasadas, algumas até, trazendo prejuízos.
A seguir, mostramos a evolução dos aumentos de alguns insumos que fazem parte dos nossos custos, ao longo de 12 (doze) anos, enquanto o reajuste das tarifas se apresenta substancialmente defasado, no mesmo período, e é isso que achatou de vez nossa rentabilidade, e por via de consequência, causou-nos o desequilíbrio econômico-financeiro, que a nova lei dos Lotéricos, Lei Nº 12.869, art. 3º, III e a Lei No. 8.666/93, art.65, II, d; nos ampara nesse sentido.
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REAJUSTE |
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PERÍODO |
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|
Tarifa Concessionárias R$ 0,22 |
Tarifa Concessionárias R$ 0,37 |
68% |
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Passagem ônibus R$ 1,00* |
Passagem ônibus R$ 2,75* |
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* Correspondente ao |
* Correspondente ao |
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recebimento de 4,55 contas |
recebimento de 7,43 contas |
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Variação de 63% |
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Salário atendente R$ 180,00* |
Salário atendente R$ 815,00* |
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|
* Correspondente ao |
* Correspondente ao |
|
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recebimento de 818 contas |
recebimento de 2.202 contas |
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|
Variação de 169% |
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Salário atendente R$ 180,00* |
Salário atendente R$ 678,00* |
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|
* Correspondente ao |
* Correspondente ao |
|
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recebimento de 818 contas |
recebimento de 1.832 contas |
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Variação de 124% |
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O que se vê claramente é que a utilização de qualquer índice de correção auferido nos insumos acima: passagem de ônibus, salário de atendente ou mesmo o salário mínimo, por fim, o menor de todos, que é a variação do IGPM, de seis meses atrás, se teria um percentual de aumento de 172%, e uma tarifa de R$ 0,60 para recebimento de concessionária, enquanto, hoje está na ordem de R$0,37, ou seja, praticamente a metade.
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Salário atendentes |
353% |
R$ 1,00 |
|
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Passagens de Ônibus |
175% |
R$ 0,61 |
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Salário Mínimo |
277% |
R$ 0,83 |
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Variação IGPM |
172% |
R$ 0,60 |
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Tarifa recebida atualmente: |
Correção recebida nos últimos 12 anos: |
|
R$ 0,37 |
68% |
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Tarifa projetada pelo menor índice: |
Correção IGPM: |
|
R$ 0,60 |
172% |
Na verdade a quantidade de insumos cada vez aumenta mais, em função da segurança e dos novos serviços, sobretudo o negocial, que nos obriga a investir mais, como: blindagem, mão de obra, computadores, internet, aluguel, água, luz, telefonia, seguro, CFTV, cofres, alarmes, transporte de valores e outros mais.
Senhor Presidente, vale lembrar que o último reajuste veio ocorrer há exatamente 01 (um) ano atrás, OF no. 084/2012, destacando que para as maiores arrecadações, no caso os bloquetos de cobrança de outros bancos (R$0,50) e dos pagamentos dos benefícios sociais (R$0,38) não houve nenhum aumento = (ZERO), o que nos deixa numa situação praticamente de insolvência, pois de um lado há o aumento natural dos insumos, do outro, nada acontece, demonstrando, assim, o verdadeiro desequilíbrio econômico-financeiro que ora passamos.
É por demais sabido que toda categoria tem sua data base de reajustes dos seus ganhos, mas os empresários lotéricos estão sempre a mendigar esta condição junto a CAIXA.
Senhor Presidente, essa é a grande verdade, isso é lamentável!
Essa revisão é mais do que normal, é uma questão de justiça! E mais: a nova Lei Nº 12.869 em seu artigo 3º, inciso III, nos assegura esse direito.
Propomos uma revisão imediata nessas defasagens, e como propostas preliminares apresentamos duas abaixo, onde os dois ganham (CAIXA e Lotéricos), e a tão debatida parceria, passa a ser efetiva e real, quais sejam:
1) Que nossas tarifas sejam definidas de acordo com o valor do recebimento, uma vez que valores mais altos elevam nossos riscos e ocasionam maiores despesas com seguro e transporte de valores.
2) Na forma como ocorre com a empresa pública, CORREIOS, que indexa o valor da tarifa paga aos seus permissionários, com o valor que efetivamente cobra dos seus clientes, o que atrela a lucratividade de um ao outro, e não cria defasagens discrepantes como ora ocorre, e evita maiores problemas para negociações futuras.
A CAIXA precisa admitir esta realidade, há um custo que tem que ser indexado ao produto. Tratamento do dinheiro, seguro e toda a mão de obra, para que cedido e cedente tenham a garantia da solvabilidade dos valores sob nossa responsabilidade.
4. Participação nos Lucros
Corroborando os bons resultados auferidos pela CAIXA nos últimos anos, em especial no ano em curso, conforme demonstramos abaixo, bem como do resultado geral divulgado pela imprensa, senão vejamos:
“O lucro da CAIXA atingiu valor recorde de R$ 3,1 bilhões no 1º semestre, o crescimento foi de 10,3% sobre mesmo período de 2012, diz banco. Só no 2º tri, o lucro líquido foi de R$ 1,8 bilhão, alta de 39,7% sobre o 1º trimestre.”
Fonte: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2013/08/lucro-da-caixa-atinge-valor-recorde-de-r-31-bilhoes-no-1- semestre.html#channel=f1a80c4d2e926c&channel_path=%2Feconomia%2Fnegocios%2Fnoticia%2F2013%2F08%2Flucro-da-caixa-atinge-valor-recorde-de-r-31-bilhoes-no-1- (15.08.2013)
Como afirmamos nossa parcela nestes resultados positivos, sem qualquer dúvida, são extremamente significativos, e por que a parceira não reconhece o nosso esforço com um abono pecuniário, na forma como bonifica seus funcionários? Somos parceiros de um só lado?
5. Marketing e Propaganda
O velho jargão de que: “… a propaganda é alma do negócio”, não tem nenhuma serventia para a rede de lotéricos.
Além de serem diminutas as propagandas existentes em nome das loterias, não existem nas grandes redes de TV do Brasil, como a Rede Globo, Bandeirantes, RECORD, aliás, andamos ao contrário, fomos para uma menor, Rede TV.
Para os sorteios especiais a divulgação é mínima, já os serviços e os negócios inexiste qualquer mídia nesse sentido.
Outro exemplo, por sinal louvável é a Agência do barco Chico Mendes, quase que intermitente na mídia, já de uma lotérica mostrando seu trabalho social, desconhecemos.
Os estádios e times de futebol foram extremamente beneficiados com propagandas da CAIXA. E das loterias? Nenhuma. Destacando que estamos tratando de jogos de futebol, portanto, ligação direta com jogos lotéricos, mas a imagem, nem mesmo a logomarca das loterias foi lembrada.
Senhor Presidente, a nossa presença nas decisões da Instituição é no sentido de caminharmos juntos, de partilhar idéias comuns, só que não temos voz, nem vez, não tem ninguém para lembrar-se de nós, analise essa situação com carinho e o profissionalismo que lhe é peculiar, que teremos mais retorno no que almejamos.
6. Transparência nos Resultados das Loterias
6.1 Rendimentos dos Acumulados dos Prêmios Especiais
Como se sabe é regra que os prêmios especiais guardam parte da arrecadação de prêmios anteriores, como forma de acumular o resultado e ter um valor atrativo a mais em referidos sorteios.
Sendo assim, esses valores acumulados perduram por tempo em caixa, com certeza recebendo correções. Exemplo maior é o da Mega Sena da Virada que acumula parcelas desde janeiro de um ano até a sua saída que vai ocorrer somente em janeiro do ano seguinte, portanto, um ano cumulativamente com rendimentos.
Considerando que na distribuição das arrecadações das loterias não consta esse tópico. Perguntamos:
1) Quanto é esse montante de correção, por prêmio especial?
2) Para onde se destina essas rendas?
3) Teria como subsidiar ou ajudar a rede de lotéricos em modernizá-las com esses recursos?
6.2 Rateio das Arrecadações das Loterias – Rede Lotérica
Dentro do Princípio da Transparência, uma vez que não temos acesso a tais informações, de forma pormenorizada, gostaríamos de conhecer mais de perto como funciona a distribuição dos valores das arrecadações das loterias, nas rubricas abaixo descritas, uma vez que dizem respeito aos nossos interesses, quais sejam:
a) Comissão dos Lotéricos – 9%, na verdade a média que recebemos é de 8,61%, faltam-nos 0,39%;
b) FDL – Fundo de Desenvolvimento das Loterias – 1%; qual sua efetiva destinação?
c) Despesas de Custeio e Manutenção de Serviços – 20%, onde estimamos que essa parcela seja para a melhoria constante do parque de equipamentos e qualificação da tecnologia, o que já demonstramos ser um ponto nevrálgico dos lotéricos, e o mais significante, ter um percentual expressivo de 20%.
Afora registrar que a CAIXA recebe limpos 10% de Tarifa de Administração, tudo isso está contido no site da instituição abaixo:
http://www1.caixa.gov.br/loterias/loterias/megasena/distribuicao.asp
7. Tecnologia
7.1 Sucateamento de Máquinas e Equipamentos e Manutenção
Tem sido divulgado pela mídia que a CAIXA concluiu, ou está em vias de conclusão, na compra de 25.000 novos terminais e faz crer que não houve uma preocupação maior com as funcionalidades das loterias no equipamento licitado.
Exemplo maior é a fragilidade com que fica o apostador quando do ato da conferência dos seus bilhetes, fato elementar em jogos, a CAIXA não observou o pedido da rede lotérica, para que o equipamento tivesse uma tela pequena voltada ao público para conferência dos premiados, enfim, outros itens relevantes com a função de desenvolver e vender novos jogos.
Solicitamos que os equipamentos das lotéricas sejam focados e revitalizados também em loterias, que é o nosso ramo original, e não somente, supervalorizando os aspectos de serviços bancários.
Historicamente o atual fornecedor de equipamentos, a DIEBOLD, não cumpria prazos de manutenção quanto tinha a totalidade dos terminais sob sua responsabilidade contratual, inclusive teve a CAIXA que licitar o item manutenção, e ela, DIEBOLD, foi trocada pela empresa ATP que igualmente tem tido desempenho péssimo do ponto de vista de atendimento ao lotérico, e ainda de acordo com inúmeros e fartos relatos de EL’s por falta de peças de reposição fruto de um “boicote” do fornecedor antigo visando se fortalecer em demandas futuras, o que aparentemente conseguiu.
Esses fatos estão a merecer esclarecimentos a toda rede lotérica, pois as consequências são por demais estarrecedoras ao longo deste ano, com inúmeros problemas de máquinas sem reparos, lojas totalmente fechadas por dias, sem que haja nenhuma responsabilização por parte da CAIXA, e os prejuízos além de financeiros, são desmoralizantes para quem está na linha de frente, no caso o lotérico, pois não sabem os clientes que a manutenção e equipamentos são de responsabilidade da CAIXA.
Está na hora de ser revista essa situação, as punições fazemos crer que existem e são aplicadas, mas suas reversões não chegam até aos lotéricos, que efetivamente são os que levam prejuízos em todos os sentidos.
A categoria está estarrecida com o descaso na manutenção das máquinas, as providências são paliativas, e a resposta /culpa advinda dessa parceira, sempre, esbarra na Lei No. 8666/93.
E os prejuízos ocorridos a quem devemos recorrer? E as reclamações dos clientes? Em sua maioria acham que a displicência é do empresário lotérico, pois entende que é da nossa responsabilidade os reparos, aliado ao fato que perdemos muitos clientes em função dessas falhas constantes.
7.2 Critérios para Disponibilização de Terminais Financeiros
Diz o manual da CAIXA que a disponibilização de novos TFL’s será baseada na média mensal ponderada da quantidade de transações e da disponibilidade de equipamentos.
Sabe-se também que a lucratividade de uma lotérica está intrinsecamente ligada ao número dessas máquinas.
No entanto, alegam os gestores estaduais que há mais de 02 (dois) anos que não há disponibilidade, assim, ficamos, com as lojas entupidas de gente, muitas das quais com espaços já prontos e a meta de autenticações atingidas, e nada de conseguir uma nova máquina, sobretudo as mais novas que ficam por tempo indeterminado com duas máquinas, e por via de consequência, com seus resultados estagnados.
É ganhar, e não levar.
A rede também pergunta: porque não falta maquinário para abertura de novas unidades? Onde está a verdade desses fatos?
Outro aspecto operacional a ser observado sobre o tema é o fato da apuração do número de autenticações, onde uma lotérica que opera com maior número de horas / dia, por diversas razões, é diferente de uma que está impossibilitada de operar naquelas mesmas condições, portanto, sugerimos que o critério contemple horas trabalhadas / dia, pois haverá equidade de parâmetro de apuração, além do fato de horas paralisadas por falta de sistema, que não são levadas em conta.
Outra sugestão seria do lotérico comprar sua própria máquina, com a indicação da CAIXA de fornecedores habilitados, como ocorre com o CAIXA AQUI, dando maior rapidez nesse imbróglio de não ter máquina para distribuir ao lotérico.
Na essência se compararmos com o transporte de valores, hoje, quem faz tudo praticamente é o lotérico, e a CAIXA não perdeu, nem perde um centavo em nada, portanto, o fato de repassar a compra de máquinas (instrumento propriamente dito), ainda mais avalizado / homologado pela CAIXA, também não traria nenhum problema para o lotérico, e com certeza, teríamos um custo bem menor em face da concorrência ficar pulverizada.
7.3 Loterias pela Internet
O canal está em fase final para sua implantação, sem qualquer discussão com a entidade de classe de forma profissional, parceira, real e definitiva, sempre, as decisões são empurradas de “goela abaixo”, não existe diálogo, prevalece a força das circulares e do poder discricionário do permitente, isso é um dos fatores mais relevantes no presente momento, onde o termo “parceria” é tão badalado pela CAIXA, mas na verdade longe de acontecer.
Lembramos, Sr. Presidente, que existe um Termo de Acordo firmado com a categoria sobre o formato de implantação da Internet na Rede, construído lá atrás, quando havia diálogo com a Instituição, que de certa forma se aproxima de um modelo que contempla a categoria, onde precisamos revitalizá-lo.
É um assunto que se arrasta há bastante tempo, onde o silêncio impera, e as respostas se esvaziam em letras mortas, senão vejamos o que disse a CAIXA em 26 JUL 2013, há quase cinco meses atrás: “ A CAIXA aguarda conclusão da carteira eletrônica para implantar, o que deve ocorrer em 2013”. O ano está se acabando, e nada temos de concreto.
Com isso muitos milhões de reais em jogos e tarifas já foram auferidos, sem sequer tenhamos um sinal de quanto teremos de remuneração, e mais uma vez, nem mesmo qualquer aceno de negociação, virá, sim, na forma da imposição ou de espórtula.
Esperamos, mais uma vez, que a transparência venha prevalecer para essas decisões que envolvem toda uma classe que trabalha unida e em prol de um bem comum.
7.4 Nova Loteria Instantânea
Também pela mídia observamos a gravidade da ausência de negociação formal e adequada entre os gestores e os representantes da categoria, quando obtivemos a informação que a CAIXA pretende criar um novo modelo de gestão para a loteria instantânea.
Daí emerge dois pontos que causam estranheza e preocupação e que devem ser debatidos: 1) a redução arbitrária da comissão, talvez até pela metade; 2) a abertura de canais alternativos até 4 (quatro) vezes maior do que a rede lotérica estabelecida, hoje inchada e deficitária para venda deste produto.
Pergunta-se: Quem nos garante que este novo canal não comercializará também outras modalidades de loterias?
Preocupa, também, o fato de que estes novos pontos terão tecnologia diferente, ou seja, serão automatizados em máquinas a parte, enquanto os nossos são físicos e manuais.
De outra parte, quando as máquinas atuais da rede estiverem off-line (fora do ar), o que não é tão difícil, essas novas, estarão operando normalmente, então a atual rede de lotéricos ficará em desvantagem competitiva a favor desta nova tecnologia, e mais, sem que esta participe de qualquer certame licitatório para seu funcionamento, tão somente, serão abertas.
8. Expansão sem Critério da Rede Lotérica
Nunca iremos obstruir o crescimento da rede pelo simples fato de querer o monopólio de mercado, tampouco de dificultar o atendimento da clientela.
Mas o que foi visto neste ano de 2013, foram diversas agressões as regras mínimas de instalação de um ponto comercial numa visão empresarial de resultados, quando se abriram loterias uma em cima de outras já existentes, sem que o mercado absorvesse.
Situações desgastantes ocorreram onde vários casos tiveram que ser discutidos na justiça, isso fica patente a falta de diálogo.
É hora de a parceira rever esses conceitos de expansão de rede, em comum acordo com os sindicatos e parâmetros técnicos debatidos, hoje, a própria lei, pois, assim, fluirão novas unidades sem qualquer atrito entre as partes.
9. Abertura Indiscriminada de CAIXA AQUI
Da forma como abordado na expansão das casas lotéricas, fazemos idêntico comentário com a abertura indiscriminada de CAIXA AQUI.
Tivemos conhecimento que os supervisores de canais tinham metas para abertura desses canais de atendimento, e eram cobrados insistentemente para esse fim.
De fato ocorreu em locais e cidades que sequer sustentavam a(s) loteria(s), onde foram abertas 4 (quatro), 5(cinco) CAIXA AQUI, a bel prazer da parceira, e quer queira, ou não queira, foram retirados clientes das lotéricas, já sacrificadas, sem qualquer respeito e consideração.
Entendemos que a CAIXA deve ocupar os espaços no mercado naturalmente, mas dividir receitas com os seus atuais parceiros sem nenhuma justificativa técnica é inaceitável, fato este detectado em várias regiões do País.
Senhor Presidente, não seria mais simples e benéfico para as partes que se colocassem mais TFLs nas lotéricas existentes?
Aliás, é difícil aceitar um lotérico se submeter a uma concorrência, na maioria, difícil e onerosa em todos os sentidos, em face das grandes exigências de condições e valores altos, enquanto um CAIXA AQUI se abre num piscar de olho, e para quem quiser.
Temos conhecimento e provas de que foi dada ordem para se abrir CAIXA AQUI ao lado das agências da CAIXA, hoje são inúmeras portinhas com um espaço diminuto, sem qualquer condição de segurança e conforto, fazendo serviço em nome da CAIXA, enquanto para uma lotérica é um verdadeiro livro de obrigações a ser seguido, e na essência, o que as difere é a não feitura de jogos, e os custos de instalação extremamente diferenciados.
Sem sombras de dúvidas, foi um grande golpe desferido pela nossa parceira, uma autofagia sem precedentes.
10. Segurança
10.1 Transporte de Valores
É elementar que o produto do nosso trabalho se resume nos valores, e especial, dinheiro vivo, e sua propriedade pertence única exclusivamente a CAIXA.
É por outro lado, inaceitável, sob todos os aspectos, que tenhamos que assumir todos os encargos e responsabilidade do transporte desses valores.
Nunca queremos se esquivar da responsabilidade do seu recebimento, manuseio, guarda e entrega dentro das nossas unidades, mas da porta para fora, que fique a cargo da permitente.
Todavia, vimos encarecidamente solicitar da nossa parceira a revisão desse procedimento de transporte de valores, que tem nos causado muitos inconvenientes, porque não dizer prejuízos financeiros e de desgastes em negociações com as empresas, estas, cada vez mais sabidas.
Vejamos alguns tópicos:
10.1.1 Cobrança do “ad valorem” por parte das empresas prestadoras de serviços, quase sempre um adicional que não temos correspondente por parte da CAIXA, nas proporções que suas viagens (pegas) já são aviltadas, e com o volume de serviços recebidos torna-se inexequível tal situação.
Permita Sr. Presidente, lembrar a história de um lençol curto, de um lado se não fizermos muitos recebimentos as tarifas dos serviços não nos dá sobrevivência; já se recebermos muito, os custos com transportes de valores extrapolam o que recebemos de adicional de segurança.
A realidade hoje é que o empresário lotérico está tirando dinheiro do bolso para bancar esse serviço que deveria ser exclusivo da CAIXA. Não é justo, Sr. Presidente, por exemplo, recebermos depósitos, títulos da CAIXA em valores até R$2.000,00 (dois mil reais), pagarmos R$ 0,80 centavos de “ad valorem” e recebermos R$ 0,43 de remuneração.
Nesse sentido, poderia ser aumentado o limite de recebimento de bloquetos em geral, e a CAIXA assumiria o “ad valorem” cobrado pelas transportadoras.
Com certeza as duas partes sairiam ganhadoras, pois atenderíamos maior volume de pessoas, aliviando as agências para os seus negócios, e traria liberdade para que as lotéricas possam receber todos bloquetos que chegarem aos seus postos. É a teoria do “ganha – ganha!”, sendo posta em prática, e tão viva no meio empresarial.
10.1.2 Informação e remessa de dados para as agências dos valores a serem depositados via transporte de valores.
Esse tem sido um assunto de muita confusão e de procedimentos díspares nas unidades, ou melhor, nas agências da CAIXA, uma recomenda de um jeito, outro de outra forma, e o pior, muitas vezes o dinheiro embora tenha sido levado pela transportadora de valores, mesmo assim, não é creditado, gerando saldos negativos e distorcidos nas duas contas, 003 e 043, com encargos indevidos a regularizar, que passam dias para ser resolvido.
Esperamos que se faça um meio prático, racional, automatizado e realmente seja padrão “FIFA!”.
10.1.3 Nessa mesma toada temos a obrigação de informar, muitas vezes, ainda pela manhã, o quantitativo de cédulas e valor correto dessa remessa.
Ora, veja só! Um cliente pode chegar à agência ao final do expediente, e depositar um valor significativo e nada pode ser obstaculizado, não é isso?
Por que, nós, parceiros que trabalhamos na mesma empresa, que temos o mesmo propósito, não temos esse direito? E o pior, ter que ser no início do expediente, dizer quais os tipos de cédulas, outras exigem que levem a informação em papel (RME), trazendo ônus desnecessário para loteria.
Muitas vezes se a informação passada pela manhã, por exemplo, foi inferior que ao que de fato ocorreu, ou seja, surgiu mais numerário na hora da passagem do carro forte, daí não se aceita nenhum endosso para tal, ou melhor, não é acatado o depósito, o que muitas vezes obriga a lotérica dormir com valores altos, sem necessidade e correr riscos.
Esperamos uma mudança de procedimento nesse sentido.
10.1.4 Caso a parceira não atenda nosso pleito de voltar a assumir o transporte de valores, que tenha uma participação efetiva nos fechamentos dos contratos com as lotéricas, funcionando como agente de poder, de intermediação, claro que a decisão caberia a cada lotérico, ou mesmo, a categoria no todo, pois o poder de barganha se tornaria maior.
Esse pedido se deve principalmente pelo fato da CAIXA já possuir as tesourarias nos estados, e nos daria certa força nessas negociações.
Nesse sentido, pedimos um olhar mais forte às unidades do interior, sobretudo as mais distantes, onde essas empresas transportadoras, com a visão única e exclusiva do lucro não demonstram nenhum interesse, e estas UL´s estão a sofrer todo tipo de dano, por outro lado, a CAIXA quer bem atender aquele público, seria o caso de uma negociação mais específica, porém, necessária e urgente, porquanto os sinistros se deslocaram para o interior.
10.1.5 Com o advento da Lei No. 12.740/12, ficou determinado que a função de vigilante tem direito ao adicional de periculosidade, em torno de 30%, com isso as empresas incluíram tal percentual na formatação dos seus custos, que diluído ao final nos foi repassado, no mínimo, uns 10% de aumento real.
Como era de esperar, do outro lado, a CAIXA nem tomou conhecimento, ficando, mais um prejuízo com o empresário lotérico.
No direito essa situação ocorrida chama-se “Fato do Príncipe ”, ou seja, um fator externo alterou a planilha de custos, ou como queira, provocou o desequilibrou econômico-financeiro, assim, é óbvio e regulamentar, que esse aumento seja repassado, pois sua origem não partiu de nenhuma das partes, mas sim, de um fato de uma medida geral, praticada pela Autoridade Máxima da Administração Pública, portanto, pedimos a CAIXA refazer nosso adicional de segurança, na forma do que estipula a Lei No. 8.666/93, art.65, II, d, claro, retroagindo, a eficácia da lei que foi em 08 DEZ 2012, há mais de 01 (um) ano atrás.
10.2 Cofre Inteligente
Implantação do “Cofre Inteligente” como forma mais segura e prática no manuseio do numerário. Sendo seu custo oneroso para o empresário lotérico e impraticável no presente momento, pedimos a CAIXA sua compra em grande quantidade e que haja sua cessão em comodato, podendo ser negociado também com a CAIXA SEGUROS, uma vez que traria mais segurança aos valores por ela segurado.
11. Aplicação do Resíduo da Conta 043
Diariamente há um resíduo que sempre fica disponível na conta 043, não recebendo nenhuma remuneração, e muitas vezes, esses valores são significativos, e que somados ao longo de um período gera uma quantia que daria, sem sombras de dúvidas, para cobrir algumas despesas corriqueiras.
Assim, vimos pedir que se otimize o sistema operacional da conta 043, no sentido de que os resíduos diários sejam aplicados e suas rendas revertidas ao lotérico em sua conta 003, pois são valores que nos ajudarão sobremaneira a manter-nos.
Não há dúvidas que esse valor, de direito, é do empresário lotérico, até então, uma vez que está sob sua responsabilidade, e em assim sendo, ele pode fazer o que quiser, e em alguns casos, como sobrevivência e pela falta desse procedimento é aplicado em bancos concorrentes.
Vale lembrar, ainda, que uma falta de recursos na conta 043, qualquer que seja, ela é imediatamente coberta com o débito na conta 003 do lotérico.
É uma questão clara e lógica de justiça, de um lado quando se falta, por qualquer razão, se debita a conta 003, mas quando sobra, nada vem a favor do credor, que é o empresário lotérico, são dois pesos e duas medidas que rogamos a CAIXA para por em prática tal demanda.
Ilustre Presidente, na prática tudo isso é somente obrigação de uma das partes e está claramente delineado no último Aditivo Contratual que mantemos com essa CAIXA, vejamos:
“Parágrafo Décimo – A falta do depósito ou a insuficiência de saldo na conta 003, para o devido acerto financeiro, caracteriza-se como crime de apropriação indébita, devendo a PERMISSIONÀRIA responder por todas as implicações legais advindas de tal crime, além de constituir motivo de rescisão contratual após o prazo de cinco dias para defesa.”
Somos enquadrados até como criminosos, está patente aí em cima.
Então vamos ser coerentes, e cumprir o contrário também, ou seja, quando houver sobra da prestação de contas que se faça a devida aplicação financeira em favor do EL. Nesse sentido sugerimos a implantação do artigo abaixo:
“Parágrafo Décimo Primeiro – Todo o valor excedente na conta 043 ao final do dia e após a prestação de contas, de forma análoga ao parágrafo décimo, será aplicado automaticamente e seus rendimentos creditados na conta 003 a favor do lotérico.”
Esse pleito foi lançado em reunião ocorrida em agosto desse ano, em Brasília, ao Diretor Paulo Nergi, que se comprometeu em analisá-lo, mas como sempre, a resposta até hoje é o silêncio.
12. Reformulação e Sugestões nos Jogos
12.1 Considerando a baixa performance do jogo LOTOGOL, sugerimos sua retirada do portfólio.
12.2 Definição da implantação do jogo “Dia da Sorte”, há tempos prometido a rede.
12.3 Substituir o jogo Lotomania da Páscoa para Dupla Sena da Páscoa, por ter um melhor desempenho. Ou, uma data especial também para a Dupla Sena.
12.4 Alterar a data da Quina de São João do dia 24 para o dia 23 que realmente é a data de São João. Ainda com relação a Quina aumentar o número máximo de jogos de 7 para 10 dezenas. Esta questão precisa ser revista, a região nordeste é penalizada em função do calendário, pois essa data é feriado, o pessoal viaja e as vendas esperadas não surtem o efeito esperado.
12.5 Programar extrações / jogos especiais para a Copa do Mundo.
12.6 Implementar cobrança de tarifa nos pagamentos de bilhetes premiados da loteria federal e instantânea.
12.7 Que os jogos especiais (Páscoa, São João, Independência e Virada) passem a ter tarifas diferenciadas, mesmo que de pequena monta.
12.8 Implantação de um jogo especial de Carnaval, uma vez que é uma data marcante e ser equidistante entre a Mega da Virada e a Lotomania da Páscoa.
12.9 Ainda com relação aos jogos especiais que seja aceito o jogo no cartão de crédito da CAIXA, em duas ou três vezes sem juros, para certo limite mínimo de jogo, sem acréscimo também para o lotérico; com certeza incentivará um maior volume de venda de cartões.
12.10 Premiar as casas lotéricas que obtiverem o prêmio maior, inclusive, noticiando no programa de TV “Momento da Sorte”, pois é uma forma de reconhecimento e incentivo a rede e a própria cidade.
13. Pagamentos de Contas com Cartão de Outros Bancos
O mundo moderno utiliza o cartão de crédito/débito para quase tudo, hoje até a Receita Federal acata o pagamento de tributos nas alfândegas por meio dessa tecnologia.
É a praticidade e a velocidade dos lançamentos que dar efetividade as transações, e para nós, mais um fator preponderante, a segurança de que teremos um menor volume de dinheiro vivo em nossas casas lotéricas.
Nesse sentido vimos solicitar a possibilidade de uso desse meio magnético de pagamento de contas hoje tão prático e vulgar.
14. Treinamentos
14.1 Considerando que a CAIXA possui um conhecimento substancial na difusão do conhecimento e, sobretudo, um grande plantel de instrutores do mais alto gabarito, distribuídos em todo país, vimos, assim, solicitar treinamentos e reciclagens aos nossos empresários lotéricos, gerentes e o mais importante aos operadores de caixas, onde temos inúmeros problemas éticos, comportamentais e até mesmo de lisura no trato com o numerário.
14.2 Que seja providenciado cursos mais aprofundados para os recém-adquirentes de loterias, sobretudo na parte operacional, hoje deixando muito a desejar.
14.3 Que os atuais cursos de certificação bancária fossem treinados pela própria CAIXA.
Todos esses pleitos não são gastos para a CAIXA, mas, com certeza, um grande investimento da instituição, que obterá no bom atendimento feito a clientela, que na verdade é da CAIXA, somos apenas o agente facilitador e operador desses negócios.
Esta seria a contrapartida da CAIXA no investimento atendimento, pois já fazemos, com a contratação de empregados, pagamento de mão de obra, fardas, alimentação, transporte, seguro, máquinas e equipamentos.
Além de tudo isso, vamos relembrar a nova lei dos lotéricos em seu art. 5º., inciso I, quando é clara, e diz: “… A CAIXA… prestará assistência e consultoria, fornecerá orientações e ministrará treinamentos e todas as demais instruções necessárias ao início e à manutenção das atividades do permissionário…” (grifamos).
Essa é parceria que almejamos, além de cumprir o que a lei determina.
15. Sistemas, Relatórios e Equipamentos – Informática
15.1 O atual sistema de prestação de contas e fechamento de uma lotérica ainda é muito confuso, ora ele junta contas com jogos, ora os separa, e a conta 043 que é de prestação de contas se apresenta com o saldo das duas operações (contas e jogos).
A Telesena entra o débito pela conta 043, já os créditos pela 003, outros débitos de produtos ocorrem pela 043, como é o caso das Loterias Federal e Instantânea, toda essa parafernália, faz com que surjam diversos programas extras para fechamento, pois não é fácil a compreensão desse verdadeiro emaranhado de débitos e créditos.
Sugerimos uma conta específica de fechamento para jogos e outra para serviços, separadamente.
Outra sugestão, ainda mais simples e funcional seria a liberação dos relatórios existentes no TFL, em forma de arquivo/download ao lotérico para que possa efetuar seus trabalhos em computadores locais, de forma segura, rápida e sem retrabalho como hoje ocorre.
15.2 Liberação dos sistemas operacionais para as loterias, sobretudo, o SIGEL e o SITAE que muito poderia nos ajudar no dia a dia, os quais não temos acesso, e que nos obriga a ter inúmeros controles paralelos, se for o caso, criando de algum sigilo ou senha que se libere aqueles que possam ser disponibilizados.
15.3 Efetivar a implantação de terminais externos conferidores de jogos, como forma de dar maior rapidez aos clientes nessa tarefa e ao mesmo tempo desobstruir as filas dos clientes que vão jogar.
15.4 Monitorar e manter vigilância do sistema lotérico, pois existem muitas falhas de impressão das apostas, onde o lotérico é obrigado a concorrer, sem sequer ter o bilhete em mãos pela via de reimpressão, também é comum ocorrer saques de clientes do Banco Brasil e o sistema não acatar, no entanto, aparece na conta do cliente como saque realizado, gerando inúmeros infortúnios, além de outras situações como cobrar a mais por apostas feitas, etc., nesse sentido, deve haver um monitoramento constante do sistema Caixa, para evitar a desmoralização dos serviços que prestamos para a sociedade.
16. Sinistros
16.1 Atendimento da CAIXA SEGUROS
Passar por sinistros ter sido fato corriqueiro para os empresários lotéricos, e só sabe a angústia e a dor quem efetivamente já foi vítima.
Para completar aos que fazem o seguro com a subsidiária da CAIXA, mais precisamente a CAIXA SEGUROS, é um verdadeiro martírio repassar as informações e ter acolhida na solução do seu sinistro.
Seu atendimento deixa a desejar sobre todos os aspectos.
Pedimos uma interpelação da CAIXA junto a essa seguradora no sentido de melhorar seu atendimento e nos socorrer nesse momento de grande aflição, e não ser mais um grande empecilho que temos a enfrentar.
Já no que concerne ao custo da apólice de valores segurados nas lotéricas, entendemos haver superávit, em função de várias medidas tomadas pela categoria no sentido de buscar mais segurança nos seus respectivos estabelecimentos, e isto não tem traduzido em benefício para reduzir o custo da apólice. Solicitamos a CAIXA rever urgentemente este assunto com a Caixa Seguros.
17. Novo Comportamento das Agências e Gestores
17.1 Não podemos generalizar, mas são muitas as reclamações dos lotéricos quanto ao atendimento indiferente dos gestores das agências, não atendendo os pleitos mais simples e elementares como acerto de contas erradas, informações sobre remessa de numerário, fornecimento de cédulas para troco e moedas, recebimento de malote com maior presteza, etc.
Não é comum o Gerente Geral manter um relacionamento com o lotérico, tampouco visitam as casas lotéricas.
Senhor Presidente, uma particularidade que salta aos olhos e deve ser propagada ao corpo gerencial da CAIXA, em todos os níveis, é de que os atuais empresários lotéricos têm uma nova visão do seu negócio, sabem o quanto investiram e acreditam, e porque não dizer, gostam do que fazem, são verdadeiros profissionais.
De outra parte, sentimos a necessidade premente de que nossa parceira promova uma sensibilização e integração dos lotéricos com sua cúpula gerencial, pois, é por demais sabido, que os maiores resultados operacionais de uma agência vêm das suas loterias vinculadas.
Na oportunidade, registramos a grande rotatividade de Supervisores de Canais nas agências, e quando de suas renovações, quase sempre, é feita por empregados inexperientes para o cargo, que ao invés de nos assessorarmos, somos treinadores, até então nada de incomum, porém ao se engajarem nos novos cargos, são transferidos.
Isso tem sido muito grave para a continuidade dos serviços e aperfeiçoamento da dinâmica de trabalho.
18. Metas e Premiações
De há muito tempo os bancos, e em especial a CAIXA, utiliza-se da ferramenta de metas e resultados, e sobretudo do reconhecimento e das premiações aos seus funcionários.
Gostaríamos de ter uma participação idêntica, somos colaboradores tão quanto aos dedicados empregados da instituição, trazemos resultados, por sinal significativos e agora em todos os sentidos, nada mais justo de termos essa prerrogativa.
Mas para tanto, e desde já, gostaríamos da nossa participação efetiva dessas metas, pois as que hora existem, respeitosamente, fogem de parâmetros negociados, e tornam-se inatingíveis em muitos deles.
Essa ferramenta é importantíssima para se obter resultados positivos e crescentes, é estimulante e vantajosa para ambas as partes, mas quando torna impossível, fica tudo ao contrário, então, vamos caminhar nesse sentido !
Encerrando, Senhor Presidente, acreditamos ter colaborado para o engrandecimento dos nossos negócios e do rejuvenescimento da nossa parceria, ora tão desgastada, mas acreditamos que restabeleceremos com todo vigor.
Ficamos à disposição para um debate amplo de todas essas questões levantadas, e esperamos por uma resposta positiva de atendimento dos diversos pontos abordados, rogando que alguma sinalização venha dessa parceira até o final deste ano, pois como afirmamos no início dessa missiva, e pode acreditar, que não temos mais fôlego para sobrevivermos sequer mais um minuto.
Por fim, nunca é tarde lembrar que nossa história de parceria já ultrapassou os 51 anos, e acreditamos que durará para sempre!
Cordiais Saudações,
Brasília/DF, 16 de Dezembro de 2013.
SINLOPAR – PR
Aldemar Mascarenhas – Presidente
SINDILOCE – CE
Carlos Mourão – Presidente
SINCOEMG – MG
Marcelo Araujo – Presidente
SINDILOT – TRIÂNGULO MINEIRO
Orceni Machado – Presidente
SELEPE – PE
Telma Cristina – Presidenta
SINDELSC – SC
Gilmar Cechet – Presidente
SINLOBA – BA
Valdir de Jesus Silva – Presidente
SINALOP – PA
Marlene Falcão – Presidenta
SINLOT – JUIZ DE FORA
Célio Almeida Moreira – Presidente
SINCOEPI – PI
Maria dos Anjos Cardoso – Presidenta
SINCORON – RO
Francisco de Assis – Presidente
SINDILOTERIAS-TO
Leles José Guimarães – Presidente
SINAL – AL
Luiz Alberto de Carvalho – Presidente
SELOMAT – MT
Ademi de Souza – Presidente
SINCOESE – SE
Luiz Marinho – Presidente
SINCOERGS – RS
Marco Antonio Kalikowski – Presidente
SINELORN – RN
Roberto Cesar Fernandes Presidente


