CDA Gaming promove Compliance Day em Salvador com foco em ética e regulamentação

Apostas I 16.03.26

Por: Magno José

Compartilhe:
CDA Gaming promove Compliance Day em Salvador com foco em ética e regulamentação 3
CDA Gaming promove Compliance Day em Salvador com foco em ética e regulamentação 1
CDA Gaming promove Compliance Day em Salvador com foco em ética e regulamentação 4
CDA Gaming promove Compliance Day em Salvador com foco em ética e regulamentação 2
CDA Gaming promove Compliance Day em Salvador com foco em ética e regulamentação 5
CDA Gaming promove Compliance Day em Salvador com foco em ética e regulamentação 8
CDA Gaming promove Compliance Day em Salvador com foco em ética e regulamentação 6
CDA Gaming promove Compliance Day em Salvador com foco em ética e regulamentação 7
CDA Gaming promove Compliance Day em Salvador com foco em ética e regulamentação 3
CDA Gaming promove Compliance Day em Salvador com foco em ética e regulamentação 1
CDA Gaming promove Compliance Day em Salvador com foco em ética e regulamentação 4
CDA Gaming promove Compliance Day em Salvador com foco em ética e regulamentação 2
CDA Gaming promove Compliance Day em Salvador com foco em ética e regulamentação 5
CDA Gaming promove Compliance Day em Salvador com foco em ética e regulamentação 8
CDA Gaming promove Compliance Day em Salvador com foco em ética e regulamentação 6
CDA Gaming promove Compliance Day em Salvador com foco em ética e regulamentação 7

A CDA Gaming realizou o Compliance Day na sexta-feira (13/3) em Salvador. A empresa, responsável pelas plataformas Casa de Apostas e Betsul, reuniu profissionais internos e especialistas do mercado para debater ética, governança e integridade no setor de apostas. A programação incluiu painéis sobre código de conduta, desafios regulatórios e combate ao assédio no ambiente de trabalho.

Márcio Falcão e Leandro Reis conduziram a abertura oficial. Os executivos destacaram a relevância da iniciativa e o espírito colaborativo do encontro. Eles ressaltaram o propósito de celebrar os avanços conquistados após 2025, ano que representou grande transformação para o setor de apostas no Brasil. A realização do evento em Salvador reforça o compromisso da CDA Gaming com a transparência e a construção de um ambiente corporativo pautado por valores éticos sólidos.

A diversidade de temas e palestrantes refletiu a abrangência das questões de conformidade enfrentadas pelas empresas do segmento. Entre os participantes estavam Magnho José, editor do BNLData e presidente do IJL, e Fred Justo, ex-coordenador-geral de PLD da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Fernanda Albuquerque, psicóloga e apresentadora também integrou a programação. Joberto Porto, diretor jurídico na CDA Gaming, e Augusto Oliveira, diretor financeiro e contábil da empresa, conduziram painéis específicos sobre suas áreas de atuação.

Manoel Pedro, compliance officer na CDA Gaming, Jessica Sousa, coordenadora CX na Casa de Apostas, e Lívia Troise, diretora de Inovação na Casa de Apostas, completaram a lista de participantes. Tisa Monique, advogada na CDA Gaming, também participou das discussões.

Painéis abordam fundamentos estratégicos e aplicação prática

Augusto Oliveira conduziu o painel sobre fundamentos e papel estratégico do compliance na organização. O diretor financeiro e contábil apresentou a conformidade como elemento que transcende a burocracia. Ele a posicionou como pilar de governança, gestão de riscos e proteção empresarial.

Oliveira destacou áreas como prevenção à lavagem de dinheiro, integridade esportiva e jogo responsável como componentes essenciais da estrutura de compliance. O executivo afirmou que o compliance funciona como “freio” que permite à empresa operar com controle e segurança. Segundo Oliveira, “compliance não é burocracia, é proteção”, enfatizando que a conformidade representa um investimento estratégico na sustentabilidade do negócio.

O diretor apontou as pressões do ecossistema sobre as organizações do setor. A Secretaria de Prêmios e Apostas, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, bancos, parceiros comerciais e a sociedade demandam estruturas robustas de conformidade das empresas de apostas.

Oliveira enfatizou que o compliance representa responsabilidade coletiva de toda a organização. Departamentos como tecnologia da informação, atendimento, financeiro e marketing devem estar envolvidos nos processos de conformidade. A meta cultural estabelecida é internalizar a integridade, fazendo com que colaboradores ajam corretamente mesmo sem fiscalização direta. “Compliance é de todos, não só do departamento de compliance”, destacou o executivo, reforçando a necessidade de uma cultura organizacional integrada.

Manoel Pedro Alexandre, compliance officer da CDA Gaming, apresentou o painel sobre código de ética na prática. A abordagem enfatizou que o código só tem valor se for vivido no dia a dia da organização. A liderança deve dar o exemplo, conceito conhecido como “tone at the top”, para que a cultura ética se estabeleça de forma efetiva em todos os níveis da empresa. Pedro destacou que “o código de ética só funciona se for vivido no dia a dia”, sublinhando a importância da aplicação prática dos princípios estabelecidos.

O canal de denúncias foi apresentado como instrumento-chave para tornar o código de ética efetivo. O processo inclui triagem por mínima verossimilhança, proteção ao denunciante através de anonimato e sigilo, necessidade de provas e testemunhas, além de garantia de processo imparcial com direito de defesa. O compliance officer enfatizou que “denunciar não é dedurar, é proteger a empresa e as pessoas”, desmistificando preconceitos em torno dos mecanismos de denúncia.

As boas práticas de denúncia incluem descrição objetiva dos fatos, apresentação de evidências, indicação de testemunhas nominadas e cuidado para evitar retaliação. O painel diferenciou questões de recursos humanos e gestão, como ruídos de comunicação e feedbacks, de condutas que exigem apuração formal.

Assédio, fraude, corrupção e uso indevido de dados são exemplos de situações que demandam investigação através do canal de denúncias. Essa distinção é fundamental para o funcionamento adequado dos mecanismos de compliance e para a proteção tanto da organização quanto dos colaboradores.

CDA Gaming promove Compliance Day em Salvador com foco em ética e regulamentação 9

Regulamentação completa um ano com desafios de mercado ilegal

Magnho José e Joberto Porto conduziram o painel sobre um ano de regulamentação do setor de apostas no Brasil. A regulamentação entrou em vigor em 1º de janeiro de 2025. Ela trouxe regras detalhadas e desafios de adaptação para as empresas. Magnho José destacou que “2025 foi o ano da transformação, mas 2026 será o ano da consolidação”, sinalizando as expectativas para o amadurecimento do mercado regulado.

Os palestrantes apontaram o mercado ilegal, estimado entre 35% e 40%, como o principal problema enfrentado pelo setor regulado. O mercado ilegal compete com operadores legais, não paga impostos e facilita jogos de menores de idade. Joberto Porto enfatizou que “o mercado ilegal é o maior inimigo do jogo responsável”, alertando para os riscos sociais e econômicos dessa concorrência desleal.

Estão em curso ferramentas como bloqueio de meios de pagamento, cooperação com instituições financeiras e aplicativos ou convênios para identificar sites ilegais. A autoexclusão foi apresentada como instrumento útil, mas com vulnerabilidades. Elas incluem o prazo de 72 horas para consolidação, questões relacionadas a APIs e uso político ou de marketing indevido.

Os especialistas abordaram questões tributárias e de publicidade que afetam o setor. Existe risco de aumento da carga fiscal sobre o GGR (receita bruta de jogos) e outros tributos. Projetos legislativos restringem publicidade, com impacto sobre patrocínios e receitas do esporte. Porto alertou que “a regulamentação trouxe segurança, mas também trouxe desafios tributários e de comunicação”, reconhecendo a complexidade do novo cenário regulatório.

Afiliados e marketing estão sob escrutínio, com exigência de mensagens responsáveis nas comunicações. A expectativa apresentada no painel é de consolidação do mercado, com redução do número de operadores, regionalização e necessidade de provar na prática o compromisso com jogo responsável.

Os palestrantes destacaram a importância de educar a sociedade, o judiciário e órgãos fiscalizadores sobre o funcionamento do mercado regulado. Essa educação é vista como fundamental para o amadurecimento do setor no país. Magnho José ressaltou que “precisamos educar a sociedade sobre o que é o mercado regulado e seus benefícios”, defendendo maior transparência e diálogo com diferentes setores da sociedade.

Liderança feminina e ambiente de trabalho saudável

Jessica Sousa e Lívia Troise conduziram o painel sobre liderança feminina e cultura de pessoas. A abordagem apresentou a liderança como serviço, com foco em facilitar o trabalho dos liderados, estimular crescimento e curiosidade, além de aplicar métodos para transformar ideias em resultados mensuráveis. Jessica Sousa destacou que “liderar é servir, não mandar”, propondo uma visão humanizada e colaborativa da gestão de equipes.

As executivas destacaram a importância da empatia, desenvolvimento individual, diversidade e equidade nas organizações. A liderança por exemplo foi apresentada como essencial para a construção de uma cultura ética sólida. Lívia Troise enfatizou que “diversidade não é só sobre gênero, é sobre perspectivas diferentes que enriquecem a tomada de decisão”, ampliando o conceito de inclusão corporativa.

O setor de apostas é historicamente masculino, mas tem registrado avanços na presença feminina. As executivas enfatizaram a necessidade de diálogo aberto com a sociedade e com stakeholders para continuar promovendo mudanças positivas no ambiente corporativo. Sousa afirmou que “estamos quebrando barreiras, mas ainda há muito a fazer”, reconhecendo os progressos e os desafios persistentes.

Fernanda Albuquerque conduziu apresentação sobre ambiente de trabalho livre de assédio. A palestrante definiu o fenômeno como forma de violência psicológica ou sexual. Ela classificou o assédio em três categorias: horizontal, vertical e institucional. Albuquerque alertou que “assédio não é brincadeira, é violência que adoece e destrói carreiras”, chamando atenção para a gravidade do problema.

A psicóloga diferenciou práticas gerenciais aceitáveis, como estabelecimento de metas e feedbacks, de condutas inadequadas. Humilhação, exposição pública, metas desproporcionais e discriminação foram listadas como exemplos de comportamentos abusivos. “Cobrar resultado é gestão, humilhar é assédio”, esclareceu Albuquerque, estabelecendo limites claros entre liderança efetiva e abuso de poder.

As consequências do assédio no ambiente de trabalho foram apresentadas em duas dimensões principais. No âmbito individual, os danos à saúde mental incluem burnout, depressão e insônia. Para as empresas, os riscos abrangem questões jurídicas e danos reputacionais que podem comprometer a sustentabilidade dos negócios.

Albuquerque apresentou conjunto de recomendações para prevenção e enfrentamento do assédio. As medidas incluem psicoeducação, acolhimento de vítimas e estabelecimento de políticas claras. A importância de documentação e produção de provas foi destacada como elemento fundamental para apuração de denúncias. A palestrante enfatizou que “prevenir é melhor e mais barato do que remediar”, defendendo investimentos em cultura organizacional saudável.

A palestrante recomendou realização de avaliações periódicas de clima organizacional e garantia do direito à desconexão. O apoio psicológico aos colaboradores e a aplicação de medidas disciplinares quando cabíveis completaram o conjunto de orientações.

Panorama regulatório e prevenção à lavagem de dinheiro

O primeiro painel da parte da tarde tratou do panorama regulatório do setor de apostas. Tisa Monique, advogada da CDA Gaming, conduziu a apresentação. A discussão abordou aspectos relacionados à regulamentação das atividades de apostas no país, incluindo os desafios enfrentados pelas empresas para se adequarem às exigências da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda.

O segundo painel focou na prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. Fred Justo, ex-coordenador-geral de PLD da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, e Manoel Pedro, compliance officer na CDA Gaming, participaram da atividade. Durante a discussão, foram apresentadas as principais diretrizes e controles necessários para garantir a conformidade com as normas de prevenção à lavagem de dinheiro, tema considerado prioritário pelos órgãos reguladores do setor.

Fred Justo trouxe sua experiência prática na coordenação de políticas públicas de PLD, compartilhando insights sobre as expectativas regulatórias e os mecanismos de fiscalização implementados pelo governo federal. Manoel Pedro complementou a discussão apresentando os procedimentos internos adotados pela CDA Gaming para identificação de operações suspeitas e reporte às autoridades competentes.

Jogo responsável e encerramento

O terceiro painel abordou o tema jogo responsável. Cristiano Costa, diretor de conhecimento na EBAC, e Fernanda Albuquerque, psicóloga e apresentadora, conduziram a discussão. O tema tratou de práticas relacionadas à responsabilidade no setor de apostas, incluindo mecanismos de proteção ao jogador, identificação de comportamentos de risco e ferramentas de autoexclusão.

A discussão destacou a importância de políticas preventivas para evitar o desenvolvimento de comportamentos compulsivos relacionados ao jogo, bem como a necessidade de capacitação das equipes para identificar sinais de alerta. Fernanda Albuquerque trouxe a perspectiva da psicologia comportamental, explicando os gatilhos emocionais que podem levar ao jogo problemático e as estratégias de intervenção precoce.

Os publicitários Hans Schleier e Anderson Nunes ficaram responsáveis pelo encerramento do Compliance Day. A programação buscou integrar diferentes perspectivas sobre governança e integridade nas operações de apostas, consolidando o compromisso da CDA Gaming com práticas empresariais responsáveis e sustentáveis no mercado brasileiro de apostas esportivas e jogos online.

Compromisso com conformidade e sustentabilidade

O evento consolidou recomendações práticas para fortalecimento do compliance estratégico nas organizações. A manutenção de estruturas que incluem políticas, monitoramento, prevenção à lavagem de dinheiro, integridade esportiva e jogo responsável foi apontada como prioridade. O Compliance Day demonstrou o compromisso da CDA Gaming com a construção de um setor de apostas mais ético, transparente e sustentável no Brasil.

A transformação do código de ética em comportamento cotidiano emergiu como desafio central. A promoção de liderança exemplar foi apresentada como elemento fundamental para consolidação da cultura organizacional.

Os canais de denúncia devem ser amplamente divulgados, com treinamento adequado para uso correto. A preservação do anonimato e o acompanhamento de protocolos foram destacados como requisitos essenciais para efetividade desses mecanismos.

O risco regulatório e o mercado ilegal demandam intensificação de ações de detecção e bloqueio. A cooperação com autoridades e instituições financeiras foi apontada como estratégia necessária. A comunicação pública deve articular mensagens governamentais e setoriais claras sobre jogo responsável e aderência ao mercado regulado.

A gestão de pessoas requer priorização da saúde mental e realização de avaliações de clima organizacional. A diversidade deve ser incorporada como valor estratégico. O treinamento de lideranças para gestão de equipes multigeracionais e prevenção de práticas abusivas foi apresentado como necessidade operacional.

A preparação jurídica e educacional das equipes foi destacada como requisito para sustentabilidade. A capacitação de profissionais de áreas jurídica, atendimento e representação comercial visa qualificar o diálogo com judiciário, Procon e órgãos reguladores.

O alinhamento entre diferentes setores das organizações foi apresentado como condição para sustentabilidade operacional, reputacional e financeira. O público-alvo das orientações inclui colaboradores, líderes e equipes de compliance, jurídico, produto, marketing e parceiros comerciais. A iniciativa da CDA Gaming estabelece um modelo de boas práticas que pode inspirar outras empresas do setor a investirem em conformidade e governança corporativa.


O evento sob a ótica do ilustrador Bruno Marcello


 

Zeroumbet – 728 x 90Zeroumbet – 1280 x 97

Compartilhe: