Duas pessoas são indiciadas por golpe de R$ 10 milhões em ganhador da Mega-Sena em Viamão (RS)

Loteria I 21.07.22

Por: Magno José

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Idoso de 71 anos relata ter sido vítima de golpe após ganhar na Mega-Sena em Viamão (Foto: Reprodução/RBS TV)

Duas pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil após a conclusão do inquérito sobre o golpe milionário que fez um ganhador da Mega-Sena perder mais de R$ 10 milhões em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

O ex-sócio do ganhador da loteria foi indiciado por ameaça, estelionato, lavagem de dinheiro, apropriação de bens de idosos e falsificação de documentos públicos. A namorada do ex-sócio também foi indiciada pelos crimes de lavagem de dinheiro e apropriação de bens de idosos.

“Como havia uma relação de confiança entre o idoso e os acusados, ele autorizou que a movimentação fosse feita. Quando começou a perceber que o dinheiro estava desaparecendo da conta e não era dada nenhuma satisfação, ele cobrou do sócio, passou a ser ameaçado e constatou que a maior parte dos valores já tinha sido gasta”, diz a delegada Jeiselaure Rocha de Souza.

Agora, a polícia aguarda o recebimento de documentos bancários e da licitação vencida por uma empresa junto à prefeitura de Viamão. Com isso, a delegada não descarta novos desdobramentos da investigação.

Relembre o caso
Em 3 de abril de 2018, Fredolino José Pereira juntou latinhas de cerveja na rua e vendeu em uma reciclagem. Ganhou R$ 13. Desses, usou R$ 7 para fazer duas apostas na Mega-Sena. O idoso lembra até hoje que jogou nos números 7, 11, 24, 36, 42 e 58. E quase não acreditou quando foi conferir o resultado.

O idoso de 71 anos acertou as seis dezenas da Mega-Sena e recebeu um prêmio de mais de R$ 10 milhões. Anos depois, ele se disse vítima de um golpe de um ex-sócio em uma funerária de Viamão e alega que perdeu todo o dinheiro — o que motivou a Polícia Civil a investigar o caso.

“A partir da aquisição dessa funerária começaram os golpes e os furtos praticados contra a vítima. Imediatamente, logo depois da compra, com a justificativa de pagar funcionários, [o suspeito] pediu o cartão bancário da vítima e a partir dali não devolveu mais, começou a fazer sucessivos saques”, informou à época o delegado Juliano Ferreira. Assista ao vídeo da reportagem no g1 RS e RBS TV – Juliano Castro.

 

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