Justiça não aceita provocação do Sincoesp.

Lotérica I 06.07.04

Por: sync

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A Justiça Federal não acolheu a ação cautelar provocada pelo Sindicato dos Comissionários e Consignatários do Estado de São Paulo (SINCOESP) que questionava o serviço de recarga do Bilhete Único do SPTrans. O sindicato alegou que tal procedimento “desvirtua o caráter financeiro da atividade profissional dos empresários lotéricos”. A juíza indeferiu o pedido de liminar e extinguiu o processo, sem julgamento de mérito, por entender desnecessário o pedido de ação cautelar, uma vez que o assunto pode ser tratado em ação ordinária.
Há cerca de um ano o presidente do SINCOESP, em nome dos lotéricos, iniciou, unilateralmente, uma intensa operação de politização e deterioração das relações entre os lotéricos e a CAIXA. Assim foi quando tentou negociar a Loteria da Cultura diretamente com a Nossa Caixa, rompendo com as obrigações contratuais e com o bom relacionamento com a CAIXA. Naquela época, a justiça também deu ganho de causa à CAIXA. Embora não fosse obrigada a fazê-lo, a CAIXA assinou um convênio com o governo do Estado de São Paulo para a distribuição da Loteria da Cultura, mostrando não desejar politizar uma questão puramente comercial.
Agora, mais uma vez, o SINCOESP, manobrado por seu presidente e interesses inconfessáveis, tenta utilizar-se da justiça para lançar os lotéricos contra a CAIXA e a população paulistana, propondo que a justiça apoiasse a não-comercialização do Bilhete Único, aprovado pela maioria dos lotéricos e, não menos importante, por mais de 85% dos cidadãos da cidade de São Paulo, segundo o jornal Folha de São Paulo.
Essa política, em suas últimas conseqüências, levaria a categoria lotérica ao descrédito e dificultaria o bom relacionamento com a CAIXA, indispensável para a melhoria das condições de trabalho e de vida da categoria.
Desde que a nova administração da CAIXA assumiu, há um ano e meio,  o objetivo tem sido o de manter um diálogo com a categoria e buscar, na medida do possível, a recuperação da rentabilidade dos empresários lotéricos. Para isso, a CAIXA reposicionou produtos como a Mega-Sena e a Quina (aumento dos valores das apostas), realizou a abertura de balcão para bloquetos de outros bancos e lançou um novo produto – o Lotofácil – que é recorde de vendas e é a nova mania nacional.
Somente no primeiro semestre deste ano, a arrecadação das loterias federais já é 49% superior à registrada em 2002 e 23% maior que a do ano passado. Apesar da grande concorrência com outras redes, as unidades lotéricas tiveram um incremento de 8,6% – comparando os primeiros seis meses deste ano com os de 2003 – no recebimento de contas, benefícios e demais transações não-lotéricas.Nos últimos meses, a CAIXA ampliou o leque de serviços prestados para a população por meio das casas lotéricas, ouviu as reivindicações dos lotéricos e intensificou a busca por uma relação pautada por critérios éticos e de transparência. 
O Bilhete Único do SPTRANS é uma prova disso. O produto é bom para os lotéricos, para a CAIXA e para a população paulistana. Para os lotéricos, traz um novo público para dentro da loja e, além disso, reflete em aumento na rentabilidade no final do mês. Para a CAIXA, por adquirir um conhecimento e expertise capaz de favorecer a ampliação desse serviço com o metrô, os ônibus metropolitanos e sobretudo para outras grandes cidades, favorecendo, portanto, o conjunto da população dos grandes centros urbanos e, não menos importante, os lotéricos de outras partes de nosso Brasil. Para ambos porque os coloca juntos a um programa e um projeto de sucesso, aceito por ampla maioria da população. O apoio à melhoria da qualidade de vida da população brasileira é parte fundamental da missão da CAIXA e pode ser também dos lotéricos. E finalmente, para a população paulistana, porque coloca à disposição um modelo inovador de serviço na área de transportes.
 Os lotéricos precisam da CAIXA. A CAIXA precisa dos lotéricos. O bom
desempenho de um leva necessariamente ao melhor desempenho do outro.
A melhoria das condições de trabalho dos lotéricos só poderá ocorrer com um intenso e respeitoso relacionamento com a CAIXA, o mais importante banco público de nosso país. A nova administração da CAIXA acredita ter dado mostras de sua determinação em melhorar as relações, a rentabilidade e o futuro do “Negócio Loterias”. Os lotéricos, por sua vez, têm participado ativamente desse processo e mostrado o seu desejo de crescer com o fortalecimento da CAIXA. As últimas ações do SINCOESP, entretanto, não têm se pautado nessa atitude. Esperamos que daqui para frente isso se modifique.AssImp Loterias da Caixa

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