Lotéricas da Região Sul ameaçadas pela Caixa
“No dia 22 de março do presente ano foram realizadas assembleias gerais conjuntas dos três sindicatos da Região Sul, na cidade de Florianópolis. Esta reunião contou com a participação de mais de 700 empresários. Foram votadas e aprovadas nesta assembleia várias medidas e infelizmente a Caixa Econômica Federal alegando quebra nas cláusulas de seu contrato leonino com a rede lotérica, conseguiu através de liminares interromper muitas de nossas ações.
Este mesmo contrato que deveria garantir aos empresários lotéricos o equilíbrio econômico-financeiro de sua atividade, que deveria garantir equipamentos de qualidade em nossas lojas, que deveria garantir um sistema confiável de informações, que não deveria permitir transações fantasmas, que não deveria deixar faltar matéria prima como loterias instantâneas, bobinas e volantes, que deveria garantir assistência técnica de qualidade.
A Caixa Econômica Federal, ao tomar conhecimento das medidas aprovadas, passou também a ameaçar os lotéricos. Recentemente seus gerentes de canais visitaram todas as lotéricas entregando comunicado onde informava às punições que seriam aplicadas no caso da manutenção dos movimentos programados.
Uma ameaça declarada a uma categoria ordeira que presta relevantes serviços para a sociedade de nosso País e que deseja apenas ser tratada com justiça. Diante disso os sindicatos entendem que é necessário resguardar e garantir a integridade e o direito de todos agirem sem danos ao seu patrimônio e ao seu próprio negócio no cumprimento do que foi decidido em assembleia.
Com o objetivo de neutralizar tais represálias da poderosa CAIXA, os sindicatos recorreram a um escritório de advocacia a fim de que, pelos meios jurídicos possamos ter garantias de praticar as ações aprovadas em Assembleia sem maiores danos para os empresários.
Em breve esperamos poder restabelecer a justiça e o direito dos sindicatos de lutar pelos direitos de seus filiados.
Mais uma vez pedimos a compreensão e o apoio de todos da categoria nesta decisão. Não é mais possível aos empresários do setor trabalhar nas condições atuais.
ESTAMOS PAGANDO PARA PRESTAR NOSSOS SERVIÇOS.”


