Macau tentou que a entrada em cassinos somente com teste negativo

A entrada nos cassinos de Macau só vai ser permitida com a apresentação de um teste negativo de covid-19 a partir de sábado, informou a Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos (DICJ).
“Os cassinos de Macau irão acrescentar uma série de medidas de prevenção epidémica, designadamente exigindo a todas as pessoas que entrem nas áreas dos casinos, incluindo clientes, trabalhadores dos casinos e trabalhadores dos serviços públicos, a exibição de certificado negativo de teste de ácido nucleico, realizado nas últimas 48 horas”, indicou a DICJ.
Por outro lado, os trabalhadores dos cassinos são obrigados a apresentar diariamente o resultado negativo de um teste rápido de antígeno.
As novas medidas surgem num momento em que Macau vive o pior surto desde o início da pandemia de covid-19, contabilizando mais de 400 casos em pouco mais de uma semana.
Nesse período, foram realizadas três testagens a toda a população, a última das quais terminou neste domingo, com a detecção de novos casos, indicaram as autoridades de saúde em conferência de imprensa.
Macau segue a política de ‘casos zero’ definida no interior da China.
Há zonas da cidade isoladas, milhares de pessoas em quarentenas forçadas e mantêm-se fortes restrições fronteiriças. (Notícias ao Minuto)
Caos na testagem obriga Macau a recuar em testes para obras e cassinos
A aglomeração de pessoas em centros de testagem de Macau levou hoje as autoridades a recuarem na exigência de realização de testes de ácido nucleico para trabalhadores da construção civil e cassinos se apresentarem ao trabalho.
Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram o caos em pelo menos um dos centros de testagem, com os funcionários a serem incapazes de impor o controlo ou distanciamento exigido nestes locais.
“Embora o teste de ácido nucleico a cada dois dias possa reduzir o risco de transmissão no local de trabalho, (…) a sua realização causa aglomeração de pessoas nos postos de teste, situação que não é condizente nem favorável ao combate epidémico”, justificaram as autoridades, em comunicado.
“Para as pessoas que fizeram filas esta manhã, muitas delas devem ter ficado furiosas ou tristes e peço desculpa pela situação que aconteceu”, disse hoje, numa conferência de imprensa, a chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis dos Serviços de Saúde, Leong Iek Hou.
Os trabalhadores ficaram, contudo, obrigados a realizar testes rápidos antigénio para poderem trabalhar.
As autoridades exigiram à população mais dois dias de testes, uma aposta de testagem diária à covid-19 para combater o surto local e uma opção que segue a política de “casos zero” definida por Pequim.
Desde 20 de junho que a população de mais de 680 mil pessoas foi obrigada a realizar três testes de ácido nucleico, uma medida de prevenção que foi reforçada com a obrigatoriedade de efetuar testes rápidos antígeno em casa, que têm de ser declarados numa plataforma ‘online’, sob pena de as pessoas enfrentarem restrições de mobilidade no território em caso de desobediência.
Com quase 600 casos detectados numa semana e meia, as autoridades voltam a exigir à população que efetue testes antigênico em casa na sexta-feira e no sábado, o que já tinha acontecido nos dois dias anteriores.
De resto, a realização de testes antigênico tem sido obrigatória mesmo antes das pessoas se dirigirem aos centros onde foram efetuadas as duas últimas testagens massivas à população.
Dezenas de zonas na cidade estão isoladas, com as pessoas a não poderem sair de casa, e milhares de pessoas foram encaminhadas para quarentena em hotéis.
Com a aproximação de uma tempestade, a entrega de carne e vegetais foi inclusivamente antecipada nesses edifícios, precavendo a impossibilidade dos serviços entregarem mantimentos nos próximos dias.
O território decretou em 19 de junho estado de prevenção imediata, antecipou o final do ano letivo e suspendeu, total ou parcialmente, serviços e comércios. (Notícias ao Minuto)


