MGM Resorts recebe oferta de US$ 12,4 bi da People Inc. para aquisição

Cassino I 21.07.26

Por: Magno José

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MGM vende participação na MGM Growth Properties
A People Inc., de Barry Diller, já detém 26% da operadora de cassinos e agora propõe US$ 48,30 por ação pelos 76% restantes

A MGM Resorts International analisa uma proposta de aquisição apresentada pela People Inc., conglomerado de mídia e internet controlado pelo bilionário Barry Diller. As negociações foram reveladas pelo Wall Street Journal.

Conforme apurado pelo Valor com Dow Jones, a oferta foi entregue em 1º de junho. A People Inc., anteriormente conhecida como IAC, já detém 26% da operadora de cassinos e propôs US$ 48,30 por ação para comprar os 76% restantes. A MGM formou um comitê especial e contratou consultores para avaliar a proposta, e as conversas teriam se intensificado em julho de 2026.

A oferta avalia a MGM em aproximadamente US$ 12,4 bilhões, valor ligeiramente superior à capitalização de mercado atual da empresa, de US$ 11,99 bilhões. No mês anterior, a corretora Stifel havia argumentado que o movimento envolvendo a Caesars Entertainment sinalizava que a MGM poderia valer entre US$ 50 e US$ 55 por ação.

Setor de cassinos na mira de fusões

A movimentação se insere em um contexto mais amplo de consolidação no setor. Em maio de 2026, foi anunciada a compra da Caesars Entertainment por Tilman Fertitta, proprietário do Golden Nugget, por US$ 5,7 bilhões. Analistas do Jefferies escreveram, no início de julho de 2026, que as recentes notícias de fusões e aquisições “sugerem potenciais catalisadores à frente”, mesmo reconhecendo que o crescimento no setor é escasso.

O mercado reagiu com otimismo ao anúncio envolvendo a MGM. As ações da empresa subiam 0,73% na Bolsa de Nova York (NYSE), cotadas a US$ 47,22. Outros nomes do setor também avançaram; Wynn Resorts registrou alta de 0,2% e Las Vegas Sands, de 0,9%.

Na semana anterior à publicação desta reportagem, o Wells Fargo elevou a recomendação das ações da MGM de venda para neutra, fixando preço-alvo em US$ 48,30, ante US$ 33 anteriores. O banco destacou que a oferta de Diller “estabelece um piso para a ação”, com “opcionalidade de alta caso a proposta seja aumentada”.

Desempenho das ações e pressão setorial

Apesar de acumular alta de 31% em 2026 e de 26% nos 12 meses anteriores, as ações da MGM ficaram praticamente estagnadas nos cinco anos precedentes, com desempenho inferior ao mercado geral. Os papéis acumulam queda de 52% em relação ao recorde de US$ 99,75, registrado em outubro de 2007.

O setor enfrenta pressão pela crescente popularidade das apostas on-line e de plataformas de mercados de previsão, além de queda no fluxo de visitantes em Las Vegas, embora analistas de Wall Street projetem um possível retorno do público à cidade.

Em carta aos acionistas enviada em 1º de junho, Barry Diller expôs sua tese de investimento. “Começamos a investir na MGM há quase seis anos porque acreditávamos que ela representava um tipo raro de negócio, um com ativos do mundo real que a IA não pode facilmente replicar ou desintermediar, e oportunidades excepcionais de crescimento digital. Essa convicção só se fortaleceu ao longo do tempo”, escreveu. O bilionário também afirmou que “o mercado subvaloriza materialmente o poder e a durabilidade dos ativos da MGM”.

Nem a MGM Resorts nem a People Inc. responderam às solicitações de comentário da revista Barron’s.

 

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