PF investiga golpe da casa lotérica.

Lotérica I 08.11.04

Por: sync

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O Escritório de Negócios da Caixa na região, localizado em Santos, entrou com uma queixa-crime na Polícia Federal, visando a instauração de inquérito contra um golpista que estaria tentanto intermediar negociações para abertura de novas casas lotéricas na Baixada Santista.
Segundo a consultora de campo da Caixa, Ruth Mary Torrado Pereira do Rego, o golpista — identificado apenas como Sr. Fuji — anunciou em veículos de comunicação que estaria vendendo permissões de abertura de lotéricas no litoral paulista.
‘‘É preciso tomar muito cuidado com estes anúncios’’, comentou Ruth, que chegou a se comunicar via telefone com o Sr. Fuji, como se fosse uma cliente interessada em adquirir uma casa lotérica na Cidade.
‘‘Desde o dia 26 do mês passado, quando foi publicado o anúncio na Imprensa, recebemos vários telefonemas de interessados em adquirir casas lotéricas em Santos’’, lembrou Ruth.
Foi desse modo que o departamento da Caixa acabou descobrindo o golpista.
A consultora de campo avisou a todos que a permissão para aquisição de casas lotéricas depende de concessão por licitação pública, com definição de critérios legais para a participação dos licitantes.
‘‘O tal Sr. Fuji estava se posicionando como um intermediário que conhecia alguém da Caixa, que conseguiria fechar o negócio sem licitação’, explicou.
Ainda de acordo com Ruth, o processo seria confirmado mediante pagamento — para este Sr. Fuji — de uma taxa inicial no valor de R$ 5.170,00, além de despesas extras com certidões.
‘‘Quando conversei com ele pelo telefone, fui informada de que a lotérica em questão seria de uma licitação de 2001 e que, por meio de um funcionário da administração da Caixa (que naquele momento não poderia ser identificado), o negócio seria fechado’’.
Com isso, a lotérica poderia ser instalada em qualquer localidade de Santos, desde que ficasse a mais de 300 metros de distância de outra já existente. A consultora afirmou ainda que o Sr. Fuji garantia a aprovação do cadastro do comprador no prazo máximo de 15 dias. ‘‘E somente nesse momento iríamos a uma agência da Caixa para assinar o termo de responsabilidade lotérico e efetuar o pagamento de R$ 20 mil pelo negócio’’.
Sem licitação
A consultora de campo da Caixa garantiu que, no momento, não há nenhum processo de licitação em andamento para a abertura de casas lotéricas na região. ‘‘Somente com licitação pode-se abrir lotérica’’.
Já para as negociações de troca de permissionários entre lotéricas já existentes, o que é possível de se fazer, Ruth assegura que apenas a própria Caixa atua como intermediária.
‘‘Este tipo de transação só pode ser elaborada pela Caixa’’, garantiu ainda a consultora de campo. Somente o banco pode aprovar o cadastro do novo permissionário. Ruth lembrou também que no início do ano houve outro caso parecido.
Portanto, quem estiver interessado em adquirir uma casa lotérica deve, antes de mais nada, entrar em contato com a Caixa para esclarecimentos. O telefone do Escritório de Negócios da Baixada Santista é 3289-5661.
Sem resposta

A Tribuna tentou ontem várias vezes entrar em contato com o Sr. Fuji, por intermédio dos telefones citados no anúncio. Em todas as tentativas, ninguém atendeu nos números divulgados (um fixo e outro de telefonia móvel).

A Tribuna de Santos (SP)

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