Prêmio sobe e ouro paralímpico vale até R$ 160 mil

Loteria I 27.08.21

Por: Elaine Silva

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Brasil conquista quatro medalhas na natação no primeiro dia dos Jogos de Tóquio. O nadador Gabriel Bandeira ganhou o primeiro ouro do país em Tóquio e ainda quebrou o recorde paralímpico (Foto: Ale Cabral/CPB)

Os atletas paralímpicos brasileiros que conquistarem medalhas em Tóquio terão um substancial aumento na premiação por desempenho em relação à Rio 2016. Se em casa o prêmio máximo foi de R$ 60 mil – para a medalha de ouro em esportes individuais -, este ano, no Japão, os campeões das competições individuais vão embolsar R$ 160 mil, um avanço de 166%.

Os recursos da premiação vêm do orçamento ordinário do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que no atual ciclo foi de R$ 130 milhões, a maior parte oriunda dos recursos destinados ao esporte a partir de apostas de loterias.

O crescimento para as outras medalhas foi percentualmente menor. Ainda falando dos esportes individuais, a prata em Tóquio valerá R$ 64 mil, alta de 113% frente aos R$ 30 mil da Rio 2016. Já o bronze passou, na mesma comparação, de R$ 20 mil para R$ 32 mil, crescimento de 60%.

O avanço percentual nas premiações será exatamente o mesmo nas modalidades coletivas, por equipes, revezamentos e em pares. O ouro valerá R$ 80 mil por atleta, contra R$ 30 mil no Rio, enquanto a prata passou de R$ 15 mil para R$ 32 mil. O bronze avançou de R$ 10 mil em 2016 para R$ 16 mil agora.

Os demais integrantes das disputas, como atletas-guia, calheiros (auxiliares no jogo de bocha), pilotos e timoneiro, vão receber 20% da maior medalha conquistada por seu atleta e 10% a cada pódio a mais do valor da medalha seguinte. No Rio, esses integrantes receberam um terço do valor da medalha conquistada por seu atleta.

E logo no primeiro dia de competições alguns atletas da delegação brasileira garantiram a bonificação por medalhas, todos na natação. O principal destaque foi Gabriel Bandeira, de 21 anos, que ganhou o ouro, com direito a recorde paralímpico, com 54s76 na prova dos 100 metros nado borboleta na categoria S14, para atletas com deficiência intelectual. Na final, o brasileiro, que começou a competir apenas no ano passado entre os atletas paralímpicos, deixou para trás o britânico Reece Dunn, recordista mundial da prova.

Além de ganhar o primeiro ouro brasileiro, Bandeira, que teve a sua primeira competição internacional apenas este ano, vai competir em mais cinco provas em Tóquio: 200m livre S14, 100m costas S14, 100m peito SB14, 200m medley SM14, e o revezamento misto 4x200m livre da classe S14.

A primeira medalha de prata brasileira foi de Gabriel Araújo, de 19 anos, que chegou em segundo na final dos 100 metros costas da classe S2, com 2min02s47. O ouro foi do chileno Alberto Abarza, com 2min00s40. Araújo, que não tem os braços, entrou no esporte paralímpico em 2015 e participa este ano de sua primeira paralimpíada.

Ele tem como ídolo no esporte o também nadador Daniel Dias que, como não poderia ser diferente, aumentou a sua coleção de medalhas paralímpicas em Tóquio. Aos 33 anos, Daniel conquistou a 25ª medalha em Jogos Paralímpicos. Dessa vez o pódio veio com um bronze nos 200m livre da classe S5, com o tempo de 2min38s61. O ouro ficou com o italiano Francesco Bocciardo (2min26s76, novo recorde paralímpico) e a prata com o espanhol Antoni Ponce, que nadou em 2min35s20. Daniel disputará mais cinco provas no Japão.

A quarta medalha do Brasil no primeiro dia de competições foi de Phelipe Rodrigues, nos 50m livre da classe S10. Ele ficou com o bronze, com 23s50, perdendo para o campeão Rowan Crothers (23s21), da Austrália, e para o ucraniano Maksym Krypak (23s33). (Valor Econômico – Rafael Rosas — Do Rio)


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