Proibição de bets é criticada por Lola Brasil que propõe fiscalização

Apostas I 05.10.26

Por: Magno José

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Sara Ganime, do Lola Brasil, critica proibição das bets (Foto: Reprodução)

O grupo liberal Lola Brasil, formado por mulheres, levantou objeções à decisão do governo de proibir as bets e argumentou que as plataformas que operavam dentro da lei estão sendo punidas pelos excessos cometidos por quem não cumpriu as regras.

A crítica foi publicada pelo Painel da Folha de S.Paulo. No artigo, Sara Ganime, integrante do Lola Brasil, afirma que o Estado não tem legitimidade para tomar decisões pelo cidadão, a quem cabe a responsabilidade pelas próprias escolhas.

Ganime afirma que as casas de apostas que se regularizaram após a aprovação do marco legal do setor cumpriram exigências concretas antes de começar a operar. “Aceitaram verificar idade, recolher imposto e aderir à plataforma de autoexclusão do governo, que bloqueia de uma vez todos os sites autorizados e já foi usada por mais de meio milhão de brasileiros”, escreveu.

O problema não é a aposta

Para a autora, a insatisfação dos brasileiros com as bets não tem como alvo as apostas em si, mas as práticas criminosas de operadores que exploram o vício de jogadores. Como exemplo, o artigo menciona um grupo que promovia o “jogo do tigrinho” e foi indiciado pela polícia; segundo o texto, esse grupo teria movimentado R$ 130 milhões.

A comparação central do artigo é com as canetas emagrecedoras paraguaias à base de tirzepatida, vendidas sem registro na Anvisa e amplamente divulgadas por influenciadores digitais. O grupo lembra que, naquele caso, a resposta das autoridades não foi banir o medicamento. “Ninguém propôs proibir a tirzepatida. A resposta da agência não foi tirar o remédio das farmácias. Foi monitorar, alertar na bula e punir quem vende o falsificado”, afirmou Ganime.

Fiscalização no lugar do ban

A proposta defendida pelo Lola Brasil é uma fiscalização mais rigorosa: quem descumprir as regras do setor deve ser multado, punido e pode perder a licença de operação. O grupo sustenta ainda que o encerramento das bets não vai deter o apostador compulsivo; na avaliação das integrantes, ele simplesmente migrará para plataformas clandestinas, onde não há qualquer proteção regulatória, e continuará perdendo dinheiro sem nenhum mecanismo de autoexclusão disponível.

 

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