Protagonismo no setor de capitalização este ano foi o ‘Instrumento de Garantia’

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Segundo o presidente da FenaCap a modalidade já responde por 11% do faturamento do setor, tendo arrecadado R$ 1,9 bilhão até setembro

O presidente da FenaCap, Marcelo Farinha, participou na manhã desta segunda-feira (14) da coletiva de imprensa promovida pela CNSeg, para apresentar o balanço 2020 do mercado segurador. Para o executivo, o setor demonstrou resiliência diante da crise provocada pelo novo coronavírus.

“Ainda estamos sob os efeitos da pandemia, mas em franco processo de adaptação. Para o segmento de capitalização, a crise, de início, interrompeu uma trajetória de crescimento, iniciada em 2019, após um período recessivo, tendo seu pior momento em abril”, analisou Farinha, ressaltando, no entanto, que na sequência houve uma retomada. “No terceiro trimestre, voltamos a apresentar dois dígitos de crescimento na arrecadação, com avanço de 26% em relação ao trimestre anterior”, assinalou.

Perguntado sobre a tendência de novos produtos para o próximo ano, Farinha explicou que a pandemia da Covid-19 fez com que as corporações avançassem e nos processos de transformações do setor.

“Com a crise sanitária as empresas não pararam de produzir, mas a questão do distanciamento social gerou um ambiente propício para novas formas de relacionamento com os clientes, acelerando muitos projetos”, enfatizou.

O presidente da FenaCap ainda respondeu à pergunta sobre garantias financeiras, citando o crescimento do produto da modalidade Instrumento de Garantia.

“A pandemia provocou reflexos em diversos setores da economia, no de garantias, em particular. Isso deu mais protagonismo para o título de capitalização Instrumento de garantia, que pode ser utilizado para garantir qualquer tipo de contrato, incluindo os de empréstimos e financiamentos e de locação de imóveis em substituição ao fiador.

De acordo com o último balanço divulgado pela FenaCap, a modalidade que foi reformulada pelo Marco Regulatório, já responde por 11% do faturamento do setor, tendo arrecadado entre janeiro e setembro, R$ 1,9 bilhão.

Em setembro, a receita de títulos de Capitalização avançou 9,7% em relação ao mês anterior, atingindo R$ 17,2 bilhões e confirmando uma trajetória de alta iniciada ainda no segundo trimestre, após o período mais agudo da crise sanitária, em abril.

“Embora no acumulado do ano, até setembro, o mercado ainda registre um pequeno recuo de 2,5% na arrecadação, em comparação ao ano passado, com a melhoria do cenário, a estimativa é fechar 2020 com um crescimento de 2,4%, projeta o executivo, lembrando que, tradicionalmente, as vendas se aceleram nos últimos meses do ano.

A coletiva de imprensa contou ainda com a participação do presidente da CNseg, Márcio Coriolano e dos presidentes das demais Federações integrantes da CNseg: Jorge Nasser (FenaPrevi), Antonio Trindade (Fenseg) e João Alceu (FenaSaúde). (Notícias FenaSeg)

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