Serviço Negocial gera prejuízo para a rede lotérica
A Federação Brasileira das Empresas Lotéricas encomendou a Zimbros Consultoria um estudo de viabilidade econômica sobre o serviço Negocial das Casas Lotéricas. O resultado foi apresentado aos sindicatos filiados à Federação, durante uma assembleia que aconteceu em São Paulo. Os dados obtidos servirão de base para uma atuação com a Caixa Econômica Federal em busca de melhores tarifas de remuneração.
O estudo da Zimbros levantou os custos de implantação, manutenção, remuneração atual e qual seria o valor adequado para cobrir os custos do serviço. Levando em consideração as diferentes faixas de tarifação das modalidades de prestação de serviço Topázio, Rubi, Esmeralda e Diamante, demonstrou que todas as opções geram prejuízo ao empresário. Inclusive a Diamante. Dentre os sete serviços prestados no Negocial, quatro deles geram prejuízo na modalidade Topázio e Rubi (Corrente Individual; Corrente Conjunta; Cheque Especial; Cartão de crédito).
Na modalidade Esmeralda e Diamante, três serviços dão prejuízo (Corrente Individual; Corrente Conjunta; Cheque Especial). O serviço de cartão de crédito entra pra faixa positiva de receita, mesmo assim, com um lucro irrisório.
O professor Luiz Carlos Stolf, coordenador do estudo apresentou algumas alternativas para os presidentes dos sindicatos presentes na reunião: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pará, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e São Paulo. Jodismar Amaro, presidente do SINCOESP, lembrou que é pequeno o número de empresários paulistas que realizam o serviço na Lotérica, pois foram orientados a não aderir ao contrato, enquanto a Caixa não aplicasse tarifas adequadas para a Rede. (Jornal do SINCOESP – Janeiro/Fevereiro).


