O ‘Contador de Cartas’ é filme que deixa espectador vidrado na tela

O Contador de Cartas, novo filme de Paul Schrader (Fé Corrompida), traz Oscar Isaac (Cavaleiro da Lua) em mais uma ótima performance. Ele interpreta William Tell, ex-militar que se tornou um ávido jogador e encontrou uma espécie de refúgio nas disputas por dinheiro.
Nos dez anos de prisão que cumpre pelos crimes de Guantánamo, ele aprende os truques que o transformam em um jogador profissional. Solto, Tell passa a viver de cassino em cassino, sem chamar atenção, com ganhos modestos que garantem sua sobrevivência. Essa rotina é balançada quando é procurado pelo jovem Cirk (Tye Sheridan), que propõe um plano de vingança contra Gordo (Willem Dafoe), superior de Tell e do pai de Cirk em Guantánamo.
O cinema de Schrader possui uma atmosfera fria, um tanto insensível e cruel, mas é difícil tirar os olhos da tela nesta história sobre como a vingança pode trazer danos irreparáveis e quão pouco sabemos sobre alguém que acabamos de conhecer.
Isaac encarna um homem que, em seu tempo no Exército, vivenciou experiências horríveis. Há cenas que resumem o tamanho de seu trauma e revelam um olhar complexo sobre a humanidade. Ao mesmo tempo, sua preocupação com Cirk e a insistência para que ele desista do plano violento são uma espécie de redenção. O longa está disponível para aluguel (R$ 14,90) no AppleTV+ e Google Play.


