Bolsonaro deu a Gusttavo Lima sigilo de 100 anos sobre cachê da Mega da Virada de 2021

Loteria I 07.12.22

Por: Magno José

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Gusttavo Lima apoia publicamente o presidente Jair Bolsonaro (PL)

O cachê do cantor sertanejo Gusttavo Lima por sua participação como garoto-propaganda da Mega da Virada em 2021 foi colocado sob sigilo de 100 anos a pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo o Portal da Transparência do Governo Federal, a Caixa Econômica Federal desembolsou mais de R$ 10 milhões na campanha. Não houve especificação sobre o uso ou destino da verba. A loteria premiou os dois vencedores do sorteio com mais de R$ 300 milhões, cerca de R$ 162 milhões para cada. As informações foram dadas primeiramente pelo site Movimento Country.

Gusttavo Lima apoia publicamente Jair Bolsonaro e é amigo íntimo de Jair Renan, o filho mais novo do presidente. Pouco antes do segundo turno das eleições, o sertanejo se reuniu com o chefe do Executivo em Brasília, acompanhado de outros cantores, como Zezé di Camargo, Chitãozinho e Leonardo.

Esta é mais uma polêmica com dinheiro público envolvendo o nome de Gusttavo Lima. Em maio deste ano, os Ministérios Públicos de vários estados deram início a uma investigação contra o sertanejo por cachês superfaturados em shows realizados sem licitação por prefeituras.

Em meio à polêmica, o cantor decidiu fazer uma live em seu perfil no Instagram e chegou a chorar, alegando que estava sendo perseguido. Ele afirmou estar a ponto de “jogar a toalha” e que “não compactua com dinheiro público”.

Cuiabano Lima também teve o sigilo decretado

Cuiabano Lima recebeu R$ 36 mil para estrelar outra campanha da Caixa, a da Mega Sena da Virada

O governo federal também impôs sigilo sobre o valor de cachê pago pela Caixa Econômica Federal ao locutor de rodeios Andraus Araújo de Lima, o Cuiabano Lima. Amigo de Jair Bolsonaro, o artista protagonizou a campanha do auxílio emergencial desde maio deste ano.

A informação foi revelada pelo Brasil de Fato a partir de matéria do Congresso em Foco, que mostrou que em 2020, Cuiabano recebeu R$ 36 mil para estrelar outra campanha da Caixa, a da Mega Sena da Virada.

De acordo com resposta do banco enviada ao Brasil de Fato via Lei de Acesso à Informação (LAI), “o contrato de direito de uso de imagem prevê o caráter sigiloso do valor do cachê”. O banco explicou ainda que a decisão é respaldada “juridicamente em virtude do interesse estratégico relacionado à campanha publicitária realizada”. Segundo o site, o valor do cachê deixará de ser sigiloso 90 dias após a contratação do artista, mas a Caixa não informa a data do acordo.

 

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