‘OpenBet Exclusivo’ debateu combate à manipulação em apostas esportivas e o combate de sites ilegais

Apostas I 29.08.25

Por: Magno José

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Secretário Nacional de Apostas Esportivas, Giovanni Rocco revelou que o Ministério do Esporte está desenvolvendo sistema de monitoramento em tempo real contra manipulação de resultados e estratégias para o combate de apostas ilegais no Brasil

O “OpenBet Exclusivo”, que aconteceu nesta quinta-feira (28) no Palácio Tangará em São Paulo, também realizou um encontro para discutir a integridade nas apostas esportivas e os desafios da regulamentação do setor no Brasil. O evento reuniu representantes governamentais e especialistas do mercado para debater estratégias de combate à manipulação de resultados e apostas ilegais.

Giovanni Rocco, Secretário Nacional de Apostas Esportivas e de Desenvolvimento Econômico do Esporte, participou do painel “Confiança em Jogo: Como Proteger a Integridade do Sportsbook em um Mercado de Alta Pressão”, ao lado de José Francisco Manssur, ex-assessor do Ministério da Fazenda e atual membro do CSMV – Advogados. Agueda Yoshii, representante da OpenBet, conduziu a moderação do debate.

A conferência também contou com a presença de Regis Dudena, Secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, e Jordan Levin, CEO da OpenBet, que participaram das discussões sobre o atual cenário do mercado brasileiro após a implementação do novo marco regulatório.

Estratégias de combate à manipulação de resultados

Na abertura do painel, Agueda Yoshii enfatizou a necessidade de discutir a integridade nas apostas esportivas paralelamente à regulamentação do mercado. “Além de falar da regulamentação, temos que pensar no impacto efetivo de evolução e utilização de inovação”, afirmou.

A representante da OpenBet destacou que, apesar dos avanços regulatórios, persistem riscos de integridade associados ao rápido crescimento do setor no Brasil. Ela mencionou que o mercado brasileiro apresenta números expressivos, inclusive quando comparado aos Estados Unidos.

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O Secretário Giovanni Rocco contextualizou o processo de regulamentação do setor no Brasil. Ele explicou que o mercado teve início com uma medida provisória em 2018, posteriormente convertida em lei e sancionada em dezembro do mesmo ano. Rocco esclareceu que o texto original autorizava apenas as apostas esportivas.

“Porque tudo isso nasceu no esporte. Lá atrás foi a aposta esportiva que foi a motivação dessa autorização. O mais valioso nesse processo todo é a integridade esportiva das apostas. Porque se isso for maculado, toda a confiança que tem no mercado, todo esse processo de relacionamento das empresas com os apostadores e principalmente o esporte que é mais apostado no Brasil, que é o futebol”, declarou o Secretário do Ministério do Esporte.

O Ministério do Esporte desenvolve uma estratégia para combater a manipulação de resultados em apostas esportivas. A iniciativa responde à preocupação com a integridade das competições, especialmente no futebol, esporte mais apostado no país.

O principal desafio identificado é implementar instrumentos tecnológicos que permitam o monitoramento em tempo real das apostas, seguindo modelos adotados em mercados mais maduros. Representantes brasileiros mantêm diálogos com autoridades internacionais para compreender quais sistemas são utilizados para este acompanhamento.

Reuniões semanais entre o Ministério do Esporte e o Ministério da Fazenda, através da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), estruturam a análise das informações transmitidas pelas operadoras via Sistema de Gestão de Apostas e Prêmios (SIGAP). O objetivo é identificar movimentos suspeitos que possam indicar manipulação de resultados.

Uma portaria criará um grupo de trabalho interministerial para desenvolver a política nacional de combate à manipulação de resultados. Esta iniciativa busca estabelecer uma política pública permanente. O grupo incluirá representantes do Ministério do Esporte, Ministério da Fazenda, SPA, Ministério da Justiça e Polícia Federal.

Um dos desafios refere-se à jurisdição nas investigações. Em campeonatos estaduais, a competência para investigar casos de manipulação é da Polícia Civil do estado onde ocorreu o evento. Em competições nacionais, a responsabilidade recai sobre a superintendência da Polícia Federal da localidade onde aconteceu a partida.

José Francisco Manssur destacou a importância da autorregulação do setor. “É fundamental e já tem mostrado resultados”, afirmou, citando como exemplo o número de casos de manipulação identificados a partir de denúncias oriundas da própria indústria e dos operadores. Na visão do ex-assessor do Ministério da Fazenda, o principal desafio atual é combater os operadores ilegais e valorizar aqueles que atuam dentro da legalidade.

O combate aos operadores ilegais de apostas foi apontado como elemento central na luta contra a manipulação de resultados esportivos. A regulamentação do setor permite que órgãos governamentais tenham acesso a informações cruciais para identificar atividades suspeitas.

“Só no mercado regulado você consegue que dentro de um espaço no Ministério da Fazenda, que está acessível ao Ministério do Esporte, ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal, você de repente se depare com uma aposta de R$ 500 mil num escanteio, num jogo do Campeonato da Segunda Divisão do Amapá, com todo o respeito ao Amapá, dessa segunda divisão de São Paulo, do Rio Grande do Sul, de qualquer lugar”, explicou Manssur.

A SPA-MF trabalha no combate às apostas ilegais e já derrubou 17 mil domínios de sites não autorizados. Foi destacado que o elemento central no combate aos operadores ilegais está no controle dos meios de pagamento, especialmente o PIX.

Durante o debate, Manssur relatou um diálogo com o senador Romário, que defende o fim das apostas em eventos isolados, como escanteios e pênaltis. O argumento contrário apresentado foi que proibir tais apostas no Brasil não impediria que elas ocorressem em outros países, direcionadas a campeonatos brasileiros.

Agueda Yoshii ressaltou a importância do diálogo com todos os envolvidos no setor. “É preciso dialogar com a sociedade, é preciso conversar com todos os stakeholders desse assunto, é preciso conversar com o senador, é preciso conversar com a opinião pública porque todos os políticos são muito sensíveis à opinião pública e tem que ser”, declarou o ex-assessor do Ministério da Fazenda.

Yoshii comentou sobre o propósito do evento: “O que a gente quis proporcionar aqui, inclusive com a audiência, todas as pessoas que a gente convidou para estar junto, a OpenBet como uma empresa internacional, chegar aqui humildemente e conversar com os maiores atores do mercado nacional”.

Durante a conferência, a OpenBet também apresentou um whitepaper elaborado pelo psicólogo e Estatístico/Diretor Executivo da Neccton, Michael Auer. O documento contém análises sobre o comportamento dos jogadores brasileiros e estratégias para o crescimento do mercado, abordando preferências dos usuários e aspectos de conformidade regulatória. Os participantes puderam obter insights valiosos sobre os jogadores brasileiros, com dados reais que revelam preferências e comportamentos.

Vale destacar que a OpenBet é a plataforma de Todos Querem Jogar (TQJ) do Grupo Sílvio Santos, que opera as marcas Bet do Milhão, Tele Sena Bet e Baú Bingo e da BandBet, do Grupo Bandeirantes. A empresa atua no mercado há quase três décadas e fornece soluções tecnológicas para mais de 200 marcas de apostas globalmente.

O evento, desenvolvido exclusivamente para um seleto grupo dos principais operadores de apostas e cassinos do Brasil, também contou com a participação do consultor Elvis Lourenço no painel Localizando o ‘Sucesso: Inovação em Produtos e Desafios de Conformidade na Nova Era de Apostas e Jogos no Brasil’ e Angelo Alberoni, COO da A2FBR no painel ‘Impulsionando o Crescimento Operacional em Mercados Regulamentados: Inovação, Oportunidades e Competição com o Mercado Cinza’.

O evento demonstrou o esforço conjunto entre setor público e privado na busca por soluções para o mercado regulado de apostas no Brasil, com foco no combate às operações ilegais e na preservação da integridade esportiva.

 

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