“NossaBet considera inegociável atuar dentro da lei e trabalhar pelo jogo responsável”

Nascida no estado do Paraná há um ano e oito meses, a NossaBet comemora quase três meses de conquista da autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF) para atuar de maneira regulamentada em todo o Brasil.
Nesta entrevista, o COO da empresa, Eduardo Luqueze, destaca que a irregularidade traz prejuízos para o mercado regulado. Ele fala dos planos da NossaBet, entre eles, o planejamento de uma iniciativa com especialistas em saúde mental do setor para ampliar o alcance das mensagens de prevenção e oferecer caminhos de apoio para quem apresentar sinais de dependência. “Viemos para ficar, crescer e contribuir para a evolução do setor e o combate permanente à ludopatia”, afirma. Confira:
Quem é a NossaBet e quais são os diferenciais de vocês?
A NossaBet é uma empresa 100% brasileira, que acredita no jogo como entretenimento e jamais como investimento. A NossaBet é regulamentada, legalizada e considera inegociável atuar dentro da lei e trabalhar pelo jogo responsável. Viemos para ficar, crescer e contribuir para a evolução do setor e o combate permanente à ludopatia.
Como o senhor avalia o impacto da regulamentação das apostas esportivas no Brasil?
A regulamentação representa um marco para o setor de apostas no Brasil. Ela beneficia e protege empresas sérias e comprometidas, como a NossaBet. A partir da chancela e da fiscalização do governo federal, a atividade ganhou transparência e passou a contribuir de forma expressiva para a economia. Dados da Receita Federal, divulgados recentemente, revelam que já foram arrecadados R$ 5,62 bilhões em tributos, desde o início da legalização, em janeiro. A expectativa é que esse valor ultrapasse os R$ 10 bilhões até o fim do ano, o que confirma a relevância da indústria de jogos para o país e seu potencial para figurar entre os maiores contribuintes tributários nos próximos anos.
Quais são os principais desafios regulatórios que ainda precisam ser ajustados?
O maior desafio é o combate à indústria clandestina, que, atualmente, representa mais de 60% do setor de apostas no país. Reconhecemos as iniciativas do governo e dos órgãos federais, principalmente da Anatel e da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), para não apenas retirar do ar sites ilegais, como também responsabilizar setores como bancos, fintechs e meios de pagamento, que atuam facilitando essas operações. No entanto, sabemos que ainda há um longo caminho, porque estamos diante de uma rede altamente tecnológica e com ramificações em vários países. Os prejuízos para o mercado regulado são incalculáveis e, principalmente, de imagem, porque ainda não está muito esclarecido para o público o que é um site legal e um ilegal.
Qual é a expectativa de movimentação financeira da NossaBet no Brasil, em 2025?
Trabalhamos com projeções consistentes. Para 2026, esperamos um crescimento de pelo menos 50% no nosso Gross Gaming Revenue (GGR) em relação a 2025, mas preferimos não falar em valores absolutos.
Quantas empresas/segmentos a NossaBet patrocina hoje? Qual é a expectativa a longo prazo?
Queremos contribuir com o esporte no Brasil. Vemos no esporte um dos mais poderosos instrumentos de transformação social. Atualmente, estamos presentes em diferentes frentes, com foco no esporte. Nossa estratégia é fortalecer marcas parceiras e, a longo prazo, ampliar investimentos em clubes, ligas e iniciativas que aproximem o torcedor da experiência de entretenimento.
Como a empresa lida com o problema da ludopatia?
A ludopatia é trágica para o doente e para a família do doente, mas não só. A ludopatia é prejudicial ao negócio: contamina o setor. O jogo é entretenimento e jamais deve ser visto como investimento ou solução financeira. Quando essa lógica se rompe, estamos diante de um problema de saúde pública que precisa ser tratado com seriedade. Por isso, atuamos em três frentes: conscientização, prevenção e acolhimento. Planejamos investir em campanhas educativas que reforçam os limites do jogo responsável, seguimos regras rígidas de publicidade e acreditamos que esse tema deve ser trabalhado em rede, com participação do Ministério da Saúde e de instituições especializadas. Além disso, estamos estruturando uma iniciativa com especialistas em saúde mental do setor para ampliar o alcance das mensagens de prevenção e oferecer caminhos de apoio para quem apresentar sinais de dependência. Nosso compromisso é claro: o jogo deve permanecer no campo da diversão, com segurança e responsabilidade.
A publicidade agressiva das casas de apostas é alvo de críticas. O senhor acredita que há necessidade de limites mais claros? O senhor vê espaço para campanhas educativas, em parceria com governo ou clubes, para reduzir o impacto da ludopatia?
A publicidade no setor precisa ser entendida como instrumento informativo, e não como estímulo ao excesso. No mercado regulado, seguimos rigorosamente as regras do Conar, que proíbem associar apostas ao sucesso, encorajar práticas de risco ou sugerir que o jogo seja solução para problemas pessoais ou financeiros. Defendemos que a publicidade seja banida apenas para quem promove sites clandestinos, que operam sem qualquer responsabilidade e ampliam os riscos ao consumidor. Ao mesmo tempo, vemos total espaço para campanhas educativas em parceria com o governo, entidades do setor e clubes esportivos. Acreditamos que informar com clareza, educar e conscientizar é a melhor forma de garantir que a aposta permaneça no campo do entretenimento, com limites e segurança para todos.
Se o governo aumentar a taxação, o setor aguenta ou haverá fuga de empresas?
O equilíbrio tributário é fundamental para a sustentabilidade do setor. Quando o mercado regulado cresce, aumenta também a arrecadação tributária para o país. Por outro lado, uma carga excessiva pode afastar empresas sérias e fortalecer a indústria clandestina. O caminho é manter uma tributação competitiva, que incentive a expansão do setor e, ao mesmo tempo, aumente de forma consistente a geração de receitas para o Brasil.


