Mercado brasileiro de apostas online movimenta R$ 37 bilhões em 2025

Foi em 1º de janeiro de 2025 que o mercado brasileiro passou a ser totalmente regulamentado. Desde então, muitas apostas foram feitas, muitos cassinos foram fechados e, sobretudo, muito dinheiro foi para os cofres do governo.
Para ser mais preciso, o governo arrecadou quase R$ 10 bilhões em impostos. Uma medida simples pode ter um impacto enorme no país, e este é um exemplo disso.
Além disso, existem atualmente 79 operadores licenciados, e o ano terminou com aproximadamente 25,2 milhões de brasileiros tendo feito uma aposta. Sim, estamos falando de 11,8% da população, e esse número deve aumentar até 2026.
Os cassinos e sites de apostas continuam a melhorar diariamente, e quanto melhores eles ficam com estratégias otimizadas, mais apostadores entram nesse “universo”, que também abrange formatos tradicionais digitalizados, como plataformas voltadas ao jogo do bicho online como por exemplo do Mega Bicho.
Impacto fiscal e receita bruta de R$ 37 bilhões
Antes de entrarmos nos números detalhados, é importante notar que esse crescimento acelerado levou muitos usuários a buscarem uma comparação entre plataformas de apostas esportivas, avaliando critérios como licenciamento, transparência operacional, proteção ao jogador e segurança de pagamento, em um mercado brasileiro que começou a operar sob um marco totalmente regulamentado em 2026.
O principal indicador do tamanho do mercado é o GGR (Gross Gaming Revenue – Receita Bruta de Jogos), que corresponde à receita bruta das operadoras; ou seja, o valor total apostado menos os prêmios pagos aos jogadores.
Em 2025, o mercado brasileiro fechou com um GGR estimado em R$ 37 bilhões, valor que claramente supera as projeções iniciais, que apontavam em torno de R$ 31 bilhões. Essa diferença evidencia um desempenho acima da média já no primeiro ano de plena regulamentação.
Além da receita gerada pelas apostas, o impacto fiscal foi imediato. As 79 licenças concedidas, a um custo unitário de R$ 30 milhões, resultaram em R$ 2,5 bilhões pagos somente em taxas de licenciamento, aos quais foram adicionados R$ 95,5 milhões em taxas de fiscalização.
Em termos de impostos diretos, a Receita Federal arrecadou quase R$ 10 bilhões em 2025, com destaque para o mês de dezembro, responsável por R$ 1,1 bilhão desse total. Para um mercado que começou oficialmente em 1º de janeiro de 2025, os números falam por si.
Perfil dos 25 milhões de apostadores no Brasil
Ao longo de 2025, aproximadamente 25,2 milhões de brasileiros fizeram pelo menos uma aposta online em plataformas licenciadas, representando cerca de 11,8% da população. Esses jogadores foram atendidos por 79 operadoras legalizadas, em um ecossistema que rapidamente se tornou competitivo e altamente digital.
A distribuição por gênero revela predominância masculina, com 68,3% dos apostadores sendo homens, enquanto 31,7% são mulheres. Ainda assim, o público feminino já é significativo e confirma uma tendência de crescimento observada em outros mercados regulamentados, especialmente em apostas esportivas e jogos de cassino online mais casuais.
Em termos de idade, o mercado é claramente dominado por jovens adultos. A faixa etária de 31 a 40 anos representa 28,6% das apostas, seguida pelas faixas de 18 a 24 e de 25 a 30 anos, ambas com 22,7%.
No extremo oposto, os jogadores com mais de 61 anos representam apenas 2,7% do total. Esse perfil reflete a forte ligação do setor com a tecnologia, o uso de smartphones e a popularidade das apostas em futebol, com destaque para a Copa Libertadores.
Proteção ao jogador e mecanismos de autoexclusão
Um dos pilares do modelo regulamentado brasileiro é a proteção ao jogador, que recebeu um importante impulso em dezembro de 2025 com o lançamento da plataforma centralizada de autoexclusão, gerenciada pela SPA. Essa ferramenta permite que qualquer usuário solicite o bloqueio de acesso a todos os operadores licenciados, de forma simples e integrada.
Os dados iniciais são reveladores: mais de 217.000 pedidos de autoexclusão nos primeiros 40 dias de operação. O motivo mais frequente foi “perda de controle sobre o jogo – saúde mental”, e 73% dos pedidos foram por tempo indeterminado, demonstrando um uso consciente do mecanismo, e não apenas ocasional.
Como explicou indiretamente Regis Dudena, o órgão regulador agora dispõe de dados objetivos e centralizados sobre o setor, tanto em nível econômico quanto comportamental. Essas informações permitem a identificação de padrões de risco, ações preventivas e a coordenação de medidas com outros ministérios, reforçando a dimensão social da regulação e a prevenção do jogo problemático.
Mercado ilegal e desafios de regulação
Apesar do sucesso do mercado legal, o segmento ilegal ou “cinza” continua sendo um grande desafio, podendo representar até 50% do volume total de apostas no país. Para combater esse fenômeno, a SPA intensificou sua fiscalização ao longo de 2025.
Em parceria com a Anatel, mais de 23.000 sites offshore foram bloqueados. Simultaneamente, foram realizados 132 processos de monitoramento contra 133 empresas, dos quais 80 ainda estão em andamento. No setor financeiro, 54 instituições reportaram 1.255 incidentes envolvendo 1.687 indivíduos, resultando no encerramento de 550 contas bancárias associadas a fraudes.


