Polícia da Noruega investiga 2 jogadores do KFUM Oslo por fraude em apostas

Dois atletas do KFUM Oslo são investigados pela polícia norueguesa sob suspeita de fraude em apostas esportivas. As autoridades apuram se os jogadores provocaram cartões amarelos de forma deliberada em partidas oficiais para beneficiar apostadores. A operação policial aconteceu na quarta-feira (25/2).
O clube disputa a primeira divisão do futebol da Noruega. As investigações buscam esclarecer se houve manipulação de resultados através da aplicação intencional de cartões amarelos durante jogos oficiais. O esquema teria favorecido pessoas que apostaram nesses eventos específicos com conhecimento prévio das ações dos atletas.
A operação resultou na detenção de sete pessoas. Uma delas teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Os dois jogadores do KFUM Oslo estão entre os investigados.
Thor-Erik Stenberg, diretor-executivo do clube, confirmou ao jornal VG que dois atletas da equipe são suspeitos. “Este é, obviamente, um caso que levamos com a maior seriedade. Podemos confirmar que dois de nossos jogadores são suspeitos na investigação”, afirmou.
O jornal VG informou que “várias pessoas com ligação à elite do futebol norueguês” estão entre os alvos da investigação. A polícia não divulgou os nomes dos investigados nem das pessoas detidas.
As autoridades também não revelaram quais partidas teriam sido manipuladas ou o valor movimentado nas apostas fraudulentas. Não há informações sobre o envolvimento de outros clubes ou jogadores além dos dois atletas do KFUM Oslo.
Karl-Petter Løken, secretário-geral da Federação Norueguesa de Futebol, classificou o episódio como “um caso lamentável para os envolvidos e para todo o futebol norueguês”. Ele destacou que ninguém foi condenado até o momento.
Este não é o primeiro escândalo do tipo no país. Há nove anos, a Justiça condenou três pessoas à prisão por manipulação de resultados em jogos de 2012. Sete pessoas foram acusadas naquele caso.
As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e apurar a extensão do esquema. A Justiça norueguesa analisará as provas coletadas para decidir sobre acusações formais e eventuais julgamentos. Não há data definida para a conclusão dos trabalhos.


