Copa do Mundo de 2026 deve movimentar R$ 251 bi em apostas esportivas no mundo

Apostas I 03.06.26

Por: Magno José

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Torneio será disputado em EUA, Canadá e México com 48 seleções a partir de 11 de junho, segundo estimativa da Sportradar divulgada por executivo do setor

O mercado de apostas esportivas deve movimentar mais de US$ 50 bilhões (R$ 251,5 bilhões) durante a Copa do Mundo de 2026. A estimativa foi divulgada por Darren Small, vice-presidente da Sportradar. O torneio será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México a partir de 11 de junho, com 48 seleções participantes.

David Stevens, chefe de relações públicas da casa de apostas britânica Coral, afirmou: “Simplesmente pelo tamanho e alcance deste torneio, é garantido que será o maior evento de apostas da história”. A projeção representa crescimento em relação à Copa do Mundo de 2022, realizada no Qatar, segundo informações da Folha de S.Paulo com AFP.

Expansão do torneio impulsiona mercado

A Copa de 2026 terá 48 seleções, enquanto a edição anterior contou com 32 equipes. O formato ampliado proporciona mais partidas e aumenta as oportunidades de apostas. As empresas do setor de apostas esportivas são as principais beneficiadas pela movimentação financeira.

Apostadores de diferentes países participam do mercado. O público britânico, europeu e sul-americano se destaca entre os apostadores. A diversificação geográfica reduz o impacto financeiro de resultados específicos para as casas de apostas.

Apostas personalizadas ganham espaço

O perfil das apostas passou por transformação. Small identificou que os jogadores de futebol adquiriram “status de celebridade”, atraindo o interesse dos apostadores. O especialista afirmou: “Esperamos muito interesse nas apostas especiais sobre jogadores e no que chamamos de ‘bet builders‘ (construtores de apostas) ou opções de apostas personalizadas”.

Small detalhou: “Veremos muito mais interesse nesses tipos de apostas. Por exemplo, jogadores que marcam com o pé esquerdo, com o pé direito, número de passes, desarmes, qualquer coisa que seja estatística.”

O executivo explicou o funcionamento desse modelo: “E depois, a partir daí, os clientes constroem narrativas, como histórias do tipo: acho que esta partida será vencida pela equipe X, ambas as equipes marcarão, o jogador X fará gol de cabeça e haverá 15 escanteios”.

Stevens classificou as apostas personalizadas como “uma das áreas de crescimento mais rápido” do setor. Esse formato atende uma “nova base de clientes mais jovem” que busca “oportunidades de apostas mais dinâmicas”.

Argentina e França lideram preferências

Argentina e França ocupam as primeiras posições nas apostas mundiais para o título. A Inglaterra recebe volume considerável de apostas dos apostadores britânicos. Small revelou: “Na verdade, (para os apostadores britânicos) eles são os terceiros favoritos, atrás apenas da França e da Espanha, e se Thomas Tuchel (o técnico da Inglaterra) acabar com 60 anos de sofrimento, as casas de apostas terão de desembolsar um pagamento significativo”.

O especialista acrescentou: “No entanto, a natureza cada vez mais global do nosso negócio significa que uma vitória da Inglaterra não seria tão custosa quanto teria sido, digamos, há uma década”. A Inglaterra aguarda há 60 anos para conquistar seu segundo título mundial.

Na disputa pela artilharia do torneio, o francês Kylian Mbappé e o norueguês Erling Haaland concentram grande volume de apostas.

Apostas incomuns surpreendem especialistas

Small demonstrou surpresa com apostas registradas. O atacante neozelandês Ben Wayne aparece entre os dez potenciais artilheiros mais apostados. O especialista descreveu as apostas no jogador como “estranha” e “peculiar”, superando Chris Wood, do Nottingham Forest, principal estrela da seleção neozelandesa.

Small classificou algumas previsões como “Previsões estranhas”, referindo-se a apostas incomuns registradas no mercado antes do início da competição.

Horários dos jogos apresentam desafios

A realização do torneio em três países apresenta obstáculos para o setor. Small observou: “O único desafio que temos é, obviamente, a questão dos horários dos jogos do ponto de vista do público europeu”.

O executivo explicou: “Os jogos na Costa Oeste vão pressionar a competição; serão mais difíceis de acompanhar da Europa. Mas também temos uma região sul-americana muito ativa, com o Brasil e outros países”. Stevens compartilha a mesma avaliação sobre os problemas relacionados à distribuição geográfica das partidas.

Especulações sobre participação presidencial

Small especulou sobre a possibilidade de o presidente dos Estados Unidos participar das comemorações caso o país conquiste o título. As probabilidades para uma vitória dos Estados Unidos são de 40 para 1. Ele comentou: “Se os Estados Unidos desafiarem as probabilidades de 40 para 1 e levantarem a taça, espere probabilidades baixíssimas para saber se o presidente estará no meio das comemorações!”, disse ele, sorrindo.

As casas de apostas acompanharão o desenvolvimento das apostas conforme as partidas ocorrem. As apostas ao vivo durante os jogos representam uma modalidade em crescimento no setor.

 


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