Flávio Bolsonaro estuda proibir ou restringir bets após impacto de R$ 62 bi em famílias

Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, ainda não tem posição definida sobre a proibição total das casas de apostas on-line, as chamadas bets. A declaração foi feita nesta terça-feira (18/8) pelo candidato a vice-presidente da chapa, Alfredo Gaspar (PL-AL), em Brasília, e repercutiu no Metrópoles.
Gaspar afirmou que a equipe de campanha estuda desde novas restrições até o banimento completo do setor, sem que uma proposta fechada tenha sido definida. O tema envolve diretamente R$ 62 bilhões que, segundo o próprio Gaspar, teriam sido retirados de famílias brasileiras por causa das apostas, comprometendo gastos com alimentação, remédios e sustento.
“O presidente Flávio Bolsonaro ainda não tem uma posição definida sobre a proibição total, mas tem sobre a regulamentação ser revisitada e ser realmente uma regulamentação que proteja as famílias brasileiras”, declarou Gaspar.
O vice da chapa afirmou que o tamanho das mudanças dependerá do diagnóstico feito pela equipe. “Vai ser do tamanho que o Brasil precisa para a gente salvar as famílias brasileiras. Tem uma parte da equipe estudando a melhor forma de isso acontecer”, disse.
Posição pessoal mais dura
Gaspar deixou claro que, em caráter pessoal, defende medidas mais rígidas do que as que compõem, neste momento, o programa de governo de Flávio. Para ele, o setor está “completamente fora de controle” e exige uma resposta abrangente.
“Eu, pessoalmente, acho que nós temos que dar um freio de arrumação absoluto nisso. Não pode ser: ‘Ah, o Ministério proibiu três bets, cinco bets’. Não. Vamos fazer um plano focado ou na proibição além daquilo que hoje está completamente fora de controle, ou na proibição completa, como uma parte hoje pensa”, afirmou.
Crítica ao governo Lula
Gaspar também responsabilizou o governo Lula pela expansão das apostas no país. As apostas esportivas de quota fixa foram legalizadas em 2018, no governo Michel Temer, mas a regulamentação avançou em 2023, com a aprovação pelo Congresso de uma lei que estabeleceu regras para o setor e incluiu os jogos on-line. Desde janeiro de 2025, apenas empresas autorizadas pelo Ministério da Fazenda podem operar nacionalmente.
“Quem regulamentou a jogatina no Brasil tem nome e sobrenome: o governo do PT. Qual a consequência? R$ 62 bilhões retirados de quem precisa comprar comida, remédio, sustentar minimamente e de forma digna a família. Quem destruiu a saúde mental do brasileiro com a jogatina? A regulamentação feita pelo governo Lula”, declarou Gaspar.
As declarações foram feitas durante evento promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), em Brasília, onde Gaspar representou Flávio. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), também esteve presente. Flávio não compareceu por conflito de agenda; passou a manhã em Minas Gerais e desembarcou na capital federal por volta das 15h30, com outros três compromissos previstos para a tarde.


