Restrições a casas de apostas online podem ser editadas em 2026, sinaliza Durigan

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o reajuste de 15% no Bolsa Família não compromete a responsabilidade fiscal do governo. A declaração foi dada em entrevista ao UOL na manhã desta sexta-feira (18/9).
O ministro argumentou que o Orçamento de 2026 tem espaço para absorver o aumento. Para 2027, outros gastos poderiam ser revistos para viabilizar a despesa. Durigan não detalhou, porém, quais cortes ou ajustes seriam feitos para abrir essa margem.
Programa de renegociação de dívidas
Durigan também confirmou que o governo estuda um programa de redução do endividamento do consumidor. Pelo modelo em análise, o Tesouro Nacional compraria dívidas privadas com deságio, e o devedor poderia pagar ao governo parte do valor original. O ministro admitiu, no entanto, que a iniciativa não deve sair do papel em 2026. A proposta seria implementada apenas em caso de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministro foi convidado pelo UOL no início de setembro para falar como interlocutor econômico da campanha do PT.
Restrições às bets
Durigan sinalizou ainda que novas medidas para limitar a atuação das casas de apostas online podem ser editadas ainda em 2026. O foco seria proteger famílias do endividamento e da perda de renda, não ampliar a arrecadação do governo com o setor.
Entre as possibilidades em estudo estão restrições à publicidade e mudanças no design dos aplicativos. O ministro usou como exemplo a mecânica de apostas automatizadas: “Você aperta uma vez esse botão e vai jogar automaticamente 100 vezes”. Para Durigan, um apostador deveria tomar uma decisão a cada rodada, e não delegar centenas de jogadas a um único clique.
O ministro argumentou que o debate faz sentido para um país com renda per capita ainda baixa em comparação com outros países, onde esse tipo de jogo pode causar prejuízos relevantes às famílias.


