Loterias da CAIXA renovam patrocínio ao Comitê Paraolímpico Brasileiro.
Os atletas paraolímpicos, que desembarcaram de volta dos Jogos de Atenas na sexta-feira (1/10), foram recepcionados com grande festa oferecida pelas Loterias da CAIXA – patrocinadora oficial do Comitê Paraolímpico Brasileiro. Os atletas foram recebidos por representantes da instituição em diversas cidades do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Joinville, João Pessoa, Belo Horizonte, Cuiabá, Campo Grande e Natal.
Na capital paulista, 70 atletas da delegação brasileira foram recepcionados pelo presidente da CAIXA, Jorge Mattoso; pelo ministro de Esportes, Agnelo Queiroz; pelo governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin; pela prefeita de São Paulo, Marta Suplicy; e pelos secretários estadual e municipal de Esportes, Lars Grael e Julio Filgueiras, respectivamente.
Durante o evento, o presidente da CAIXA confirmou a renovação do patrocínio das Loterias da CAIXA ao Comitê Paraolímpico Brasileiro até os Jogos Parapanamericanos do Rio, em 2007. Segundo Mattoso, o patrocínio proporcionou maior visibilidade do esporte paraolímpico no Brasil e destacou o verdadeiro papel das loterias federais – o de contribuir para o desenvolvimento dos programas de cunho social no país. “A Caixa está muito feliz por ter contribuído para o sucesso dos atletas nas Paraolimpíadas de Atenas. Essa aposta das Loterias da CAIXA nos atletas paraolímpicos mostra que estávamos no caminho certo ao escolhermos esse segmento do esporte para apoiar e aliar nossa marca”, disse Mattoso.
Na ocasião, o presidente do CPB, Vital Severino Neto, agradeceu o apoio recebido pelas Loterias da CAIXA, “que deram suporte tão importante para o CPB preparar e levar a equipe a Atenas e proporcionaram, por meio da mídia, uma maior visibilidade do paradesporto”. Para Vital, essa acolhida a delegação paraolímpica, proporcionada em grande parte pelo apoio recebido da CAIXA, era algo inimaginável até pouco tempo atrás.
Depois da recepção no aeroporto de Cumbica (SP), os atletas brasileiros participaram de um desfile em carro aberto. A delegação seguiu para o Palácio dos Bandeirantes onde foi recebida pelo governador Geraldo Alckmin. Neste evento, a CAIXA foi representada pelo vice-presidente de Transferência de Benefícios, Carlos Borges.
Além do patrocínio das Loterias da CAIXA, o CPB pode contar com os repasses sociais por meio da Lei Agnelo/Piva, que destina 2% da arrecadação das loterias federais ao esporte olímpico e paraolímpico. Desde que a lei foi sancionada, em julho de 2001, o CPB já recebeu mais de R$ 31 milhões – recursos que ajudaram o comitê a fazer das Paraolimpíadas de Atenas a melhor campanha de sua história.
No Rio de Janeiro, 31 atletas paraolímpicos, entre eles muitos medalhistas, participaram de carreata pelas ruas da cidade. Eles saíram do Aeroporto Internacional Tom Jobim e seguiram pelas avenidas do centro da capital com destino ao Posto 6, em Copacabana.
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Pressão por resultados transforma-se em alívio após Atenas.Quando a delegação brasileira paraolímpica voltou dos Jogos de Sydney, em 2000, com 22 medalhas, não havia nenhuma badalação no aeroporto ou insistentes pedidos de autógrafos e entrevistas. O que mais se falava era sobre o fracasso dos atletas olímpicos, que não tinham trazido da Austrália nenhum ouro.A sexta-feira, dia em que desembarcaram os paraolímpicos brasileiros vindos de Atenas, foi bastante diferente. O que indica, segundo dois campeões na Grécia, que a pressão por resultados desta vez era maior, principalmente pelo maior apoio financeiro que receberam.
O Brasil conquistou na Paraolimpíada de Atenas um total de 33 medalhas, sendo 14 de ouro, 12 de prata e 7 de bronze.
O nadador Clodoaldo Silva, campeão paraolímpico em seis provas na Grécia, também se disse aliviado com as vitórias após o fim das competições. "Dessa vez nós não fomos só para competir. Nós tínhamos de ganhar para retribuir o investimento que fizeram", afirmou.
Queiroz e Jorge Mattoso, presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), a principal patrocinadora do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), negaram que houvesse pressão por resultados.
Para eles, as conquistas viriam naturalmente por meio de um trabalho de longo prazo, com base nos recursos destinados pela lei Agnelo/Piva, que destina dois por cento das loterias federais ao Comitê Olímpico Brasileiro (85 por cento) e ao CPB (15 por cento).
"Sabíamos que eles iriam bem, mas não existiu nenhuma meta nesse sentido. E se existisse, eu diria que os resultados teriam superado qualquer expectativa", disse Mattoso, que estuda a possibilidade de assinar contratos individuais com atletas paraolímpicos, além daquele já firmado com o CPB.
O ministro compartilhou a avaliação do presidente da CEF. "Depois de Sydney, sabíamos que era necessário manter os recursos destinados aos atletas paraolímpicos. O sucesso em Atenas só prova que o esporte paraolímpico está consolidado no Brasil, que hoje compete de igual para igual com países de primeiro mundo e inclui socialmente essa importante parcela da população", afirmou.Reuters


