Pastor Silas Malafaia fala bingos e loteria: “Jogo de azar não é para quem segue Jesus”

Blog do Editor I 26.12.13

Por: sync

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Os chamados jogos de azar são vistos por boa parte da população como uma oportunidade de ganhar dinheiro de forma rápida e simples. Como são apostas, esses jogos são vistos no meio evangélico como pecado.

O pastor Silas Malafaia, líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), escreveu sobre o tema e orientou que não se pratique os tais jogos: “Longe de ser uma brincadeira inocente, os jogos de azar — legalizados ou não — estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas. Assim jogar em bingos, sejam eles beneficentes ou não, na loteria, no bicho, tem se tornado uma prática comum nos últimos anos, a ponto de tornar-se um vício que domina aqueles que estão fascinados pela ideia de apostar pouco e ganhar muito”, alertou.

“Jogo de azar não é para quem segue Jesus. Quem joga quer algo fora da normalidade do trabalho e do verdadeiro cristianismo. Mesmo jogando com moderação e somente de vez em quando, é um desperdício de dinheiro. Além de tudo isso, as chances de ganhar são mínimas. Na Megasena, por exemplo, o jogador precisa marcar seis números em 60. Segundo cálculos estatísticos, ele teria de jogar 36.045.979.200 vezes para ganhar a bolada”, exemplificou.

Silas Malafaia diz que a orientação contra os jogos de azar se baseia na mensagem bíblica: “As Sagradas Escrituras, porém, encorajam-nos a ficarmos longe das tentativas de enriquecimento fácil. Observe o alerta em Provérbios 13.11: ‘A fazenda que procede da vaidade diminuirá, mas quem a ajunta pelo trabalho terá aumento’. O texto de Hebreus 13.5 complementa: ‘Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei’”, ilustrou.

“Apesar das dificuldades financeiras enfrentadas no dia-a-dia, não podemos colocar nossa esperança no dinheiro. Deus é soberano e proverá as necessidades da Igreja por caminhos honestos”, incentivou o pastor. (Portel Noticias Gospel)

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Comento: Jogo não é pecado, pois vem antes da religião

O jogo é anterior a religião e a cultura, portanto jogar e apostar faz parte de uma terapia, além disso, não é uma atividade pecaminosa. A paixão por jogos é tão antiga que talvez remonte à pré-história da humanidade. Nas milhares de páginas da Bíblia não existe uma linha que condene a prática do jogo, até mesmo nos sete pecados capitais o jogo não está incluído. A Bíblia registra, em passagens de seus livros mais antigos, o uso de sortes indicando fortuna e desgraça.

O Livro dos Números (quarto livro da Bíblia, vem depois do livro de Levítico e antes de Deuteronômio) conta que, após realizar o censo dos israelitas, Moisés dividiu entre o povo as terras que existiam a oeste do Rio Jordão, de acordo com o número de letras de seus nomes. Os jogos de sorte e de azar remontam a mais de dois milênios atrás. Já os antigos sumérios, considerada a civilização mais antiga da humanidade, tinham os seus jogos a dinheiro, onde a sorte era o fator principal.

Outros povos da Antiguidade, como os egípcios, romanos e os chineses, também estão entre os pioneiros em loterias. Os primeiros embriões das loterias com prêmios em dinheiro, entretanto, teriam surgido em Roma, na Idade Média e se difundido pela Europa. Nesse período existiam as chamadas "Urnas da Fortuna", que consistiam em caixas de madeira colocadas em estabelecimentos comerciais, cheias de bilhetes dobrados onde estavam escritos os nomes de produtos comercializados no local. O cliente retirava um bilhete e recebia seu prêmio. Com as viagens marítimas os jogos e os sorteios chegariam a novos continentes.

Na época da antiga Roma, apareceram os primeiros dados, e os jogos de cartas surgiram no século IX na China, aparecendo apenas alguns séculos mais tarde na Europa. Como vêm, os jogos de sorte e de azar quase que segue a história civilizacional do Homem.
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