Um dos presos da Operação Necator tinha lotérica

Blog do Editor I 31.10.13

Por: sync

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Quatro auditores fiscais da prefeitura de São Paulo na gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) foram presos na manhã desta quarta-feira na operação Necator montada pelo Ministério Público Estadual e a Controladoria Geral do Município (CGM), com ajuda da Polícia Civil de São Paulo, para desbaratar um esquema de corrupção que pode ter causado prejuízo de pelo menos R$ 200 milhões aos cofres públicos somente nos últimos três anos.

A ação também bloqueou cerca de R$ 80 milhões em bens dos presos, entre eles, apartamentos, flats, prédios, barcos e automóveis de luxo, uma pousada em Visconde de Mauá, no Rio de Janeiro e até uma lotérica. Grande quantidade de dinheiro e joias foi apreendida, mas os promotores não souberam precisar os valores confiscados.

Esquema Federal

A colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo revela que a CGM (Controladoria-Geral do Município), que iniciou as investigações sobre esquema de fraude que pode ter causado um rombo de até R$ 500 milhões na Prefeitura de SP, acionou autoridades de Brasília para compartilhar informações. O órgão detectou que lotéricas podem ter sido usadas pelos acusados para supostamente esconder dinheiro de corrupção.

Cartilha

Ao contrário de outros escândalos, em que bilhetes "premiados" justificaram a entrada de alta quantia de dinheiro em declarações de patrimônio, desta vez a utilidade das lotéricas não está clara. Uma das hipóteses é que elas funcionavam como bancos para descontar cheques de propinas. A CGM acionou o Coaf, órgão de inteligência financeira do governo federal, para estudar o que pode ser um novo "modus operandi" de corrupção.

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