Paulo Guedes “ameaça” acabar com patrocínio da Caixa no futebol

Blog do Editor I 09.01.19

Por: Magno José

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Paulo Guedes fala em gastar melhor a verba da Caixa, em vez de patrocinar times

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira (7) que todas as operações da Caixa seguirão critérios técnicos e não será tolerada a compra de influência por “piratas privados”. “Às vezes, é possível fazer coisas cem vezes melhores com menos recursos do que gastar com publicidade em times de futebol”,

Ele não deu mais detalhes se o governo Bolsonaro pretende encerrar os patrocínios que teve em vários times do Brasil, como Flamengo, na temporada passada. A afirmação foi feita na posse do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.

A verba de publicidade é uma das principais fontes de receita dos times. A negociação com a Caixa já está difícil e ameaça os clubes.

Funcionários que denunciam corrupção têm de ser premiados

Guedes declarou que casos de corrupção não serão tolerados na gestão das empresas públicas.

“Quem descobria algo errado tinha que abafar para não ter problemas. No nosso sistema, quem sinalizar onde tem fumaça antes de virar fogo tem que ser premiado. Vamos inverter essa lógica. Vamos ter ajuda do TCU [Tribunal de Contas da União] e dos demais órgãos de controle nesse processo”, disse. (UOL Economia)

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Decisão da Caixa de investir em clubes de futebol nem sempre foi ‘técnica’

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, por exemplo, articulou para que o seu Botafogo tivesse o apoio da Caixa

O ministro Paulo Guedes admitiu, como se sabe, que a Caixa pode deixar de patrocinar clubes de futebol — algo como R$ 153 milhões para 24 times da primeira e da segunda divisão.

A decisão de investir neste ou naquele clube nem sempre foi técnica — foi uma maneira de o governo atender a pleitos de políticos preocupados em salvar as finanças de algumas agremiações.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, por exemplo, articulou para que o seu Botafogo tivesse o apoio da Caixa. Coisa de R$ 10 milhões por ano. Já a bancada política de Alagoas trabalhou para que os dois principais clubes alagoanos, CSA e CRB, tivessem cada um R$ 1,5 milhão por ano. E por aí vai.

Pedro Trengrouse, professor em gestão esportiva da FGV, acha que a “Caixadepenência” é ruim, tanto para o futebol brasileiro quanto para a Caixa.

— A política de patrocínios de uma empresa deve ter parâmetros claros de eficiência em vez de ser dirigida politicamente. Os clubes, por outro lado, não podem se acomodar com esse tipo de ‘paitrocínio’. (Ancelmo Gois – O Globo)


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