Análise: Mais um lotérico perde a vida pela Caixa

Mais um lotérico perde a vida levando malote com dinheiro da Caixa para ser depositado em uma agência do banco. O problema é que o ‘Adicional Segurança’ pago pela Caixa para os custos com o carro-forte é muito baixo e, por questões de economia, o empresário se arrisca para levar o malote na agência bancária.
Infelizmente, estes empresários tem sido vítimas da insegurança, desequilíbrio econômico-financeiro, sistema instável e precário, descaso e relacionamento difícil com o órgão permitente – mesmo assim, são chamados de parceiros pela Caixa.
Diariamente lutam, literalmente, pelo seu negócio e pela própria vida, o BNL se solidariza com a família e com os lotéricos.
Fica a pergunta
Quantos empresários terão que perder a vida para que a Caixa resolva definitivamente o problema dos carros fortes e segurança nas lotéricas?
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Como funciona o ‘Adicional Segurança’
O Empresário Lotérico contrata uma Empresa de Transporte de Valores para que, sob certas condições, ela faça a coleta diariamente de valores a serem transportados para a CAIXA. Os custos deste serviço são compartilhados entre lotérica e Caixa.
Para cada região há uma empresa responsável por estas coletas e o contrato feito com cada uma delas estabelece o custo mensal deste tipo de serviço.
A CAIXA ressarce parte desta despesa assumida pela Lotérica. Este ressarcimento é feito através do “Adicional de Segurança” que é pago pela CAIXA no dia 2 de cada mês.
A CAIXA paga um valor que corresponde à soma de uma parte fixa com outra parte variável.
Parte Fixa: É denominada “Piso” ou “Parcela Fixa”. O valor pago é de R$ 1.960,00 desde Julho/2017.
Parte Variável: É também chamada de ‘Parcela Ad Valorem’ (conforme o valor). Esta parcela varia de acordo com o montante transportado no mês. Em Julho/2017 passou de 0,020% para 0,028% sobre o total movimentado.
Febralot defende mudanças
Na última reunião entre a Febralot e a Caixa, a GERPA informou sobre as alterações no sistema de ‘Adicional de Segurança’ previstas para ser implantadas em janeiro. Foram anunciadas duas mudanças. A primeira com relação ao ‘Ad Valorem’, que passaria a ser calculado o repasse não mais através dos valores de entrada nas lotéricas, mas sim pela diferença entre créditos e débitos.
A segunda que o valor fixo de R$ 1.960,00 pagos atualmente seria alterado por um valor por coleta efetiva criando assim um processo mais justo onde o lotérico estaria recebendo valores pelo efetivo uso do transporte de valores.
Segundo a Febralot, a “GERPA esclareceu que devido às alterações na administração do banco estas mudanças ainda não foram submetidas ao conselho administrativo, portanto, ainda não estão aptas a serem implantadas”.


