Estudo sobre o IRs pode ter sido um ‘biombo legal’

Blog do Editor I 08.04.19

Por: Magno José

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O ex-governador Rio de Janeiro, Sérgio Cabral disse ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) que um dos esquemas que ainda não foi descoberto pelos investigadores é sobre um estudo “encomendado” a Fundação Getúlio Vargas (FGV) durante a licitação das linhas intermunicipais de ônibus no Rio de Janeiro. Cabral disse que um setor da FGV funcionava como “biombo legal”, embora seja uma “instituição séria” na opinião dele, para dar aparência de legalidade a falcatruas. Ele atribuiu a irregularidade à FGV Consultoria.

Inclusive, o Ministério Público do Rio abriu um inquérito para investigar contratos da Fundação Getúlio Vargas na gestão do ex-governador Sérgio Cabral. Há suspeita de que acordo de cooperação com o Estado do Rio serviu para encobrir pagamento de propina.

FGV nega

Em nota, a FGV disse: “A FGV não teve conhecimento ou acesso a qualquer depoimento do ex-governador Sérgio Cabral, porventura prestado nessa data e, tão logo seja cientificada a respeito, adotará as providências cabíveis para preservação de sua imagem e defesa de sua trajetória, que tanto tem contribuído para o desenvolvimento do Brasil ao longo dos últimos 74 anos, a ponto de ser atualmente, a mais respeitada instituição educacional da América Latina. Sua atuação, bem como de seus membros, sempre foi pautada pelo respeito a ética, à legalidade e ao interesse público, sendo abominável e atentatório ao próprio País a tentativa de macular a história de uma instituição que está entre as dez mais conceituadas do mundo em seu segmento de atividade”.

Estudo de professor da FGV para Las Vegas Sands

Apenas para refrescar a memória dos nossos assinantes, em fevereiro do ano passado o vice-presidente de relações governamentais do Las Vegas Sands Corporation, Andy Abboud esteve em Brasília acompanhado de uma comitiva de brasileiros formada por Fabio Lowenthal (Lowenthal Advogados), Henry Lowenthal (GR8 Capital Consultoria Empresarial), Camila Barbosa (Government Affairs Manager do Prospectiva Consulting) e Samuel Pessoa (economista e professor da Fundação Getúlio Vargas – FGV). Na oportunidade, foi entregue aos representantes do Ministério da Fazenda e ao presidente da Câmara dos Deputados um estudo defendendo que o melhor modelo para o Brasil é a legalização exclusiva dos cassinos-resorts integrados e que a legalização das outras modalidades poderá atrapalhar os investimentos das grandes corporações.

Comento: eu desconfio de todos…

Até onde vai a credibilidade deste estudo apresentado pelo Las Vegas Sands as autoridades brasileiras para defender o modelo de cassinos-resorts integrados depois das denúncias do ex-governador Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que um setor da FGV funcionava como “biombo legal”.

Até onde este estudo é um “biombo legal”?

Eu continuo desconfiando de todos…

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