Reflexões sobre a omissão da cidade do ganhador da Mega-Sena

Blog do Editor I 16.05.19

Por: Magno José

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Marcelo Gomes de Araújo é empresário lotérico desde 1969 e já foi presidente do SINCOEMG

Nos últimos dias, o BNL recebeu várias manifestações críticas sobre a omissão da Caixa em divulgar a origem da aposta vencedora do prêmio de R$ 289 milhões da Mega-Sena sorteada no último sábado (11).

O empresário lotérico e ex-presidente do Sindicato dos Lotéricos de Minas Gerais – SINCOEMG, Marcelo Araújo faz uma oportuna reflexão sobre o fato:

“Já há alguns meses que tenho questionado o pessoal da Febralot sobre a venda de apostas online direto ao consumidor pela Caixa.

As razões são simples, todos nós sabemos que qualquer jogo tem a sua credibilidade no seu sorteio e isto é a razão direta de sucesso ou não. Se houver, em qualquer momento, desconfiança em relação ao sorteio, o jogo perde sua maior variável de sucesso que é sua CREDIBILIDADE!

Na relação de quem promove o jogo ou o administra tem um fator que é primordial para a credibilidade. Quem faz o sorteio não pode e não deve vender o produto diretamente ao apostador. Isto é básico e várias loterias no mundo assim procedem.

No Brasil tudo é possível. Até uma atividade comercial ser explorada por órgão público, concorrendo deslealmente com o privado, não respeitando e atropelando a todos. O correto seria um sistema que seria explorado por cada casa lotérica que assim se habilitasse para tal serviço de venda online.

Aqui a Caixa e seus funcionários são inimigos dos empresários, querem e clamam pelo desaparecimento da rede lotérica, mas apesar dos altíssimos salários, não conseguiram por não terem competência para fazer o que os lotéricos fazem.

O sistema poderia ser como os aplicativos de estacionamento, que passam por um credenciamento e aqueles que quiserem poderiam ser então verdadeiros pontos de venda espalhados pelo Brasil.

Defendo também que seja proposto para a Caixa pela Febralot a oportunidade de cada lotérico investir no autosserviço através de investimento em terminais compatíveis com a plataforma de jogos e serviços da Caixa, permitindo que cada empresário desenvolvesse seu negócio com atendimento self-service. Assim o lotérico teria mais liberdade para crescer e não ficar preso a estes serviços arcaicos prestados pela Caixa e os fornecedores escolhidos pelo banco.

Mas por favor reflitam: se perdermos a credibilidade, vamos consequentemente perder o jogo todo!”

Marcelo Gomes de Araújo

Lotérico desde 1969

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