Mais de 21 mil postos de venda de loterias fechados nas Filipinas

Blog do Editor I 29.07.19

Por: Magno José

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Foram fechados mais de 21 mil pontos de venda de loterias no país, depois de o Presidente Rodrigo Duterte ter proibido por suspeitas de corrupção na agência estatal reguladora da atividade

Na sexta-feira, Rodrigo Duterte ordenou o “encerramento imediato” das instalações operadas pela Agência de Sorteios das Filipinas (PCSO, na sigla inglesa), que o Presidente acusou de “corrupção maciça”.

“Não cumprirei nenhuma ordem de nenhum tribunal que nos impeça (…) de abrir uma investigação sobre a corrupção maciça no PCSO”, afirmou Duterte, ao anunciar a controversa decisão.

Na sequência do anúncio, vários estabelecimentos fecharam portas durante o fim de semana, enquanto o chefe da polícia filipina, Oscar Albayalde, apelou no domingo à noite para que todos os outros suspendessem voluntariamente as atividades antes desta segunda-feira.

Em março, Duterte demitiu o líder da PCSO, Alexander Balutan, por alegada corrupção, à luz de uma investigação do Congresso.

A atual diretora, Royina Garma, já disse que vai cumprir a ordem presidencial, mas pediu a Durterte que reconsiderasse a decisão, alegando que a loteria gera “receitas enormes que têm sido usadas para programas de saúde pública e atividades beneficentes”.

Em 2018, a PCSO, agência inaugurada em 1954, obteve um recorde de receitas no valor de 63,5 bilhões de pesos (mais de 1 bilhão de euros), mais 20% do que no ano anterior.

A loteria estatal foi lançada em meados da década de 2000, para erradicar um jogo ilegal popular entre a classe trabalhadora, conhecido como “jueteng”, cujos lucros foram largamente usados para subornar a polícia e políticos.

No primeiro ano, gerou mais de três bilhões de pesos (cerca de 53 milhões de euros) e 62.500 empregos legais para os trabalhadores pobres que viviam do “jueteng”. (Porto Canal e Notícias ao Minuto com Lusa)

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