A importância das loterias para o esporte olímpico

Blog do Editor I 15.08.19

Por: Magno José

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A senadora Leila Barros, presidente da subcomissão que busca mecanismos para apoiar a formação de atletas, que incentiva o aparecimento de esportistas de alto rendimento

Os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, encerrados neste domingo, garantiu a delegação brasileira um recorde de medalhas com 55 ouros, 45 pratas e 71 bronzes, atrás apenas dos Estados Unidos, repetindo o ocorrido em 1963, no Pan de São Paulo.

Faltando menos de um ano para a Olimpíada de Tóquio-2020, que começará no dia 24 de julho de 2020, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) não divulga meta de medalhas.

O principal motor financeiro do esporte olímpico brasileiro são as verbas oriundas das loterias federais por meio da Lei Piva. Este ano, a previsão de arrecadação do comitê, que repassa parte do dinheiro às confederações, chega a R$ 250 milhões.

Senado também debate verbas das loterias

Além da audiência pública realizada pela Comissão dos Esportes da Câmara dos Deputados, a Subcomissão Permanente sobre Esporte, Educação Física e Formação de Categorias de Base do Senado Federal também reuniu-se nesta quarta-feira (14) para discutir em audiência pública as novas diretrizes do desporto nacional através do Plano Nacional de Esporte.

Na abertura da audiência, a senadora Leila Barros (PSB-DF), presidente da subcomissão, afirmou que o número recorde de medalhas do Brasil nos Pan-Americanos resulta das políticas públicas de apoio ao esporte.

Durante o encontro o diretor-geral do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Rogério Sampaio classificou a Bolsa-Atleta (Lei 10.891, de 2004) como fundamental para a obtenção de resultados positivos, disse que o COB examinará o texto do Plano Nacional do Esporte para dar suas contribuições. Ele também lamentou as restrições — atribuídas por ele ao Comitê Olímpico Internacional — para a busca de patrocínios pelo COB. Ele reconheceu que o financiamento pelas loterias é fundamental para a execução de projetos olímpicos.

Redução do payout

Com frequência, deputados e senadores usam os percentuais das loterias como fonte de receita de novos projetos sociais, comprometendo os planos de premiações das loterias.

Apesar do esforço da SECAP em unificar a legislação das loterias através da Lei nº 13.756 e defender a melhoria do payout das loterias da União, os parlamentares vão continuar ‘beliscando’ os percentuais dos prêmios das loterias operadas pela Caixa.

Além da canibalização do payout, existe falta de coragem do parlamento em criar um marco regulatório para os jogos no Brasil e usar parte destes recursos para o esporte nacional.

Fica o registro.

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