AMIG questiona presidente por críticas ao setor de apostas em evento do Dia da Mulher

A AMIG – Associação de Mulheres da Indústria do Gaming divulgou nota oficial neste domingo (8/3) em resposta ao discurso do presidente da República. As declarações foram feitas neste sábado (7/3), véspera do Dia Internacional das Mulheres, durante pronunciamento em rede nacional pela TV e rádio.
A entidade recebeu com surpresa as críticas ao setor de jogos e apostas. A associação reúne mais de 1.400 profissionais que atuam em áreas como tecnologia, compliance, jurídico, marketing, pagamentos, integridade esportiva e governança corporativa.
Presença feminina no setor
O levantamento mais recente da AMIG indica que mulheres ocupam posições estratégicas em todas as etapas da cadeia produtiva da indústria. As profissionais contribuem para o desenvolvimento de um ecossistema profissionalizado, seguro e alinhado às melhores práticas internacionais.
A associação destacou que o setor se desenvolve de forma lícita e regulada. A indústria contribui para avanços tecnológicos, aperfeiçoamento de práticas publicitárias, investimentos no esporte e fortalecimento das políticas de jogo responsável.
Impacto econômico
Os operadores recolheram R$ 4,5 bilhões em destinações específicas no último ano. Os recursos retornam à sociedade por meio de políticas públicas.
Além disso, Receita Federal informou em janeiro que as empresas de apostas online recolheram aproximadamente R$ 9,95 bilhões em 2025. Esse dado se refere aos valores arrecadados pela Receita, incluindo tributos federais como o IRPJ, CSLL, PIS/Cofins e Contribuição Previdenciária, além dos 12% das destinações legais previstas na Lei nº 13.756/2018.
A AMIG afirmou na nota que o presidente revela desconhecimento sobre um mercado que gera emprego, renda e receita ao próprio governo. A entidade destacou que boa parte desse resultado é fruto do trabalho de mulheres que construíram carreiras em um setor recente.
A associação mencionou o potencial da indústria para se tornar um dos três maiores mercados regulados do mundo. O crescimento deve considerar a promoção da igualdade de gênero e o fortalecimento da presença feminina em posições estratégicas.
Posicionamento da entidade
A AMIG criticou o uso de um momento de exaltação das mulheres brasileiras para ameaçar uma medida que pode ter impacto direto em profissionais trabalhadoras. A entidade declarou que essas mulheres sustentam suas famílias de maneira ética e digna.
A associação reafirmou seu compromisso de respeitar, valorizar, incentivar e ampliar a participação de mulheres qualificadas nos espaços de liderança, decisão e inovação dentro da indústria. A AMIG manifestou que esse continuará sendo seu objetivo principal nos próximos anos.
A entidade concluiu afirmando que o crescimento do setor de jogos e apostas no Brasil também é uma história construída por mulheres que ajudam a edificá-lo todos os dias.
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Nota da AMIG
A AMIG – Associação de Mulheres da Indústria do Gaming recebeu com surpresa e preocupação o discurso do Presidente da República em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, data de extrema importância que simboliza a luta histórica por igualdade de direitos, condições de trabalho dignas e contra o machismo e a violência.
Para a AMIG, esta data não é apenas simbólica – é um lembrete permanente da responsabilidade coletiva de transformar estruturas, ampliar oportunidades e garantir que mulheres ocupem espaços de liderança e tomada de decisão em todos os setores da sociedade, incluindo na indústria de jogos e apostas brasileira.
Ao criticar o setor, o Presidente revela desconhecimento sobre um mercado que gera emprego, renda e receita ao próprio Governo. E, mais importante: emprega e valoriza a liderança feminina.
Hoje, a AMIG reúne mais de 1.400 associadas, mulheres que atuam diariamente na construção de um setor de jogos e apostas no Brasil ético, responsável, inovador e economicamente relevante. São profissionais que ocupam posições estratégicas em áreas como tecnologia, compliance, jurídico, marketing, pagamentos, integridade esportiva e governança corporativa.
Segundo o mais recente levantamento da AMIG, mulheres estão presentes em todas as etapas da cadeia produtiva da indústria, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de um ecossistema cada vez mais profissionalizado, seguro e alinhado às melhores práticas internacionais.
A AMIG representa, portanto, uma parcela significativa da indústria de jogos e apostas no Brasil – um setor que vem se desenvolvendo de forma lícita, regulada e responsável, contribuindo para avanços tecnológicos, aperfeiçoamento de práticas publicitárias, investimentos no esporte e fortalecimento das políticas de jogo responsável.
Esse impacto também se reflete na economia. Apenas no último ano, foram arrecadados 4.5 bilhões de reais em destinações específicas pagas pelos operadores, recursos que retornam à sociedade por meio de diversas políticas públicas.
Boa parte disso, vale frisar, fruto do trabalho diário e dedicado de mulheres que vieram do zero, em um setor que sequer existia anos atrás.
Um setor com esse nível de impacto econômico e social – e com potencial para se tornar um dos três maiores mercados regulados do mundo – não pode avançar sem ser levado a sério e sem considerar a promoção da igualdade de gênero e o fortalecimento da presença feminina em posições estratégicas.
Esse continuará sendo o compromisso central da AMIG: respeitar, valorizar, incentivar e ampliar a participação de mulheres altamente qualificadas nos espaços de liderança, decisão e inovação dentro da indústria.
Aproveitar-se de um momento que deve ser de exaltação das mulheres brasileiras para ameaçar uma medida que pode ter impacto direto em mulheres trabalhadoras e que sustentam sua família de maneira ética e digna não pode ser aceitável em nenhuma hipótese ou cenário.
Nesse Dia Internacional da Mulher, a AMIG deseja que o futuro do setor de jogos e apostas no Brasil também passe pela valorização da liderança, da competência e da visão transformadora das mulheres que ajudam a construí-lo todos os dias. O crescimento do setor de jogos e apostas no Brasil também é uma história construída por mulheres.

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