Após 18 anos, Las Vegas volta a aceitar apostas em Jogos Olímpicos

Uma das maiores paixões nacionais nos Estados Unidos, o basquete deve ser o esporte com mais procura

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Uma excelente novidade para aqueles que gostam, praticam e acompanham o mundo das apostas. Após 18 anos sem autorizar qualquer tipo de investimento em jogos olímpicos, a cidade de Las Vegas, templo das apostas, decidiu abrir seu mercado para os interessados em colocar suas fichas nos atletas que estão disputando medalhas no Rio de Janeiro durante este mês de agosto.
Em fevereiro de 2015, o Conselho de Controle de Apostas de Nevada acabou autorizando a prática de apostas para os jogos de verão das olimpíadas, o que fará da edição do Rio a primeira dos anos 2000 em diante a estar apta a receber investimentos nas casas de Vegas. A última vez que se pôde fazer isso foi durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Nagano, no Japão, em 1998.
“Será interessante ver o quanto de negócios faremos com isso. Estou com a sensação de que será bastante. Estou empolgado. Acho que faremos algo bem notável e poderemos atingir uma nova dimensão para o mundo das apostas esportivas. Isso globaliza a legitimidade do que nós fazemos”, afirmou Nick Bogdanovich, diretor de apostas de esporte da empresa britânica William Hill, durante o anúncio da novidade.
Basquete deve receber atenção especial
Uma das maiores paixões nacionais nos Estados Unidos, o basquete deve ser o esporte com mais procura nas casas de apostas de Las Vegas. Afinal, os vencedores tanto no masculino quanto no feminino são praticamente barbadas e a medalha de ouro deve acabar ficando mesmo com os atletas norte-americanos.
As equipes dos Estados Unidos começaram estes jogos novamente como amplas favoritas a levar medalha de ouro tanto no feminino quanto no masculino. De acordo com o site de estatísticas ‘
OddsShark.com/br’, o triunfo do ‘Dream Team’ masculino é tão esperado que, se realmente for confirmado, o apostador levará apenas seis centavos de lucro por real apostado. Ou seja, uma margem baixíssima de retorno. Já entre as mulheres, essa margem é levemente maior e seu lucro pode aumentar em dois centavos, chegando a oito por real apostado.
Para quem quiser se arriscar um pouco mais é possível também investir no vencedor de cada grupo antes da fase final. O Grupo B masculino de basquete, por exemplo, tem a Espanha como principal favorita, mas ainda assim ela paga R$ 1,74 a cada real apostado. Já o Brasil, dono da casa e que estreou com derrota para Lituânia, tem margem de R$ 5,25.
Em Barcelona, 1992, os astros da NBA foram incorporados ao basquete olímpico. Desde então, os americanos só não venceram na edição de 2004, em Atenas, quando a geração dourada da Argentina assombrou o mundo ao conquistar o ouro. No feminino o domínio é maior ainda: desde 1984, em Los Angeles (EUA), as norte-americanas só não conquistaram o primeiro lugar em Barcelona, quando a Seleção Unificada (composta por estados independentes que pertenciam à União Soviética) triunfou e levou o ouro.
Das quadras para os gramados com as meninas
Outra modalidade que deve chamar bastante a atenção dos apostadores da cidade de Las Vegas é o futebol. Nada de futebol americano, e sim o nosso futebol mesmo, o ‘soccer’. Mas também não pensem que eles estão loucos para ver Neymar e cia em ação. Quem faz os olhos dos habitantes da terra do Tio Sam brilharem são as meninas do país.
No futebol feminino, não tem para ninguém. Presente nos jogos olímpicos desde 1996, a modalidade premiou quatro vezes os Estados Unidos e uma a Noruega. Por conta disso, o time que tem a goleira Hope Solo como uma de duas principais estrelas entra em campo como favorita a mais uma medalha de ouro. Ainda segundo o site ‘
OddsShark.com/br’, a vitória da equipe americana está pagando R$ 2,45 por cada real apostado.
Já o Brasil, que começou extremamente bem com duas ótimas vitórias (3 a 0 diante da China e 5 a 1 contra a Suécia), não figura entre os mais cotados à medalha de ouro e pode até ser um bom investimento. O triunfo de Marta, Cristiane, Formiga e cia rende R$ 7,50 a cada real apostado, uma margem considerada razoável.
O histórico do Brasil é que não conta muito a favor. Apesar de contar com a atleta cinco vezes eleita melhor do mundo pela FIFA, a seleção brasileira nunca venceu uma Olimpíada ou um mundial de futebol feminino. Nos jogos, o máximo a conseguir foram duas medalhas de prata, em Atenas-2004 e Pequim-2008. Adivinha para quem foram as derrotas na final? Sim, para as norte-americanas. (
Agência Futebol Interior)
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