Aposta online é 7 vezes maior que a bolsa brasileira, diz Anbima

Apostas I 01.05.24

Por: Magno José

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Enquanto aproximadamente 22,4 milhões de brasileiros, ou 14% da população, participaram de apostas online, apenas 2% da população investiu em ações, 5% em títulos privados e 2% em títulos públicos

O famoso jogo do tigrinho, e outras plataformas também conhecidas como bets, dominou o mercado de apostas online em 2023, diz Anbima. Prova disso é o fato de que, segundo a sétima edição do Raio X do investidor da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), a participação nas plataformas é sete vezes maior que na B3.

Enquanto aproximadamente 22,4 milhões de brasileiros, ou 14% da população, participaram de apostas online, apenas 2% da população investiu em ações, 5% em títulos privados e 2% em títulos públicos.

Ou seja, a quantidade de pessoas que apostam online é aproximadamente 7 vezes maior do que aqueles que investem em ações. Além disso, cerca de 2,8 vezes maior do que aqueles que investem em títulos privados. e Por fim, aproximadamente 7 vezes maior do que aqueles que investem em títulos públicos.

O relatório mostra que a maior parte (70%) desses apostadores não considera as bets uma forma de investimento. As maiores motivações para as apostas são:

  • 40% – ganhar dinheiro rápido em um momento de necessidade;
  • 39% – ganhar uma grande quantia de uma vez; e
  • 26% – diversão.
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Dos 30,1 milhões que utilizam aplicativos de apostas frequentemente, 5% ocasionalmente, e 6% raramente

Raio X dos usuários do tigrinho, segundo Anbima

Além disso, dos 30,1 milhões que utilizam aplicativos de apostas frequentemente, 5% ocasionalmente, e 6% raramente. A adesão a estas apostas é maior entre pessoas que investem (16%) e varia entre as classes sociais. Sendo maior nas classes A/B (17%) e C (15%).

Além disso, a geração Z (16 a 27 anos em 2023) se destaca com 29% dos jovens tendo participado em apostas online. Logo em seguida, entram os millennials (28 a 42 anos em 2023) com 18% de participação .

Além disso, as motivações para o uso de apostas incluem a chance de ganhar dinheiro rápido (40%) e a possibilidade de um retorno alto (39%). Muitos veem as bets como uma forma de investimento, principalmente homens e as gerações mais jovens.

O público masculino é mais ativo nas apostas, com 19% participando, comparado a 10% das mulheres. Entre os motivos citados para apostar, estão também a diversão e a emoção do jogo, assim como a oportunidade de apostar pequenas quantias.

Para Aquiles Mosca, presidente do comitê de educação de investidores da Anbima, existe também um viés de familiaridade com a atividade esportiva nessas plataformas de aposta. “Muitos desses apostadores acreditam que dominam o assunto ‘futebol’ e se sentem confiantes para apostar. Esse viés de familiaridade é muito difícil no universo de investimentos. É um desafio que temos e podemos olhar para essas bets como ponto de partida”, disse Mosca, em coletiva de imprensa.

A Anbima não acredita que o hábito de aposta está necessariamente relacionado com endividamento ou problemas financeiros. Ao longo da pesquisa, Marcelo Billi, superintendente de educação na Anbima, afirmou que se deparou com pessoas que diziam ter um orçamento próprio só para apostar.

“Você pode ser a favor ou contra as plataformas de apostas, mas não necessariamente essa prática prejudica a saúde financeira das pessoas. Existem aqueles que fazem por diversão e por entretenimento”, disse Billi. (Com InfoMoney, BlockTrends)

 

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