Cingapura não serve de modelo para o Brasil
Na análise ‘Modelo de operação de cassinos de Cingapura não serve para o Brasil’ já elencamos vários fatores para comprovar que esta proposta não é a melhor opção para o país. Mesmo assim, vários parlamentares estão equivocados e continuam defendendo o modelo dos cassinos-resorts integrados. Todos os dias surgem mais variáveis que devem ser objeto de reflexão. Por exemplo:
– Os hotéis-cassinos integrados de Cingapura dependem exclusivamente dos milionários da China, Índia e Sudeste Asiático. Além disso, a população é a quarta mais rica do mundo.
– A operação dos cassinos de Cingapura depende exclusivamente dos apostadores VIPs, que são levados por Junkets.
– Operadores, como o Grupo Las Vegas Sands, ameaça que só investirá na construção de cassinos-resorts integrados se o Congresso Nacional legalizar apenas esta modalidade. É mentira. Eles investirão no Brasil com a legalização de todas as modalidades. Jamais ficarão de fora de um mercado com 210 milhões de habitantes.
– A construção destes empreendimentos vai demorar de quatro a cinco anos para ser concluída.
– A legalização de todas as modalidades significaria arrecadação imediata pelo Estado de recursos desta atividade, além de formalização e geração de milhares de empregos. O Brasil tem que pensar a curto, médio e longo prazo. Os cassinos seriam a longo prazo.
– Além disso, o Brasil como a oitava economia do mundo não poder continuar com a opção pela proibição do jogo ou simples afastamento no controle desta atividade.


