Cassinos: bola da vez

Blog do Editor I 04.02.19

Por: Elaine Silva

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel defendem a legalização dos cassinos

Voltamos também a abordar a discussão da legalização de cassinos no Brasil, questão que levantamos na última semana no caderno Magazine, do mesmo O TEMPO. Nele, lembrávamos que, no momento em que a equipe do governo Bolsonaro pauta a questão e passa a mapear áreas para implantação do que denominam como “Resorts Integrados”, Minas não pode se calar sobre potencialidades de suas Gerais. Pontuávamos que, dentro delas, caberia mais do que lembranças saudosistas de suntuosas edificações passadas erguidas no Circuito das Águas e na Pampulha. Também que atentar para potencialização desses patrimônios turísticos seria uma significante alavanca de impulsionamento de novos empregos e geração de renda para um estado literalmente falido.

Voz de Minas

À coluna, o governador disse ser favorável à legalização dos cassinos desde que haja a escolha de locais específicos para a montagem destes. Lembrando que, atualmente, quem gosta de jogar vai para fora do Brasil, o governador também acredita que a implantação dos cassinos incrementaria a arrecadação do Estado. Já o ministro Marcelo Álvaro Antônio diz que está empenhado nessa discussão. Sobre essa demanda, o presidente Bolsonaro também não tem falado muito, isso porque não fechou totalmente o projeto. Há quem diga que não quer gerar polêmica com o eleitorado evangélico antes da hora.

Antídoto contra miséria

Neste intuito, vale aplaudir o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que saiu na frente em defesa de sua cidade, pleiteando a instalação de um grande empreendimento na área portuária. Bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, Crivella revelou no final do último ano ao jornal “O Globo” que é contra o vício, mas também contra a miséria, o desemprego e a estagnação da nossa economia: “Ver a juventude terminando o curso escolar e não encontrando lugar para trabalhar está acima de crenças e justifica qualquer antídoto”.

Lança-perfume

Crivella defendeu o projeto e se predispôs a ajudar o presidente Bolsonaro a aprovar no Congresso uma lei que permita abertura de um empreendimento projetado pelo bilionário americano Sheldon Adelson.

Edificação esta que, segundo o prefeito, seria construída na área do Porto nos moldes do que o magnata construiu em Singapura, com hotéis, centro de convenção, um grande shopping e 5% reservado ao cassino.

Na esteira do empreendimento, blindagem contra associações do negócio com a bandidagem e vícios descontrolado de usuários.

“Se não fizermos aqui, as pessoas vão continuar indo gastar nos EUA ou em outro lugar, como o Uruguai”, enfatizou Crivella.

Como ele, empresários cariocas se mobilizaram e correram para defender e viabilizar empreendimentos similares, sendo que, nas negociações mais avançadas com o governo federal, está a construção de um cassino num resort local.

Ideia que merece aplausos, uma vez que por várias vezes pontuamos que a frequência até mesmo de habitués locais é cada vez mais pífia e curta.

Oportuno lembrar que, no grupo dos 20 países mais ricos do mundo, 93% têm os jogos legalizados. Não podemos perder o bonde da história. (Coluna Paulo Navarro – O Tempo – Belo Horizonte – MG)

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