Clubes hípicos realizam menos páreos devido a significativa redução do rebanho de equinos

Jockey I 26.11.21

Por: Elaine Silva

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Existe a tentativa da diretoria de realizar todos os oito páreos no modelo americano, com o objetivo de revigorar o MGA

Os principais clubes hípicos brasileiros, os Jóqueis Clubes de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, e o Jockey Clube Brasileiro, no Rio, estão as voltas com o problema de redução significativa do rebanho de equinos, através dos anos. O Hipódromo do Cristal, em Porto Alegre, deu início a sequência de quatro dias de corridas, nos quatro principais hipódromos do país, com programações, de apenas oito páreos. Chama a atenção também, os horários, todos no início da tarde, deixando a impressão, de um visível objetivo de economizar energia elétrica. A reunião do turfe gaúcho, como tem acontecido ultimamente, começou às 14h30 e o último páreo às 18h20.

Nesta sexta-feira (26), o Hipódromo do Tarumã, em Curitiba, o mesmo fato se repete. Ao contrário do número habitual de provas disputadas, entre 9 e 10 páreos, o número mágico, 8, se repete. A largada da reunião será às 15h, e o último páreo, às 18h30. Em São Paulo, na corrida de sábado (27), em Cidade Jardim, a mudança na rotina sofre influência do futebol. Oito páreos serão realizados, com horário de 13h15 às 16h35, uma Prova Especial, às 13h42, e um Grande Prêmio, às 14h10, com temperatura elevada. Existe visível preocupação com a final da Copa Libertadores da América, entre Palmeiras e Flamengo, às 17h. Os cavalos árabes, que abriam a reunião paulista na temperatura do deserto, só vão sair dos boxes às 17h10, ou seja, com 10 minutos de bola rolando.

O Jockey Club Brasileiro também aderiu a este “Clube dos 8 páreos”. Divulgou o horário com antecedência, 14h30 às 18h, e reduziu a programação de domingo. Há cinco semanas, a domingueira era dividida, entre modelo de apostas brasileiro, 8 páreos, e o americano, quatro páreos, uma única vez, e três páreos, nas demais semanas. A princípio, o fato aconteceu, segundo fonte fidedigna, em virtude de um feriado nos Estados Unidos. Existe a tentativa da diretoria de realizar todos os oito páreos no modelo americano, com o objetivo de revigorar o MGA. Porém, algumas complicações logísticas de CPD surgiram. E, também de ajustes de aceitação de certas modalidades de apostas, indispensáveis do cardápio. Enfim, dificuldade de execução do planejamento.

Para quem gosta de jogar no bicho. O meu amigo turfista, Ronaldo Faillace, lá de Niterói, um especialista no assunto, garante que vai dar camelo, na cabeça. E, ainda se deu ao luxo, de sugerir um modelo de aposta aos turfistas. “Oito é o Grupo do camelo. Como são quatro dias seguidos, vale a pena defender na dezena 32. E para tentar dar uma tacada, é só cercar o milhar, 9032. E vale a pena repetir este jogo, por quatro dias, até domingo. O jogo do bicho é muito traiçoeiro”, afirmou. (Raia Leve – Paulo Gama)

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