Governo debate no Senado impacto da PEC da Segurança Pública no esporte

Apostas I 15.04.26

Por: Elaine Silva

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Governo debate no Senado impacto da PEC da Segurança Pública no esporte
Em audiência na Comissão de Esporte do Senado, secretário do MEsp disse que onde há projetos esportivos de base, a vulnerabilidade juvenil diminui e a criminalidade pode cair até 30% (Foto: Ronaldo Caldas/MEsp)

Representantes do governo do Brasil e lideranças esportivas discutiram, nesta quarta-feira (15), na Comissão de Esporte do Senado Federal, os impactos da PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025) sobre o financiamento esportivo.

A proposta prevê destinar 30% da arrecadação líquida das apostas esportivas ao Fundo Nacional de Segurança Pública, o que tiraria recursos do esporte. As entidades presentes reconheceram a importância do fortalecimento da segurança, mas defendem a harmonização com o modelo atual de financiamento do esporte.

O secretário Nacional de Apostas Esportivas do Ministério do Esporte, Giovanni Rocco, ressaltou que a prioridade é garantir a sustentabilidade do ecossistema esportivo, conforme previsto na Lei nº 14.790/2023.

“É fundamental preservar a continuidade das políticas de inclusão e assegurar o esporte como pilar do desenvolvimento social e humano”, afirmou.

O secretário também destacou que o esporte deve ser entendido como política pública essencial, ao lado da educação e da saúde, e não como concorrente da segurança pública.

Segundo dados da Unesco, citados por Rocco, regiões com projetos esportivos de base registram redução de até 30% na criminalidade. Nesses locais, há diminuição da vulnerabilidade juvenil e da criminalidade.

Ele reforçou ainda que o esporte é um direito garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e deve ser tratado como ferramenta estratégica de prevenção e proteção social.

A presidente da Comissão de Esporte do Senado Federal, a senadora Leila Barros, disse ser uma questão que exige análise e diálogo para chegar a um consenso.

Eduardo de Oliveira Manso, da Secretaria de Segurança Pública do Ministério da Justiça, destacou que as pautas são complementares e não excludentes. (AssCom – Ministério do Esporte)

 

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