Loterias Caixa: poderia ser melhor
O BNL parabeniza as Loterias da CAIXA pelos 51 anos de operação, mas todos sabem (inclusive os próprios funcionários da SUALO) que a atuação do banco poderia ser melhor neste setor.
Aumentar a competitividade dos produtos e definir nova destinação social dos recursos das loterias através de uma revisão dos planos de premiação (payout) dos produtos para aumentar a atratividade dos atuais e de novos produtos; legalizar a operação de apostas esportivas (BET), bingos, videobingos, cassinos e jogo do bicho; reduzir a interferência do Congresso Nacional no serviço de loterias e jogos, além da criação de uma Agência Nacional e Regional de Jogos e Loterias são ações necessárias para modernizar a operação das Loterias Caixa.
Além disso, existem inibidores para o crescimento do mercado das loterias da Caixa já que o número de produtos é limitado, estão envelhecidos e são pouco atraentes (exceção da Mega-Sena), com baixos índices de premiação e reduzido e nenhum entretenimento para o apostador. A distribuição é limitada às casas lotéricas e de baixa conveniência, onde as redes de varejo são ignoradas e com reduzida utilização da tecnologia disponível e com pouco estimulo para revendedor, além de plataformas ignoradas como internet, celular e televisão.
Outro problema é a lentidão nas ações. Como exemplo podemos citar o fato das Loterias Caixa não ter um site próprio, além da ausência de uma política de ‘jogo responsável’ para os apostadores e a lentidão em implantar um sistema de comercialização de apostas pela internet de todos os produtos.
Sabemos da limitação da SEAE/Caixa na criação de novos produtos, mas o governo brasileiro e o Congresso Nacional terão que enfrentar vários desafios para criar uma legislação moderna para o setor de jogos e loterias no país, principalmente para que atenda aos interesses do Estado e da sociedade.


