O Globo se opõe a legalização do jogo através de Editorial
O Globo promoveu na editoria de Opinião desta segunda-feira (28) o debate ‘Tema em Discussão: Legalização do jogo para criar receita extra contra a crise’. O jornal carioca posicionou-se contrário através da ‘Nossa Opinião – Um preço alto’ (veja abaixo). O editorialista do jornal condena por acreditar que quadrilhas já dominam esta atividade e que a legalização seria uma forma de burlar o controle estatal.
O contraponto da ‘Outra Opinião – Jogando a favor’ (veja abaixo) é do senador Otto Alencar, que defende a legalização como forma de criar um marco regulatório para este setor através de argumentos válidos.
“Enquanto o jogo for considerado ilícito, caminhará de mãos dadas com a corrupção. Ninguém deixa de apostar porque está proibido. Não é o jogo que fomenta o crime, mas a sua proibição. Proibir as apostas, certamente não é o caminho mais inteligente e eficaz. Legalizar trata-se de garantir direitos e criar nova fonte de receita para investimentos sociais”, comenta Otto Alencar em seu artigo.
Comento 1
É difícil entender a motivação do O Globo que utiliza vários argumentos para defender a legalização da maconha, que também seriam moralmente aplicados na questão do jogo e são ignorados dentro da conveniência do jornal. Além disso, os argumentos continuam os mesmos de sempre, mas sem explicar como é vantajoso lavar dinheiro com o jogo legal.
Vamos manifestar contra a visão míope e equivocada do O Globo através da editoria ‘Dos Leitores’ ([email protected]).
Definitivamente, o jornal carioca lidera o lobby dos que pretendem manter o jogo na ilegalidade.
Argumentos para defender das acusações do O Globo
Discursos contrários que usam a patologia, lavagem de dinheiro e ausência de controle como argumentos é parte do lobby dos que pretendem manter o jogo na ilegalidade. Afirmar que o Estado não tem condições de controlar e fiscalizar estas operações é uma falácia para quem entende do assunto.
Ausência de controle
Não é verdadeira a afirmação de que o Estado não tem condições de controlar e fiscalizar estas operações. A Caixa Econômica Federal controla online de Brasília, mais de 41.320 mil terminais instalados em 13.241 lotéricas em mais de 5.570 municípios. A Receita Federal tem um dos sistemas de controle do Imposto de Renda mais competentes do mundo e a Justiça Eleitoral controla 420 mil urnas eletrônicas e divulga o resultado das eleições em apenas 5 horas. Ou seja, com a tecnologia de ponta brasileira disponível, o argumento de que essas atividades poderiam ser mais propícias à lavagem de dinheiro se legalizadas não é válido. Além disso, existem dezenas de empresas especializadas, que desenvolveram sistemas de controles de casas de apostas espalhadas pelo mundo.
Lavagem de dinheiro
Os contrários a legalização profetizam que os jogos são propícios a lavagem de dinheiro, mas nunca foi explicado como seria esta operação e as respectivas vantagens em lavar dinheiro com o jogo. Uma análise nos percentuais dos tributos demonstra que estão profetizando uma grande bobagem, já que existem atividades prestadoras de serviços em que o ‘lavador’ pagará apenas 16,33% em pagamento de tributos. Além disso, o apostador que desejar lavar dinheiro terá que pagar 30% sobre o valor do prêmio recebido do bingo e ainda, dependendo do valor, a casa de apostas deverá comunicar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF. Portanto, lavar dinheiro em jogo é caro e arriscado.
O Globo – Tema em Discussão: Legalização do jogo para criar receita extra contra a crise
Entre os 193 países-membros da ONU, 75,52% tem o jogo legalizado. Das 156 nações integrantes da Organização Mundial do Turismo, na maioria — 71,16% — a atividade é legal. O momento pede que deixemos a demagogia de lado e raciocinemos sobre a atividade e seus reflexos no Brasil. É fato: o jogo existe e está fora de controle. Abrem-se casas de apostas. Brasileiros jogam dentro do território nacional e em outros países. Jogam nos navios que atracam em nossos portos, nas casas clandestinas espalhadas pelos estados e na internet, mas não se recolhe tributos. Mesmo não sendo uma atividade legalizada, as empresas de apostas on-line lucram com brasileiros mais de US$ 200 milhões/ano, segundo estimativas da revista i-Game Review. No Brasil, cerca de 8,7 milhões de pessoas praticam algum tipo de jogo on-line. Hipocrisia ignorar a realidade. É preciso agir com coerência e responsabilidade diante deste fator social irreversível: a prática de jogo, socialmente aceita e arraigada nos costumes das populações.
NOSSA OPINIÃO: Um preço alto
A legalização do jogo é uma aposta oportunista que, volta e meia, retorna à mesa de negociações no Congresso, patrocinada pela operosa bancada de parlamentares que emprestam o mandato ao lobby da jogatina. Por sua vez, os governos lulopetistas sempre tiveram um posição ambígua em relação ao tema, ora estimulando ensaios para a liberação do jogo, ora recuando.Leia aqui.
Enquanto isto na editoria Dos Leitores do O Globo…
Jogos Legalizados
“Na ânsia de arrecadar cada vez mais, o governo deu uma sugestão acertada: legalizar os jogos. Com os cassinos liberados, além da arrecadação de impostos, haveria milhares de empregos, além dos dólares de turistas estrangeiros. Indiretamente, aumentariam os hóspedes da rede hoteleira e traria benefícios ao comércio. Fico imagino os tradicionais cassinos da era Vargas renascendo, tais como, o da Urca, Quitandinha, Copacabana Palace etc. O Rio seria a Las Vegas brasileira. E não podemos esquecer as cidades do interior do Estado, que possuem um grande potencial turístico e que também se beneficiariam, como Petrópolis, Friburgo, Teresópolis, Conservatória, Angra dos Reis, Parati, Penedo, Itatiaia etc.”, Aloysio José Breves Beiler, Valença, RJ.


