Operação contra bets ilegais que culminou em bloqueio de R$ 3,4 bilhões evidencia o tamanho do mercado clandestino no Brasil, avalia ANJL

A operação contra um esquema envolvendo casas de apostas ilegais que culminou no bloqueio de pouco mais de R$ 3,4 bilhões é mais uma evidência do tamanho do mercado clandestino de apostas no Brasil, na avaliação da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL).
A Operação Azzardo, deflagrada nesta quinta-feira (5) pela Polícia Civil do Distrito Federal, foi viabilizada por comunicações feitas há cerca de cinco meses pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, à PCDF.
Com as investigações, foi descoberta uma engrenagem criminosa que usava diversas empresas de fachada para receber os valores pagos por pix por pessoas que foram enganadas por esses sites clandestinos. Soma-se a isso a participação de uma fintech que teria, sozinha, movimentado cerca de R$ 1 bilhão do grupo.
Para o presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge, o caso demonstra a importância do combate ao mercado ilegal de apostas, que vinha sendo feito através de um trabalho integrado entre a SPA e as forças de Segurança Pública.
“A lavagem de dinheiro e a associação criminosa estão entre as principais atividades das operadoras ilegais. Como há pouco controle do Estado sobre essas transações, essas empresas são terreno fértil para criminalidade, às custas de milhões de apostadores”, disse Lemos Jorge.
Com a edição da Medida Provisória que proibiu o mercado legalizado de apostas de quota fixa no Brasil, a tendência é que essas redes se ampliem nos próximos meses, atraindo os jogadores que antes frequentavam os sites autorizados pelo Ministério da Fazenda.
“Não há proteção alguma aos apostadores e à sociedade civil como um todo por meio dessa proibição. Isso já está comprovado por dados e pelos fatos que temos acompanhado. O esquema alvo da operação de hoje é apenas a ponta do iceberg do que veremos no Brasil se o domínio das bets ilegais permanecer”, disse Lemos Jorge.
Segundo o levantamento mais recente da Legitbet, plataforma de monitoramento do mercado ilegal mantida pela ANJL, mais de 60 mil sites ilegais já foram identificados no Brasil desde o início do monitoramento. Atualmente, há cerca de 35 mil sites ativos e acessíveis.
Sobre a ANJL
Lançada em março de 2023, a Associação Nacional de Jogos e Loterias defende os interesses de seus associados, do setor e do jogo responsável e íntegro, sempre pautados pelo incentivo ao esporte, pela segurança das apostas e pela contribuição ao desenvolvimento econômico do país. Entre os associados estão: Aposta Ganha Loterias, Fast Gaming, OiG Gaming Brazil, Ana Gaming Brasil, Esportes Gaming Brasil, SPRBT Interactive Brasil, Defy, LBBR Aposta de Quota Fixa, Lucky Gaming, Reals Brasil, Gamewiz Brasil, BETBR Loterias, Versus Brasil, SorteNaBet Gaming Brasil, Blow Marketplace, Sistema Lotérico de Pernambuco, Vanguard Entretenimento Brasil, Hiper Bet Tecnologia, Pocket Games, ODDSGATE Brasil, Upbet Brasil, EB Intermediações e Big Brazil Tecnologia e Loteria, EBAC, TaDa Gaming, BB Gaming Legitimuz Tecnologia e JogaJunto.


