Polícia prende 3 sócios de empresas de apostas esportivas em operação no Pará, São Paulo e Rio Grande do Sul

Apostas I 13.07.22

Por: Elaine Silva

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Prisões foram durante a segunda fase da operação ‘Ápate II’, deflagrada nesta terça-feira. Investigações apontam lavagem de dinheiro

As Polícias Civil do Pará e do Rio Grande do Sul deflagraram de forma conjunta, nesta terça-feira (12), a segunda fase da operação “Ápate II”. Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária, em Belém, além de outros quatro mandados de busca e apreensão, dois na cidade paulista de Ribeirão Preto (SP) e dois em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Na manhã, foram presos três empresários – dois em Belém e um na cidade de Imperatriz, no Maranhão. Entre os detidos está o paraense Fernando Castro. Também foram apreendidas cédulas de reais, euros e guaranis, além de quatro veículos de luxo.

Segundo a Polícia, o grupo teria movimentado, em pouco mais de um ano, um valor estimado de R$ 150 milhões. A apuração policial também identificou que o grupo atua na exploração de jogos e apostas esportivas.

“A segunda fase da operação visa investigar a conduta de grupo financeiro, situado em Belém, que supostamente recebe dinheiro proveniente do tráfico de drogas de outros Estados, sendo tais valores utilizados para constituição de empresas de fachada e fantasmas, cujos proprietários estão diretamente ligados à lavagem de dinheiro,” destacou a delegada. Segundo a Polícia Civil, uma das empresas envolvidas é a agência de apostas online.

Dez mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital do Pará, Belém; e outros quatro em Ribeirão Preto, em São Paulo, e dois em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A ação conjunta envolveu 36 policiais do PA e do RS.

Os agentes apreenderam dinheiro, sendo que a quantidade não foi informada. O dinheiro foi encontrado em notas de reais, euros e guaranis – que é a moeda do Paraguai. Quatro veículos de luxo também foram apreendidos pelos policiais.

A delegada Ana Paula Mattos, responsável pelas investigações, explicou que a ação mira um “complexo sistema de lavagem de dinheiro” com sede no Pará, atuando em Tailândia e Belém, além dos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.

“A segunda fase da operação visa investigar a conduta de grupo financeiro, que supostamente recebe dinheiro proveniente do tráfico de drogas de outros estados”, diz a delegada.

Ainda segundo Mattos, os valores eram utilizados para constituir empresas de fachada e fantasmas, em que os proprietários estão diretamente ligados à lavagem de dinheiro.

A Polícia Civil do Pará informou que as investigações vão continuar a fim de levantar mais informações sobre a atuação do grupo, e, possivelmente, identificar outras pessoas envolvidas. Assista ao vídeo no g1 Pará — Belém. (Com informações do O Liberal)

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