Mesmo após regulamentação, 61% dos apostadores ainda usam plataformas ilegais no Brasil

Apostas I 29.07.25

Por: Magno José

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Bets não poderão oferecer bônus prévios a apostadores
Empresas que já estão legalizadas criticam disparidade competitiva e cobram maior rigor na aplicação das novas regras (Foto: Divulgação)

Seis meses após a regulamentação das apostas online entrar em vigor no Brasil, 61% dos apostadores seguem utilizando plataformas ilegais, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva. A estimativa é que entre 41% e 51% do mercado de apostas ainda opere fora da lei, o que já representa uma perda fiscal de R$ 1,8 bilhão a R$ 2,7 bilhões apenas no primeiro trimestre de vigência das novas regras.

De acordo com Vinicius Barrel, CEO e fundador do SeuBet, plataforma de apostas esportivas e jogos online do grupo H2, esse cenário prejudica o mercado no geral. “A gente faz tudo certo, desde o cumprimento fiscal até os mecanismos de proteção ao apostador, mas ainda estamos competindo com empresas que não prestam contas, não seguem critérios de segurança e ainda ganham escala com isso”.

A legislação entrou em vigor em janeiro de 2025, exigindo licença para operação, pagamento de impostos e adesão a regras específicas de publicidade e jogo responsável. O objetivo era ordenar o setor e garantir mais segurança aos usuários. Mas, na prática, o avanço da regulamentação ainda não se refletiu numa mudança de cenário.

“É frustrante ver o setor tentando se organizar, cumprir todas as regras, e perceber que nada muda para quem atua à margem da lei. Isso enfraquece a regulação e desestimula quem quer fazer diferente”, explica Vinicius.

Investimentos em conformidade versus facilidades ilegais

A regulamentação trouxe uma série de obrigações para as empresas licenciadas: uso obrigatório do domínio “.bet.br“, implementação de sistemas rígidos de cadastro com reconhecimento facial, oferecimento de limites de perdas financeiras e tempo de jogo, aceitação apenas de transações via Pix e débito, além de mecanismos de autoexclusão. Cada uma dessas medidas representa investimentos significativos em tecnologia e processos.

No caso do SeuBet, o esforço para estruturar a operação vai além das exigências mínimas. A empresa lançou recentemente aplicativos para Android tanto da plataforma quanto do grupo H2, reforçando a estratégia de fortalecer a jornada digital do usuário. Também promoveu mudanças no site, com uma reformulação voltada à experiência do cliente, e prepara novas funcionalidades para os próximos meses.

“O mercado regulamentado exige um nível de investimento e responsabilidade que vai muito além da simples operação de apostas. Estamos falando de sistemas de inteligência artificial para detecção de comportamentos de risco, equipes especializadas em compliance, auditorias constantes e uma estrutura completa de proteção ao apostador”, analisa Vinicius.

A preocupação com a experiência do usuário também se reflete no atendimento. O SeuBet figura entre as três casas de apostas com melhor avaliação no Reclame Aqui, plataforma que reúne reclamações e reputação de empresas. “Entendemos que o jogo responsável começa com uma relação transparente com o cliente, e isso exige presença, canal aberto e resposta rápida”, diz o CEO.

Falta de fiscalização trava avanço da lei

Para especialistas, a demora em aplicar a nova lei pode comprometer não só a arrecadação projetada, como também a imagem institucional do país diante de investidores e operadores internacionais.

O temor entre empresários do setor é que a regulação, em vez de ordenar o mercado, acabe institucionalizando uma divisão entre poucos operadores regulares e uma maioria clandestina, cenário que se distancia da lógica de segurança jurídica que a legislação prometia entregar.

Barrel reforça que o setor precisa de respostas rápidas. “O Estado tem que decidir se vai mesmo regular esse mercado ou se vai assistir de longe enquanto a ilegalidade se normaliza. Quem está jogando limpo está arcando com um custo que deveria ser compartilhado por todo o setor.”

Outro ponto de crítica está no que algumas empresas classificam como “regulação para poucos”. A obtenção de licença exige estrutura jurídica, investimentos em tecnologia e conformidade regulatória, exigências que vêm sendo cumpridas por uma parcela pequena do mercado, sem que isso garanta, de fato, um ambiente competitivo mais justo.

“O Brasil tem a oportunidade de construir um dos mercados de apostas mais seguros e responsáveis do mundo. Mas isso só será possível se houver um esforço conjunto para combater a ilegalidade e criar condições justas de competição para quem investe em conformidade e responsabilidade social”, finaliza Barrel.

Sobre o SeuBet
O SeuBet é uma plataforma de apostas esportivas e jogos online do grupo H2, que há duas décadas atua na profissionalização do setor de entretenimento no Brasil. Com um portfólio que vai de cassinos ao vivo a milhares de eventos esportivos globais, o SeuBet opera legalmente no país, oferecendo uma experiência segura e transparente. A empresa tem o compromisso de promover um ambiente de jogo responsável, com suporte humanizado 24/7 e iniciativas que incentivam apostas conscientes. Confiança, segurança e inovação são pilares centrais do SeuBet, que segue ampliando sua presença no mercado brasileiro com a solidez do grupo H2.

 


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