Âncora da Band defende legalização dos jogos de azar para tirar dinheiro do crime

Apostas I 25.08.25

Por: Magno José

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Âncora da Band defende legalização dos jogos de azar para tirar dinheiro do crime
Rodolfo Schneider argumenta que regulamentação permitiria fiscalização das máquinas e arrecadação de impostos, enquanto proibição atual financia grupos criminosos

O âncora Rodolfo Schneider, do Jornal BandNews Rio – 1ª Edição, defendeu a legalização dos jogos de azar no Brasil como forma de combater o financiamento de organizações criminosas. Em comentário realizado na última sexta-feira (22), o jornalista argumentou que a atual proibição permite que grandes quantias de dinheiro sejam direcionadas a grupos criminosos, enquanto a regulamentação possibilitaria fiscalização das máquinas e arrecadação de impostos para o Estado.

A discussão sobre a regulamentação dos jogos de azar envolve tanto a esfera federal quanto estadual, com propostas para fiscalização de equipamentos de apostas e destinação específica dos recursos arrecadados. Conforme destacado pelo Jornal BandNews Rio, o debate ocorre em um momento em que as apostas já funcionam em diversos locais do país, tanto em estabelecimentos físicos quanto por meio de celulares, sem qualquer tipo de controle oficial.

Segundo os argumentos apresentados, a situação atual beneficia principalmente grupos ligados ao jogo do bicho e milícias, que lucram com a operação clandestina dessas atividades. Esses grupos mantêm uma estrutura de arrecadação que permanece fora do controle governamental.

Um ponto central da controvérsia é definir qual esfera governamental deve legislar sobre o assunto – se o governo federal, por meio do Congresso Nacional, ou se os estados podem criar suas próprias regras, como no caso do Rio de Janeiro. Rodolfo Schneider afirma que o tópico deve passar por discussão federal para dividir os investimentos por áreas fundamentais como segurança, educação e saúde. Rodolfo sugere a criação de um sistema de ajuda a pessoas viciadas em jogos, pelo SUS.

A proposta em discussão sugere que a regulamentação traria mais segurança aos apostadores. A fiscalização das máquinas garantiria que não fossem programadas para prejudicar sistematicamente os jogadores.

Uma das sugestões apresentadas propõe que 30% da arrecadação com jogos legalizados seja destinada à segurança pública. Os 70% restantes seriam divididos entre educação e saúde, incluindo a criação de uma rede de atendimento para pessoas com dependência em jogos.

De acordo com estimativas mencionadas no debate, a situação atual dos jogos ilegais afeta a vida de mais de 2 milhões de fluminenses diariamente. Há referências a oito décadas de operações clandestinas que sustentam organizações criminosas que disputam territórios e cometem atos violentos, como os registrados na Barra da Tijuca.

Os defensores da medida argumentam que, além da arrecadação fiscal, a legalização poderia gerar empregos, especialmente se grupos internacionais se interessassem pelo mercado brasileiro, trazendo investimentos em hotéis e outras estruturas. Para Rodolfo, avançar nessa questão, ainda que com limitações, pode ainda gerar investimentos na rede hoteleira e empregos para a população.

O debate ainda não definiu como seria implementada a regulamentação em nível nacional, nem quais modalidades de jogos seriam permitidas. Também permanece indefinido se haveria liberação total ou apenas em áreas específicas do país.

Os apoiadores da regulamentação afirmam que a resistência à medida frequentemente vem de bancadas ligadas a instituições religiosas, que dificultariam uma discussão baseada em aspectos práticos sobre o tema.

“Esse dinheiro [do jogo ilegal] está sustentando não só o criminoso, mas uma rede de corrupção do estado brasileiro em várias instâncias, inclusive na polícia. A gente tem que parar realmente desse Brasil da hipocrisia, muitas vezes por pressão de bancadas ligadas a igrejas, que acabam deixando de lado uma discussão mais lógica racional e real do dia a dia”, finalizou o jornalista.

 

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