IBJR confronta bancos e nega que apostas sejam responsáveis pelo superendividamento

BNL I 20.10.25

Por: Magno José

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IBJR critica aumento de tributação em relatório da MP 1.303 sobre apostas
Representante das principais casas de apostas afirma que setor bancário tenta desviar atenção de seus privilégios estruturais e defende mercado regulado para proteção dos consumidores brasileiros

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) divulgou nota oficial rebatendo alegações do setor bancário que responsabilizam empresas de apostas pelo superendividamento da população brasileira. A manifestação foi publicada nesta segunda-feira (20), destacando contradições nas críticas feitas pelas instituições financeiras.

Segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio, cerca de 80% das famílias brasileiras estão endividadas atualmente. O IBJR, que representa as principais casas de apostas operando no Brasil e no exterior, aponta que a principal fonte desse endividamento não são as apostas, mas sim o cartão de crédito.

O Instituto enfatiza que as plataformas de apostas regulamentadas no país não aceitam pagamentos via cartão de crédito. Em contraste, esse meio de pagamento é amplamente oferecido pelas instituições financeiras, com taxas de juros que chegaram a 451,5% ao ano em agosto de 2025.

Na nota, o IBJR menciona que durante discussões sobre a Medida Provisória alternativa ao aumento do IOF, representantes do setor bancário admitiram que sua “única preocupação” estava relacionada ao impacto da taxação das letras de crédito rural e imobiliário (LCA e LCI), produtos oferecidos pelos próprios bancos.

Para o Instituto, essa postura revela uma tentativa do setor bancário de desviar a atenção de seus privilégios estruturais e de sua participação no cenário de endividamento nacional. O IBJR afirma que, desde o início da regulamentação do mercado de apostas esportivas no Brasil, tem defendido um ambiente devidamente fiscalizado.

A entidade destaca seu compromisso com a implementação de regras claras e com a atuação de operadores comprometidos com a conformidade legal. Essas medidas são consideradas fundamentais para garantir um ecossistema de apostas transparente, responsável e livre de vínculos ilícitos no mercado brasileiro.

O IBJR reafirma seu compromisso com o diálogo construtivo para o desenvolvimento do setor de apostas no país. O Instituto defende a construção de um mercado regulado, seguro e responsável, que possa contribuir para o crescimento econômico e para a proteção dos consumidores brasileiros que participam de jogos e apostas.”

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Nota oficial

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que reúne as principais empresas de apostas do Brasil e do mundo, manifesta o seu mais veemente repúdio às críticas do setor bancário às empresas de apostas esportivas, alegando preocupação com o endividamento da população. É uma contradição insustentável e um ato de profunda hipocrisia de um catalisador histórico do superendividamento no país.

Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio, demonstram que quase 80% das famílias brasileiras estão endividadas, e a principal fonte desse endividamento não são as apostas, mas, sim, o cartão de crédito – sistema de pagamento que não é aceito pelas bets regulamentadas no Brasil. Trata-se de um produto maciçamente oferecido, com taxas de juros que chegaram a alarmantes 451,5% ao ano em agosto.

Na discussão da Medida Provisória (MP) alternativa ao aumento do IOF, os bancos admitiram que sua “única preocupação” é com o impacto da taxação das letras de crédito rural e imobiliário (LCA e LCI), produtos bancários. Fica claro que o setor tenta desviar o foco de seus próprios privilégios estruturais e de sua responsabilidade inegável no cenário de endividamento do país.

Desde a regulamentação do mercado de apostas esportivas, temos defendido um ambiente devidamente fiscalizado, com regras claras e operadores comprometidos com a conformidade legal, para garantir um ecossistema transparente, responsável e livre de vínculos ilícitos.

O IBJR reforça seu compromisso com o diálogo construtivo para o desenvolvimento de um mercado regulado, seguro e responsável, que contribua para o crescimento econômico e para a proteção do consumidor brasileiro.

Instituto Brasileiro de Jogo Responsável – IBJR  

 

 

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