Lucas Paquetá recebe advertência da FA por não cooperar em investigação de apostas no West Ham

A Comissão Reguladora independente da Federação Inglesa de Futebol (FA) aplicou uma repreensão formal e advertência a Lucas Paquetá nesta sexta-feira, 31 de outubro de 2025, em Londres. O meio-campista brasileiro do West Ham foi considerado culpado por duas violações da Regra F3, que exige cooperação total em investigações. A medida ocorre após o jogador ter sido absolvido em julho das acusações principais de manipulação de resultados em apostas esportivas. A decisão considera o contexto do processo iniciado em 2023.
Paquetá não respondeu a perguntas da FA em entrevistas marcadas para 11 de setembro e 10 de novembro de 2023. Ele seguiu orientações jurídicas do clube, o que levou à comprovação das infrações após audiência. Apesar da punição, não houve suspensão ou multa aplicada.
Detalhes da regra violada
A Regra F3 da FA estabelece obrigações claras para atletas durante apurações disciplinares.
Ela determina que os envolvidos devem fornecer respostas e documentos solicitados sem demora.
Paquetá, de 27 anos, negou as violações, mas o painel concluiu pela comprovação baseada em evidências apresentadas.
Em dezembro de 2023, o jogador prestou depoimento completo e permitiu análise de seu celular. Essa ação posterior demonstrou boa-fé, segundo o relatório de 314 páginas divulgado em agosto. A FA não agendou segunda entrevista apesar da disponibilidade do atleta.
An independent Regulatory Commission has sanctioned West Ham United FC’s Lucas Paqueta for two proven breaches of FA Rule F3.⁰ ⁰The player denied two charges of failing to comply with a requirement to answer questions and provide information to The FA’s investigation into… pic.twitter.com/UZkSuaKiED
— West Ham Football (@westhamfootball) October 31, 2025
Circunstâncias atenuantes consideradas
Fatores como o domínio limitado de inglês de Paquetá influenciaram a decisão da comissão. O brasileiro, natural do Rio de Janeiro, depende de intérpretes em procedimentos formais. Além disso, a falta de experiência jurídica prévia foi destacada no documento.
O estresse emocional durante o processo de 10 meses também pesou na análise. Paquetá enfrentou incertezas que afetaram seu desempenho no West Ham. O histórico disciplinar imaculado do jogador contribuiu para a redução da penalidade.
Cronologia do caso Paquetá
Início das suspeitas: Movimentações atípicas em apostas detectadas em 2022, ligadas a cartões amarelos em quatro jogos da Premier League.
Denúncia formal: Em maio de 2024, a FA acusa Paquetá de violar a Regra E5 sobre manipulação de resultados.
Absolvição principal: Comissão declara inocência em julho de 2025, sem provas de envolvimento.
Julgamento das violações secundárias: Audiência em outubro resulta em repreensão por falta de colaboração inicial.
O caso teve origem em apostas registradas em locais próximos ao atleta, incluindo a Ilha de Paquetá. Investigadores analisaram transações e comunicações por meses.
Impacto no clube e carreira
O West Ham divulgou nota confirmando a decisão da FA sobre a conduta de Paquetá. O clube arcou com custos jurídicos durante o processo, estimados em centenas de milhares de libras. A absolvição permitiu que o jogador retornasse aos treinos sem restrições.
Transferências potenciais, como para o Manchester City em 2023, foram interrompidas pelo inquérito. Atualmente, Paquetá acumula 15 jogos na temporada 2025-2026 pela Premier League. Seu contrato com os Hammers vai até 2027.
Posição da Federação Inglesa
A FA confirmou que não recorrerá da absolvição no caso de manipulação. Os 90% dos custos processuais ficarão a cargo da entidade, com 10% sob responsabilidade do jogador. Essa divisão reflete o foco principal na acusação rejeitada.
O documento final enfatiza a importância da cooperação em futuras investigações. Paquetá foi orientado a priorizar respostas diretas em procedimentos semelhantes. A medida visa reforçar padrões éticos no futebol inglês.
A Premier League registra aumento de 15% em casos de apostas suspeitas desde 2022, segundo relatórios internos da FA. Medidas preventivas incluem treinamentos anuais para atletas sobre regras de conduta.


