Virginia é alvo de notícia-crime no Paraná por suspeita de estelionato

Um advogado paranaense apresentou notícia-crime à Justiça do Paraná contra a influenciadora e empresária Virginia Fonseca por suspeita de estelionato, propaganda enganosa e induzimento à especulação. O documento pede a abertura de investigação sobre a atuação da influenciadora na divulgação de plataformas de apostas.
O caso foi divulgado pelo Metrópoles, que teve acesso à notícia-crime. Após o recebimento do documento, o Ministério Público do Paraná solicitou o encaminhamento do caso a uma Secretaria de Promotoria para avaliar a eventual abertura de inquérito policial. As empresas mencionadas são a Esportes da Sorte e a Blaze.
Atuação na Copa do Mundo
A denúncia concentra críticas à atuação de Virginia durante a Copa do Mundo de 2026. Segundo o documento, ela teria recebido 30% das perdas dos seguidores que realizavam apostas na plataforma Blaze, modelo que o advogado denomina “cachê da desgraça”.
Um dos episódios citados envolve uma aposta feita pela influenciadora na vitória de Cabo Verde sobre a Argentina. A seleção argentina venceu por 3 a 2, na prorrogação. O advogado usa o caso como exemplo de estratégia para induzir seguidores a apostar em cenários de baixa probabilidade, apresentados como oportunidades de ganho.
Histórico de parcerias com bets
Virginia encerrou a parceria com a Blaze neste mês de agosto de 2026, em meio a uma ação do Ministério Público que pede sua condenação por danos morais coletivos com pagamento mínimo de R$ 120 milhões.
O rompimento com plataformas de apostas não é inédito. Em 2024, a influenciadora havia encerrado contrato com a Esportes da Sorte, mantido desde 2022, durante as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets. O relatório final da CPI apontou a prática de propaganda enganosa e estelionato por parte de Virginia e pediu seu indiciamento.


