Acessibilidade em verificação biométrica: o apostador que a maioria das soluções de liveness deixa de fora

Muitas soluções de verificação de vivacidade biométrica (liveness) são pensadas para um cenário bastante específico: celular novo, câmera boa, conexão estável, rosto dentro do padrão que o modelo reconhece com mais facilidade. Uma parte considerável da base de apostadores no Brasil está fora desse cenário, e é justamente esse grupo que mais sente o peso de um fluxo de verificação mal calibrado.
Quando reprovação não é sinal de fraude
Quando o liveness não considera essas variações, o resultado costuma aparecer como reprovação: um apostador legítimo que não consegue concluir o cadastro, não porque exista fraude, mas porque o fluxo não foi desenhado para o dispositivo ou o contexto dele. Para a operadora, isso é indistinguível de uma fraude bloqueada com sucesso, quando na verdade é receita legítima perdida na porta de entrada.
O que fica de fora do cenário ideal
Aparelhos com câmera abaixo de 720p, sistemas operacionais mais antigos, redes móveis instáveis fora dos grandes centros urbanos e rostos que fogem do padrão que a maioria dos modelos foi treinada para reconhecer, casos de vitiligo, albinismo, cicatrizes, paralisia facial ou síndrome de Down, são exemplos de variações reais que um fluxo de liveness rígido tende a reprovar por engano.
Instruções apenas em texto também excluem parte do público. Um fluxo que depende de leitura para orientar o usuário deixa de fora quem tem dificuldade de leitura ou usa leitor de tela, e um app que só funciona bem com toque preciso na tela exclui quem tem limitação motora.
Por que isso importa para o compliance, não só para a experiência
Reprovar um usuário legítimo por incompatibilidade técnica tem o mesmo efeito prático de uma falha de segurança: o cliente desiste do cadastro e não volta a tentar. A diferença é que, nesse caso, o problema não está no fraudador, está no desenho da solução. Para uma operadora que já opera com margem apertada de conversão em um mercado competitivo, cada reprovação técnica é receita que migra direto para o concorrente que conseguiu validar aquele mesmo usuário.
O que uma verificação acessível de fato inclui
Especialistas apontam algumas características como mínimas para um fluxo de liveness que não penaliza variação legítima de usuário: captura automática que dispara sozinha quando o rosto está enquadrado, sem depender de precisão de toque; instruções faladas, além de escritas, guiando a captura; compatibilidade com leitores de tela como TalkBack e VoiceOver; tolerância a câmeras mais simples e conexões instáveis, incluindo redes 3G; e um modelo de reconhecimento facial validado especificamente contra rostos atípicos, não apenas contra o padrão médio usado na maioria dos bancos de treinamento.
A dor que a Legitimuz entendeu
Desde a criação da empresa, acessibilidade sempre fez parte do planejamento de produtos e atualizações.
Desde a adoção de tecnologias que consideram os rostos brasileiros, também possui elementos tecnológicos que permitem boas capturas com câmeras de baixa resolução ou até mesmo quebradas.
A Legitimuz é uma idtech brasileira especializada em verificação de identidade, biometria e prevenção a fraude, com atuação relevante no setor de iGaming, fintechs e outras indústrias reguladas. A empresa mantém certificações ISO/IEC 27001, iBeta PAD Levels 1 e 2, BixeLab PAD Levels 1, 2 e 3, BixeLab IAD e ISO/IEC 30107-3.


