Adriane Galisteu se defende em ação sobre bets e acusa autor de má-fé

Apostas I 03.07.26

Por: Magno José

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Apresentadora afirma à Justiça que sua parceria com a plataforma de apostas começou após o autor da ação fazer as apostas que o prejudicaram

Adriane Galisteu apresentou defesa à Justiça na ação em que responde ao lado de Virginia Fonseca e da plataforma de apostas Betano por propaganda enganosa e abusiva. Na peça, a apresentadora rebate todas as acusações, nega ter cometido irregularidades e afirma que foi incluída no processo de forma indevida.

Segundo apuração de Fábia Oliveira no Metrópoles, Galisteu argumenta que sua parceria com a plataforma de apostas teve início apenas meses após as apostas realizadas por Eliudson de Lima Silva, autor da ação. Para a apresentadora, esse fato demonstraria a ausência de qualquer relação entre sua atuação publicitária e os prejuízos financeiros alegados pelo homem.

A defesa destaca ainda que tanto a operação de plataformas de apostas quanto a publicidade em favor delas são atividades lícitas, autorizadas e regulamentadas pelo Estado brasileiro. Galisteu nega ter violado as normas do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) aplicáveis à divulgação desse tipo de serviço.

A apresentadora vai além ao afirmar que sua inclusão no processo teria ocorrido por má-fé de Eliudson, que, segundo ela, buscaria apenas provocar desgaste público à sua imagem. Galisteu ressalta que o autor tinha pleno conhecimento de que ela não era embaixadora da marca quando realizou as apostas que originaram a ação.

O caso na Justiça

A ação foi ajuizada por Eliudson de Lima Silva em junho de 2025. Nos autos, ele afirma que as campanhas publicitárias das famosas o induziram a apostar na plataforma com a expectativa de multiplicar economias destinadas à compra da casa própria. Segundo ele, foram investidos R$ 56 mil no total.

Após perder o valor, Eliudson relata ter contraído empréstimos na tentativa de recuperar o prejuízo, sem êxito. Desempregado na época, ele afirma ter desenvolvido graves problemas de saúde em decorrência da situação. Na ação, sustenta ainda que a plataforma teria sido estruturada para estimular apostas sucessivas sob promessas de ganhos, mantendo os usuários em ciclo contínuo de perdas.

Em relação às duas apresentadoras, o autor atribui responsabilidade a cada uma pela cessão de imagem à publicidade da empresa. Virginia Fonseca é acusada de divulgar apostas como forma simples e segura de enriquecimento; seu depoimento na CPI das Bets também é citado nos autos. Galisteu responde por ter atuado como embaixadora da Betano.

Eliudson pede a condenação dos réus ao pagamento de R$ 324 mil, valor que inclui indenizações e honorários advocatícios. Ele também solicitou o bloqueio de R$ 85 mil nas contas dos envolvidos, mas a Justiça negou o pedido.

 

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