Apostador processa cassino Aria de Las Vegas após experiência real semelhante ao filme “Se Beber, Não Case!”

Michael Duke Thomson, advogado de 64 anos, entrou com ação civil contra o cassino Aria em Las Vegas após acumular uma dívida de US$ 75 mil em circunstâncias que alega ter estado incapacitado. O processo foi apresentado na sexta-feira (12) no Tribunal Distrital dos EUA em Nevada. Thomson afirma ter sido drogado sem seu conhecimento em janeiro de 2024, em um caso que remete ao enredo do filme “Se Beber, Não Case!”.
O advogado, que atualmente reside em Porto Rico, declarou que sua última lembrança em 23 de janeiro de 2024 foi deixar a sala de blackjack de apostas altas do Aria por volta da meia-noite com alguns milhares de dólares em fichas. Seu próximo registro de memória foi estar algemado no escritório de segurança do estabelecimento. Segundo informações do Casino.org, portal especializado em notícias sobre jogos de azar, casos como este levantam questões sobre a responsabilidade dos cassinos em monitorar o estado de seus clientes durante as apostas.
Na ação judicial, Thomson alega que foi drogado sem consentimento, o que o deixou incapaz de compreender suas ações. Ele argumenta que funcionários do Aria permitiram que aprovasse múltiplos indicadores de crédito enquanto estava visivelmente comprometido, ignorando sinais que “seriam óbvios para qualquer pessoa”.
O incidente ocorreu entre a noite de 23 e a manhã de 24 de janeiro. Segundo o processo, após sair da mesa de jogo, Thomson pretendia retornar ao seu quarto, mas desmaiou. Posteriormente, foi encontrado dormindo no lounge Sky Suites do cassino.
Funcionários do estabelecimento disseram que Thomson reagiu violentamente ao ser acordado e foi detido por volta das 11h do dia 24 de janeiro. O advogado afirma que sacou um único cheque de US$ 10 mil na noite do incidente e o pagou imediatamente. No entanto, no dia seguinte, seu anfitrião VIP informou que havia oito contas pendentes, totalizando US$ 75 mil.
Após o ocorrido, Thomson foi proibido de entrar na propriedade. Aproximadamente três meses depois, seu banco alertou que o Aria havia submetido os cheques para pagamento. Ele instruiu a instituição a não honrá-los até que pudesse investigar, resultando na devolução de cinco cheques como “Não Autorizados” e três como “Fundos Insuficientes”.
Em novembro de 2024, Thomson foi acusado de emitir cheques sem fundo e de furto, sendo preso e pagando fiança. O processo criminal foi arquivado em outubro de 2025 após ele quitar os débitos para evitar julgamento.
O processo não esclarece se Thomson foi efetivamente drogado e, em caso positivo, quem seria o responsável. Também não há informações sobre quais substâncias teriam sido utilizadas ou como teriam sido administradas.
Em sua ação civil, Thomson acusa o Aria e sua controladora, a MGM Resorts, de negligência, enriquecimento ilícito e acusação maliciosa. “É injusto que a Aria retenha os fundos obtidos nessas circunstâncias”, afirma no documento. O texto acrescenta que “O autor não conseguiu compreender de forma razoável a natureza e as consequências de seus atos e das transações realizadas durante esse período, como a Aria sabia ou deveria ter sabido.”



