Boechat defendia a legalização do jogo

Na manhã do dia 11 de novembro, o âncora da programação matinal da Rádio Band News, jornalista Ricardo Boechat defendeu a legalização dos jogos no Brasil. Esta não foi a primeira vez que o jornalista abordou o tema de forma positiva e prospectiva.
Boechat sempre foi um forte aliado no processo de esclarecimento sobre a legalização dos jogos pelo fato de ser um formador de opinião e de defender a legalização desta atividade.
Todas as vezes que encontrava com o jornalista em aeroportos ou voos, Boechat me perguntava: “E ai Magnho, vai ou não vai legalizar?”
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Nota de Ricardo Boechat em sua coluna diária no GLOBO fecha cassino clandestino na década de 80
Todo repórter que se preze tem fome de notícia, mas o caso de Ricardo Boechat era de compulsão. Morto tragicamente nesta segunda-feira em um acidente de helicóptero em São Paulo, aos 66 anos, ele assinou uma coluna diária no GLOBO durante mais de 15 anos. Ao longo desse período, o profissional publicou incontáveis furos de reportagem e desenvolveu um estilo próprio de lidar com a informação exclusiva – principalmente a informação sigilosa, de bastidores -, transformando seu nome em uma das principais grifes do jornalismo nacional.
Ex-colaborador do lendário colunista Ibrahim Sued, Boechat foi influenciado pelo seu antigo chefe, mas desenvolveu uma identidade própria, misturando coragem e ironia em notas que revelavam segredos da política, da economia ou do cotidiano carioca. A partir de 1983, o jornalista atuou quase “invisível” alimentando a histórica “Coluna de Carlos Swann”, no GLOBO. São desse período notas de impacto como aquela de 12 de junho de 1985 que revelou um cassino ilegal no antigo Clube Umuarama, no Alto Gávea, com direito a roleta, mesas de black jack, “seguranças que usam smoking e proprietários bem conhecidos – pelo menos nos meios do jogo do bicho – responsáveis pelo arrendamento do clube”. Após a notícia, o clube foi interditado e seus responsáveis, denunciados… Leia mais no O Globo/Blog do Acervo.
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O dia que o signatário deste blog foi colocado de ‘castigo’ pelo colunista Ricardo Boechat
Acredito que todos os jornalistas que trabalharam em assessoria de imprensa têm uma história para contar do Ricardo Boechat. Como assessor de imprensa do Zoológico do Rio também tenho a minha. Um dia ele me ‘colocou de castigo’ na Coluna dele no O Globo. Motivo: eu tinha sugerido uma nota da RioZoo e como ele não publicou nos três dias seguintes, enviei a nota para o Informe JB do Jornal do Brasil. No dia seguinte, as duas colunas veicularam a mesma nota. Boechat ligou para o zoológico e me ‘espinafrou’, além de me ensinar a ‘pedir a nota de volta’, caso não haja interesse do jornalista. Ao final, disse que estava de ‘castigo’ na coluna até que a raiva passasse.
Esperei duas semanas e liguei para pedir uma revisão do ‘castigo’…ele então me disse que a punição ainda estava válida. Lamentei, mas insinuei que tinha uma nota muito boa. Foi quando ele disse: “Me conta que ser for boa eu removo o ‘castigo’”. A nota era sobre acasalamento de Ararajubas em cativeiro. Boechat retirou a punição e voltei a ser fonte frequente da coluna…
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Algumas pessoas deixam herança. Outras, deixam lições. E tem aquelas que deixam a alegria de simplesmente terem feito parte de nossas vidas…


